Sustentabilidade, inovação e economia azul pautam o futuro da indústria em painel na Feira da Indústria
A construção de um modelo de desenvolvimento industrial mais sustentável e competitivo esteve no centro do painel “Sustentabilidade, Inovação e Competitividade: A Agenda do Futuro da Indústria Cearense”, realizado durante a Feira da Indústria FIEC. O encontro reuniu representantes do setor produtivo, especialistas e instituições estratégicas para discutir caminhos capazes de alinhar crescimento econômico, inovação e responsabilidade socioambiental.
O painel foi aberto pelo diretor financeiro da FIEC e líder ESG na Federação, Edgar Gadelha, que deu as boas-vindas aos participantes. “É muito positivo termos um momento como este para discutir a temática da sustentabilidade e mostrar a importância de reunir diferentes instituições e especialistas para avançar nessa agenda”, afirmou. Já a mediação ficou a cargo do economista-chefe do Sistema FIEC e gerente do Observatório da Indústria Ceará, Guilherme Muchale.
O encontro também marcou o lançamento do Programa Ceará Sustentável, iniciativa da FIEC em parceria com o Sebrae voltada a apoiar micro e pequenas indústrias na incorporação de práticas sustentáveis alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). A proposta é ampliar a competitividade empresarial ao mesmo tempo em que fortalece a agenda ambiental e social no setor produtivo.
Além do lançamento do programa, o debate trouxe duas frentes estratégicas para o futuro da indústria: a conexão do Ceará com a agenda global de sustentabilidade e o potencial da economia azul como vetor de desenvolvimento.
Agenda global de sustentabilidade
A dimensão internacional do debate foi reforçada com a participação de Guilherme Xavier, diretor do Pacto Global da ONU – Rede Brasil. Em sua fala, ele destacou o papel crescente do setor empresarial na aceleração das metas de desenvolvimento sustentável e ressaltou que a rede brasileira tem se consolidado como uma das mais inovadoras ao conectar as diretrizes da ONU às estratégias corporativas.
Segundo Xavier, a articulação com instituições locais é decisiva para ampliar o alcance dessa agenda. Nesse contexto, ele mencionou a parceria com a FIEC no desenvolvimento do Hub ODS Ceará, iniciativa voltada a descentralizar e fortalecer as ações relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no estado.
“O objetivo é aproximar cada vez mais as empresas dessa agenda global e transformar os ODS em parte da estratégia de desenvolvimento e competitividade dos negócios”, afirmou.
O diretor do Pacto Global também ressaltou o papel das lideranças empresariais na construção de compromissos capazes de acelerar o cumprimento das metas da Organização das Nações Unidas para 2030. “Hoje, falar de sustentabilidade é falar de competitividade e sobrevivência das empresas no longo prazo”, concluiu.
Economia azul na agenda de desenvolvimento
O painel também destacou o potencial da economia azul como um dos novos vetores estratégicos para o desenvolvimento do Ceará. Ao abordar o tema, Guilherme Muchale enfatizou a importância de integrar planejamento, inovação e cooperação institucional para aproveitar de forma sustentável as oportunidades ligadas ao mar. “Não se trata apenas de planejamento, mas de um processo de direção histórica e intencional para o desenvolvimento do Ceará”, afirmou.
Na mesma linha, Rômulo Alexandre Soares, presidente da Câmara Setorial da Economia Azul da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), destacou que a agenda internacional da Década do Oceano (2021–2030) tem ampliado a discussão sobre o papel estratégico dos oceanos na economia global.
Ele também chamou atenção para a importância do planejamento espacial marinho, instrumento que busca organizar o uso do território oceânico de forma sustentável e equilibrada entre diferentes atividades econômicas.
A pesquisadora e consultora em economia azul Leila Andrade acrescentou que o Ceará vem estruturando uma governança voltada ao tema, reunindo instituições públicas, setor produtivo e especialistas. Entre as iniciativas em desenvolvimento está um projeto de inteligência conduzido pela FIEC em parceria com o Sebrae para mapear oportunidades e ampliar a participação de micro e pequenas empresas nas cadeias ligadas à economia do mar.
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