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No Dia da Mulher, competidoras do SESI Ceará mostram a força da participação feminina na robótica

08/03/2026 - 09h03

Meninas e futuras supermulheres. Neste dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, estudantes do SESI Ceará mostram que a presença feminina na ciência e na tecnologia cresce a cada temporada. Neste domingo, alunas de diferentes equipes participam da etapa nacional do Torneio SESI de Robótica, que termina hoje, no Parque Ibirapuera, em São Paulo (SP), e compartilham histórias de aprendizado, superação e inspiração.

Elas atuam em diversas funções dentro das equipes, da engenharia e programação à pesquisa, estratégia e comunicação. Sofia Rufino, da equipe Ironhide (FTC), vive a troca de experiências com outras competidoras do país inteiro e observa essa transformação de perto. Segundo ela, a presença feminina tem se ampliado em áreas técnicas dentro das equipes. “Aqui, no nacional, estou vendo muitas meninas na engenharia, na programação e pilotando robôs. É gratificante ver isso, porque o universo da robótica está se expandindo ainda mais para as mulheres”, conta.

Inspiração contagiante

Entre as histórias que mostram como uma menina pode incentivar outra está a de Ana Júlia Serafim, da equipe Vortex. Ela conta que decidiu entrar para a robótica após o incentivo de uma colega.

“Eu entrei por causa da Melissa, da All Might. Foi ela que me incentivou”, afirma, referindo-se a Maria Melissa, integrante da equipe All Might (FRC). “É um mundo inexplicável que só quem vive sabe, mesmo. É uma experiência única!”

A própria Maria Melissa, com seu histórico nas competições, manda um recado para quem quer entrar no universo da robótica: “Antes de tudo, quero dizer que não tenham medo, por ser uma mulher dentro da robótica. Vão com tudo!”.

Para a maioria delas, o primeiro contato com a robótica acontece dentro da própria escola e acaba abrindo novos horizontes. Yohanna Pinto, da equipe Robot Center (FLLC), atendida pelo programa Fábrica de Robôs do SESI no município de Forquilha, participa pela primeira vez de um torneio nacional e diz que a experiência trouxe descobertas importantes.

“Estou aprendendo bastante sobre a robótica. Eu nunca imaginava que poderia aprender essas coisas. Quando comecei, foi como se minha cabeça tivesse explodido de conhecimento”, disse, animada com a vivência.

E a influência positiva de outras colegas ajuda a ampliar o interesse das meninas pelas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Nesse ambiente, as estudantes encontram espaço para desenvolver habilidades técnicas, trabalhar em equipe e ganhar confiança.

Uma das trajetórias que mais chamam atenção nesta edição do torneio é a de Vitória Gomes, da equipe Clusters (FTC). Em seu primeiro ano em competições, ela já participa da etapa nacional como pilota do robô e responsável pela área de marketing da equipe.

Ela também vive uma experiência singular: é a única menina em um time formado por meninos. “Eu era muito tímida, mas a robótica me fez conversar mais e discutir ideias. Representar minha equipe e o Ceará em uma competição nacional, logo no primeiro ano, é algo que me emociona muito”, conta.

No início, ela diz que precisou superar a timidez para se posicionar dentro da equipe. Com o tempo, a relação se fortaleceu e o trabalho coletivo se consolidou. “No começo, foi difícil porque eu não sabia impor meu lugar. Depois, eles começaram a me ver como parte da equipe. Hoje, a relação é muito tranquila”, explica.

Heloísa Oliveira, da equipe Metal Knight (FRC), é competidora na robótica há 4 anos, pelo SESI Ceará. Hoje, atua como capitã e explica que precisou vencer seus próprios medos para ter confiança.

“Como capitã, a gente costumava ter certos problemas de ‘como que eu vou fazer isso?’, ter medo ou receio, ou assumir uma área de gestão em um mundo onde a maioria dos competidores e técnicos é de homens. Mas eu abracei essa força, estou competindo, quero fazer engenharia de controle e automação, e quero continuar na área do STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), por causa do SESI SENAI”, conta.

Além delas, outras estudantes do SESI Ceará também representam o estado na competição, como Marina Gomes, da equipe Lightstorm (STEM Racing), que vê com otimismo a participação das meninas em torneios competitivos. “A gente está conseguindo ocupar os lugares e o apoio do SESI nisso é maravilhoso, porque a gente se sente acolhida e preparada para isso”.

Também estreante na etapa nacional e representando a equipe Buzzer (FLLC), Lara Sobreira enfatiza que a presença feminina crescente na robótica educacional é um movimento perceptível em todo o país.

“Eu acho que a gente tem um papel extremamente essencial, tanto nessa questão de poder mostrar o que a gente é quanto o que as pessoas não veem na gente. É muito interessante perceber que não só as mulheres do Ceará se interessam muito pela robótica, mas de todo o Brasil”, disse ela.

Em diferentes modalidades do festival, essas jovens mostram talento, dedicação e espírito de colaboração. Entre robôs, projetos e estratégias, as cearenses demonstram que a participação feminina na robótica cresce e inspira novas gerações.

E hoje, Dia Internacional da Mulher, as histórias delas reforçam uma mensagem importante para quem pensa em entrar nesse universo: a robótica também é lugar de menina.

Texto: Richell Martins


 

 

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