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Indústria gráfica posiciona-se contra aumentos de impostos

06/10/2015 - 18h10

O presidente do Sindicato da Indústria Gráfica do Estado do Ceará (Sindgráfica), Francisco Esteves, e associados do sindicato, foram ao 16º Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica (Congraf), realizado nos dias 3 e 4 de outubro, no Rio de Janeiro. Na ocasião foi aprovado o documento feito pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Nacional) e 30 sindicatos do setor, uma Carta Aberta à Nação repudiando o aumento de impostos e a transferência de mais recursos privados ao governo, em especial a CPMF e redução dos repasses ao Sistema S. O evento realizou-se juntamente com o 28º Congresso Latino-Americano da Indústria Gráfica e o 22º Theobaldo De Nigris – Concurso Latino-Americano de Produtos Gráficos. Seu tema central foi “A indústria gráfica em (R)evolução: uma agenda (PRO)positiva”.

Veja a Carta Aberta à Nação escrita pela Abigraf Nacional e sindicatos:

Reunidos no Rio de Janeiro no 16º Congresso Nacional da Indústria Gráfica - Congraf, os empresários do setor, representados pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica - Abigraf Nacional e por 30 sindicatos, se manifestam diante da crise econômica instalada em nosso país e da perspectiva de aumento de impostos anunciada pelo governo como parte do ajuste fiscal, inadiável para a recuperação da credibilidade do Brasil.

    Composto por 21 mil empresas, sendo 96,9% de micro e pequeno portes, em 2014, o setor faturou R$ 45,8 bilhões e gerou 216 mil empregos diretos. Em 2015, indicadores da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) já mostram que, entre janeiro e junho, a indústria gráfica nacional teve queda de 5,1% nas vendas reais, frente ao mesmo período do ano passado, seus postos de trabalho encolheram 5,7%, enquanto as horas trabalhadas recuaram 3,3% e a massa salarial caiu 8,8%.

    O setor recusa-se a usar a crise como escudo para a inércia. Não está parado à espera de benesses nem tampouco se exime de cumprir seu papel histórico de gerador de riquezas, tributos, empregos e produtos essenciais à população. Dessa forma, não assistirá passivamente a mais uma tentativa de transferir a conta da má gestão pública para quem produz e gera emprego e renda.

    Merece repúdio o aventado aumento de impostos, com destaque para a volta da CPMF. É inconcebível que o País, detentor de uma das mais altas cargas tributárias do mundo, formule uma proposta dessas, em especial quando o governo claudica na tarefa de pôr fim aos gastos desmedidos, ao elevado número de ministérios e à péssima gestão dos recursos públicos.

Também merece repúdio a anunciada redução do repasse de recursos ao Sistema S que, além de ilegal, por contrariar dispositivo constitucional, desestabilizaria um sistema que funciona com sucesso e reconhecimento há décadas.

    Mantido pela contribuição de empresas de diferentes atividades, o Sistema S gera educação e formação profissional de qualidade, facilita o acesso à cultura e à arte, apoia a exportação e outras ações de suporte ao crescimento e à manutenção da indústria, do comércio, dos transportes e da agricultura. São serviços de excelência, mas que, com a redução pretendida, ficariam condenados ao encolhimento e ao mesmo efeito nefasto do mau uso de verbas que tanto castiga a educação na nossa “pátria educadora”.

   Não! A indústria gráfica brasileira não está disposta a pagar a conta da ineficiência e da irresponsabilidade do Executivo Federal, motivo pelo qual defende a incrementação do nível de atividade econômica, a manutenção do emprego, a redução dos impostos, bem como da taxa de juros, e a flexibilização do crédito destinado à produção.

    Os mais de 200 milhões de brasileiros merecem e querem o respeito dos seus governantes. Está na hora de cada um fazer a sua parte!

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