SESI Ceará inaugura primeiro Laboratório de Inclusão da rede no estado
O SESI Ceará inaugurou, nesta quinta-feira (17/09), na Escola SESI SENAI Parangaba, o Lab Inclusão – Laboratório de Tecnologias e Práticas para Educação Inclusiva, primeiro espaço desse tipo implantado pela instituição no estado. O laboratório é um projeto-piloto desenvolvido em parceria com o Conselho Nacional do SESI, por meio do Projeto Conexão SESI, e será voltado principalmente à formação de professores e à produção de recursos de tecnologia assistiva para apoiar a inclusão dos estudantes.
A iniciativa responde a uma demanda cada vez mais presente nas escolas. Atualmente, 12% dos cerca de 8 mil alunos do SESI Ceará são neuroatípicos. A proposta é qualificar os profissionais para utilizar diferentes recursos e estratégias de acessibilidade dentro da sala de aula, contribuindo para ampliar a participação, a aprendizagem e a permanência dos estudantes.
Participaram da inauguração Eduardo Oliveira, consultor da Gerência de Projetos do Conselho Nacional do SESI; Ana Paula Pinho, Gerente de Educação e Cultura do SESI Ceará; Paulo Botafogo, Diretor da Escola SESI SENAI Parangaba; e Douglas Carioca, Diretor da Escola SESI SENAI da Barra do Ceará, além de professores, gestores e alunos.
Para Eduardo Oliveira, o projeto reforça a atuação conjunta entre o Conselho Nacional e os Departamentos Regionais do SESI em iniciativas voltadas à educação. “Esse projeto é muito importante pela questão da inclusão. Temos aqui um espaço equipado que possibilita aos professores participar de formações e, depois, levar esse conhecimento para a prática, contribuindo para o acolhimento e a inclusão dos alunos neuroatípicos. O apoio do Conselho Nacional do SESI é fundamental, e pretendemos dar continuidade a projetos dessa natureza”, destacou.
Formação para transformar a prática em sala de aula
Diferentemente de uma sala voltada diretamente ao atendimento individual do estudante, o Lab Inclusão tem como foco principal a formação dos profissionais que atuam com esses alunos. Professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), especialistas da área de inclusão e demais docentes da Rede SESI poderão utilizar o espaço para aprender a desenvolver, adaptar e aplicar recursos que atendam às diferentes necessidades encontradas no cotidiano escolar.
O laboratório reúne possibilidades como Tecnologia Assistiva, Comunicação Aumentativa e Alternativa, recursos pedagógicos adaptados, Cultura Maker, metodologias STEAM, modelagem e impressão 3D. Entre os equipamentos disponíveis estão impressoras 3D, mesa educacional, totem interativo e recursos voltados à gamificação e aos estímulos de aprendizagem.
As formações poderão reunir grupos de até 20 profissionais. A proposta é que o conhecimento adquirido no laboratório seja levado para as salas de aula e resulte em soluções construídas a partir das necessidades reais dos estudantes.
A Gerente de Educação e Cultura do SESI Ceará, Ana Paula Pinho, ressaltou que o novo espaço é resultado de uma trajetória de fortalecimento da inclusão dentro da Rede SESI e da atuação conjunta com diferentes parceiros. “A gente vem construindo, nos últimos anos, uma escola cada vez mais inclusiva, com ações, atividades e rotinas que reconheçam as necessidades dos nossos estudantes. O laboratório representa mais um passo nessa caminhada, porque vai permitir formar os professores e oferecer recursos para que eles possam contribuir com o desenvolvimento de cada aluno a partir das suas possibilidades”, afirmou.
Ana Paula também destacou a importância do apoio institucional para o crescimento da educação do SESI Ceará, citando a gestão do Presidente da Federação das Indústrias do estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, e do Superintendente do SESI Ceará e Diretor Regional do SENAI Ceará, Paulo André Holanda, além da parceria com o Conselho Nacional do SESI.
Projeto-piloto deve chegar a outras unidades
O Lab Inclusão da Escola SESI SENAI Parangaba é o primeiro a ser implantado no Ceará, mas a proposta é que a experiência seja ampliada. Novos laboratórios deverão ser instalados em outras unidades do SESI Ceará, permitindo que as formações também alcancem profissionais que atuam no interior do estado.
Para Paulo Botafogo, a inauguração representa um avanço na estrutura destinada à educação inclusiva. “Hoje é um dia histórico para a Rede SESI Ceará de Educação. O Lab Inclusão é um espaço destinado à formação dos nossos professores e que também poderá contribuir com a educação do estado, atendendo profissionais da rede pública. É uma evolução do trabalho que já desenvolvemos em educação inclusiva e dará muito suporte ao fazer pedagógico e ao atendimento dos alunos neuroatípicos”, afirmou.
A iniciativa também poderá beneficiar profissionais de redes públicas parceiras do SESI Ceará. O objetivo é ampliar o acesso à formação continuada e compartilhar conhecimentos, metodologias e recursos que possam ser utilizados em diferentes contextos educacionais.

Segundo o Diretor da Escola SESI SENAI da Barra do Ceará, Douglas Carioca, a possibilidade de produzir e adaptar materiais é um dos diferenciais do laboratório. “O espaço vai atender uma demanda importante relacionada à acessibilidade. Além da formação, os professores poderão desenvolver, na prática, recursos para serem utilizados em sala de aula, contribuindo para o acesso e a permanência dos estudantes. Começamos com esse projeto-piloto, mas a ideia é expandir para toda a rede, chegar ao interior e também atender escolas públicas parceiras”, explicou.
Primeira formação começa após inauguração
Logo após o descerramento da placa e a inauguração oficial, o Lab Inclusão já recebeu sua primeira turma. Dezoito profissionais do município de Cascavel conheceram a estrutura e tiveram o primeiro contato com as formações que serão desenvolvidas no espaço.
Entre os participantes estava Edgleuma Sousa, pedagoga especializada em Neuropsicopedagogia e Educação Inclusiva. “Na aula inaugural da formação em Tecnologias Assistivas, conhecemos o Lab Inclusão do SESI, um espaço fundamental para a educação inclusiva. Ele possibilita a nós, profissionais, acesso a recursos, equipamentos e estratégias que podem contribuir significativamente para qualificar nossa prática no atendimento especializado. Parabenizo todos os profissionais envolvidos na iniciativa e na concretização desse projeto”, afirmou.
A proposta é que o laboratório funcione como ambiente permanente de experimentação e formação, no qual os profissionais possam identificar barreiras encontradas pelos estudantes e desenvolver recursos, estratégias e tecnologias capazes de ampliar as possibilidades de participação e aprendizagem.





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