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Em Brasília, FIEC participa de formalização de grupo de trabalho estratégico com Governo do Ceará e Governo Federal por soluções ao tarifaço dos EUA

30/07/2025 - 15h07

Diante das novas tarifas sobre produtos brasileiros por parte dos Estados Unidos, previstas para entrar em vigor a partir do dia 1º de agosto, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) participou, ao lado do Governo do Estado do Ceará, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC) e de empresários cearenses, de uma reunião com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, nesta terça-feira (29/07), em Brasília. Após o encontro, a delegação formalizou a criação de um grupo de trabalho conjunto, com participação do Governo do Estado, técnicos do Governo Federal e representantes do empresariado cearense, com o objetivo de articular estratégias diante dos efeitos esperados a partir de 1º de agosto.

A reunião foi articulada com o objetivo de alinhar estratégias para diminuir os impactos da medida sobre a economia nacional, especialmente sobre o Ceará — estado mais exposto à medida, com 51,9% de suas exportações destinadas ao mercado norte-americano. O presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, integrou a comitiva estadual, liderada pelo governador Elmano de Freitas, que também contou com a presença do presidente da FAEC, Amílcar Silveira, do CEO da ArcelorMittal Pecém, Erick Torres, além de outros empresários de segmentos diretamente afetados, como aço, calçados, pesca e castanha de caju.

Sobre as deliberações da comitiva, o presidente da FIEC reforçou a necessidade de união entre os entes públicos e privados, destacando o papel decisivo do trabalho conjunto. "Nós estamos trabalhando full-time. Temos hoje no Ceará mais de 378 mil empregos com carteira assinada só na indústria. Isso representa mais de 30,2% de todos os empregos formais no estado. É uma responsabilidade muito grande. Por isso, FIEC, FAEC, o Governo do Estado e os empresários estão de mãos dadas para lidar com esse desafio com clareza, dados e ação coordenada", afirmou.

Segundo Cavalcante, os impactos potenciais são significativos. O gestor da FIEC citou o exemplo dos setores de pesca e calçados, que somam aproximadamente 150 mil empregos no estado. No caso da pesca, parte significativa da produção é exportada para os Estados Unidos — mercado que já enfrenta entraves de entrada. Ele também alertou para a dificuldade de redirecionar exportações a curto prazo, devido a exigências regulatórias internacionais. "Exportar não é simplesmente mudar de mercado. Exige regulamentação, análises sanitárias, ambientais e estruturais. Não dá para fazer essa virada de chave do dia para a noite", explicou.

A reunião reforçou ainda a importância de uma resposta articulada, com base em dados estratégicos produzidos pelo Observatório da Indústria Ceará, que atua nessa pauta em parceria com o Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEC. "O nosso Observatório mapeia em tempo real os impactos sobre cada setor e nos ajuda a prospectar novos mercados e rotas de exportação. Isso nos dá condições de discutir essa pauta com profundidade e responsabilidade", destacou o presidente.

A FIEC segue acompanhando de forma contínua o desdobramento da pauta, em articulação direta com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os governos estadual e federal e os principais exportadores cearenses. A expectativa, segundo Ricardo Cavalcante, é que parte dos problemas possa ser resolvida por meio do diálogo, já que há também interesse de setores empresariais dos EUA em manter um equilíbrio nas relações comerciais. "O vice-presidente tem trabalhado intensamente, e nós também. No Ceará, estamos de mãos dadas, acompanhando de perto a situação com os maiores exportadores do estado”, afirmou. Cavalcante reforçou a necessidade de aguardar até o dia 1º de agosto para observar as decisões finais do governo norte-americano, destacando a complexidade do comércio de produtos semiacabados entre Brasil e EUA e a importância de manter o diálogo até o último momento para minimizar os impactos da medida.

O governador Elmano de Freitas agradeceu a todo o apoio da indústria cearense e ao vice-presidente, destacando que todos trabalham conjuntamente para manter os investimentos e o desenvolvimento econômico do estado. "O Ceará é o estado mais afetado do Brasil, sendo metade da sua exportação destinada ao mercado americano. A conversa foi bastante positiva, principalmente no sentido de intensificar o diálogo e as negociações com os Estados Unidos, para que possamos ter alíquotas razoáveis. Também teremos o grupo de trabalho para, a partir do dia 1º de agosto, estarmos prontos para tomar as medidas que sejam necessárias, garantindo competitividade para as empresas brasileiras. Foi uma reunião positiva. O vice-presidente Alckmin ouviu com muita atenção todos os setores que estavam aqui representados".

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