Rodada de Oportunidades conecta empresas cearenses e portuguesas e amplia articulação em Economia Azul
A geração de conexões e parcerias foi o foco da Rodada de Oportunidades em Economia Azul, realizada na tarde da terça-feira (15/09), na Sala de Inteligência do Observatório da Indústria Ceará, na Casa da Indústria, sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). A iniciativa integra o Programa Economia Azul: Década do Oceano do Ceará, que busca conectar conhecimento, tendências e atores do ecossistema para identificar e ativar oportunidades de negócios, inovação e cooperação no setor.
Realizado pelo Sebrae e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi), o programa é executado pela FIEC e pelo Observatório da Indústria Ceará, com apoio da Câmara Setorial de Economia Azul da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), do Sindicato das Indústrias de Frio e Pesca no Estado do Ceará (Sindfrio-CE) e do Sindicato das Indústrias da Alimentação e Rações Balanceadas no Estado do Ceará (Sindialimentos-CE).
A iniciativa tem como foco estruturar e ativar oportunidades estratégicas nas cadeias da Economia Azul, especialmente para micro e pequenas empresas do setor industrial, por meio de inteligência tecnológica e mercadológica, capacitação estratégica e articulação do ecossistema.
O encontro reuniu micro e pequenos empresários com atividades relacionadas ao mar, representantes da academia e, de forma on-line, empresários portugueses. Conduzida pela coordenadora do Programa, Raquel Valença, a programação promoveu a apresentação de negócios, a troca de experiências e a aproximação entre os participantes.
Na abertura, Raquel destacou que a Rodada foi concebida para aproximar os ecossistemas de Economia Azul do Ceará e de Portugal e estimular novas conexões entre empresas, instituições e centros de pesquisa. “A ideia é fazer essa interação entre Portugal e o Estado do Ceará, propiciar networking e interlocução nessa rodada de oportunidades”, afirmou. “Estamos falando de um programa estruturante que eu diria que é pioneiro no Brasil. O Ceará está se posicionando como pioneiro na tratativa da temática Economia Azul”, emendou.
Para a coordenadora do Programa, a Rodada representa uma etapa prática desse trabalho, ao colocar empresas e instituições em contato para identificar possibilidades concretas de cooperação. “Hoje, de fato, estamos trabalhando essa interação e essa articulação, buscando novos negócios e parcerias entre o ecossistema do Ceará e essa possibilidade de alinhamento com Portugal”, disse.
Intercâmbio de negócios
Representando a Câmara Setorial de Economia Azul, Roberto Gradvohl, vice-presidente da Câmara e diretor do Sindfrio, afirmou que a aproximação com Portugal amplia as possibilidades de intercâmbio para empresas cearenses. “Esse é mais um avanço que estamos dando, agora com essa conexão direta com Portugal, trazendo algumas empresas e levando também nossas empresas para lá. Esse é o objetivo desse intercâmbio”, afirmou.
Roberto destacou ainda o potencial da Economia Azul para ampliar a matriz de atividades econômicas do Estado, a partir do aproveitamento sustentável dos recursos relacionados ao mar e da criação de novos negócios. “A gente entende que a economia azul vai trazer uma grande transformação para a economia do Ceará. É uma nova economia”, disse.
Segundo ele, a articulação entre a FIEC, entidades setoriais e demais parceiros busca criar condições para que empresas cearenses aproveitem essas oportunidades. “Estamos trabalhando para desenvolver essa economia azul, que é uma alternativa muito interessante para o nosso Estado”, acrescentou.
A participação on-line dos empresários portugueses foi mediada pelo consultor e CEO da Skipper & Wool, Miguel Marques. Segundo ele, a proposta foi reunir empresas de diferentes portes e perfis para ampliar a troca de experiências e criar conexões com o ecossistema cearense. “É trazer pessoas que somem valor ao Ceará”, afirmou.



A programação apresentou negócios ligados a diferentes frentes da Economia Azul, entre elas tecnologias de monitoramento do ambiente marinho, aquacultura, formação náutica e energias oceânicas.
Para Miguel, a diversidade dos negócios apresentados também favorece o intercâmbio de experiências entre empresas em diferentes estágios de desenvolvimento. “O Ceará, como foi dito em diversas sessões que tivemos, gosta sempre de aprender, e aprender também significa certamente a ciência, que é muita e boa no Ceará”, ressaltou.
Tendências e vigilância tecnológica
A programação contou ainda com o painel “Tendências e Vigilância Tecnológica em Economia Azul”, conduzido por Raquel Valença e pelo especialista em Prospectiva Estratégica do Observatório da Indústria Ceará, Gabriel Gaspar.
Durante o painel, foram apresentados resultados de um estudo de tendências e de uma análise patentométrica, com informações sobre os principais eixos estratégicos identificados para orientar o desenvolvimento da Economia Azul no Ceará. O levantamento busca subsidiar decisões relacionadas a políticas públicas, investimentos e ações de inovação voltadas ao setor.
Também foram compartilhadas análises sobre tendências globais, inovação e desenvolvimento tecnológico relacionados à Economia Azul, além de estudos prospectivos e do mapeamento de patentes com potencial para orientar estratégias e oportunidades de fortalecimento do setor no Ceará.
O estudo integra uma agenda mais ampla de desenvolvimento e busca transformar dados técnicos em informações estratégicas para impulsionar a Economia Azul no Estado. Segundo Raquel, os resultados apresentados antecipam uma publicação completa, prevista para ser lançada ainda este ano, com análises sobre as inovações e o potencial econômico do mar cearense.
Ao final, os empresários participaram de um momento de networking, com possibilidade de aprofundar contatos e identificar oportunidades de negócios e parcerias entre empresas cearenses, portuguesas e demais atores do ecossistema.











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