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Segundo dia de discussões do Proenergia 2021 tem foco nas energias renováveis e exposição de cases de sucesso com grandes nomes do setor de energia

07/10/2021 - 20h10

O segundo dia do Proenergia 2021 focou suas discussões em torno das energias renováveis – na expansão, modelos de negócios e desafios desse segmento. O evento abriu oportunidade também para algumas empresas exporem seus cases de sucesso no mercado de energia e apresentação de produtos e soluções. Realizado anualmente pelo Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia-CE), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Proenergia está sendo transmitido de forma virtual nessa edição, por medidas de segurança, e segue até amanhã (8), com vasta programação e presença das maiores entidades, players, cases de sucesso e stakeholders do setor de energia do país.

A manhã desta quarta-feira, (7/10), abriu espaço para palestras técnicas e comerciais. Na programação, a Mundo Linha Viva falou da importância da NR 10 (Norma que regulamenta procedimentos na área de segurança). Em seguida, o Sebrae abordou as Tendências de Performance Empresarial no Ramo de Energia. Leonardo Santos, presidente do Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades – IPGC, por sua vez, falou da geração de energia para governos municipais e estaduais em parceria com a inciativa privada, uma tendência nacional. A Mêntore Consultoria deu continuidade às discussões da manhã falando sobre as “Limitações ao Crescimento das Empresas de Energia”.
O Observatório da Indústria da FIEC também marcou presença no evento, com a participação do Líder da entidade, Sampaio Filho, e do Gerente, Guilherme Muchale. Banco do Nordeste, B&Q Energia, Sou Energy, ValeCard e Endicon também falaram de suas experiências institucionais positivas.

A programação da tarde foi aberta com o painel de debate “Modelos de Negócios em Geração Centralizada de Energia”, moderado pelo Diretor de Geração Centralizada do Sindienergia-CE, Luiz Eduardo Moraes (Sindienergia). Participaram também do momento: Elbia Gannoun (ABEEÓLICA), Marcio Trannin (ABSOLAR), Ricardo Simões (Servtec Energia), Fernando Elias (Casa dos Ventos), Milton Tavares (Compesa).

Em sua fala, a Presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEÓLICA), Élbia Gannoun, destacou que o Brasil foi o terceiro país que mais investiu em energia eólica no ano de 2020 (junto com a China e Estados Unidos, no ranking dos primeiros) e que os números e investimentos previstos para os próximos anos são bastante animadores. Élbia antecipou também que a regulação da energia eólica offshore no país está prestes a sair.

Marcio Trannin, Vice-Presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), destacou números interessantes do setor de energia solar no país: desde 2012, quando a norma 482 foi instituída, já foram investidos R$ 54 bilhões em energia solar, mais de 10,4 GW foram instalados, 312 mil empregos gerados e a emissão de 11,3 mil toneladas de CO2 já foram evitados. “A energia solar já se faz presente de forma muito marcante dentro da matriz energética brasileira. É nas renováveis que está o grande vetor de crescimento da nossa matriz”, frisou Tranini.

Ricardo Simões, da Servtec, destacou que a indústria do século XXI é de baixa emissão e o Nordeste tem uma posição estratégica, em especial com o advento do Hidrogênio Verde e com a facilidade dos portos que ligam à Europa. Ele destacou ainda que a energia eólica offshore amplia o posicionamento energético do Brasil. “Temos, literalmente, um mar de oportunidades a ser explorado”, resumiu.

O CFO da Casa dos Ventos, Fernando Elias, por sua vez, destacou a questão da competitividade, pois, segundo ele, a melhor energia para o cliente é a competitiva e sustentável. E deu luz ao protagonismo do Nordeste quanto à expansão das energias renováveis. A região hoje gera 20 GW, consumindo 12 GW e exportando 8 GW para o restante do país.

O segundo painel da tarde abordou o tema “Energias Renováveis – Desafios da Cadeia Produtiva”, sendo moderado pelo Secretário Executivo de Energia e Telecomunicações, Adão Muniz. Os dois primeiros palestrantes, Guilherme Arantes (BNDES) e Marcos Falcão (Sudene), falaram dos investimentos e incentivos que ambas as instituições têm dedicado ao setor de energia.

O Diretor Regional do SENAI Ceará Paulo André Holanda, por sua vez, destacou que a instituição está focada em oferecer a capacitação necessária que hoje o setor de energia demanda. Para exemplificar a demanda do mercado, Paulo André apresentou dados de que apenas o segmento de energia eólica precisará treinar 3.737 profissionais nos próximos cincos anos (2021 a 2025) para dar suporte à instalação programada de 9,7 GW adicionais de eólica onshore no Brasil. O Diretor regional do SENA CearáI frisou ainda que os cursos ofertados pela instituição são alinhados com as empresas e suas necessidades. Paulo André destacou ainda que o curso gratuito de Hidrogênio Verde que o SENAI está ofertando e cuja próxima turma já está agendada para iniciar no próximo dia 18 de outubro. Por fim, Holanda apresentou o portfólio de cursos implantados e ofertados e destacou que 810 alunos foram capacitados somente na área de energias renováveis no último ano pelo SENAI Ceará.

Alceu Mourão Júnior, Diretor da Avanti Brasil Sistemas Eólicos, enriqueceu a discussão falando da Logística Internacional no setor de Energia. Jonathan Colombo, Gerente de Relações Industriais da Vestas do Brasil, compartilhou as experiências da empresa, que foi a primeira a levar energia renovável para 39 mercados do mundo. Luis Eduardo Fontenelle, Diretor da ADECE finalizou o ciclo de palestras da tarde, falando da Nova ADECE. O segundo e terceiro dia reservam ainda um momento para uma rodada de negócios, promovida pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet).

O terceiro e último dia de evento contará as participações de Hanter Pessoa (Sindienergia), Carlos Evangelista (ABGD), Bárbara Rubim (ABSOLAR), Thiago Diniz (Satrix Energias Renováveis), Caique Santos (Sungrow), Fábio Carrara (Solfacil), Paulo Siqueira (Sindienergia), Paulo Luciano de Carvalho (SPE – ANEEL), Constantino Frate (SEDET), Lúcio Bomfim (Bi Energia) e Markus Vlasits (NewCharge Energy). Os debates e discussões do dia abordarão “A Expansão da Geração Distribuída de Energia” e “Novas Oportunidades no Setor de Energia”.

Ainda nesta sexta-feira (8), o evento realizará a entrega do "Troféu Jurandir Picanço", que nesta edição ganha novo nome, substituindo o "Troféu Proenergia", por meio de uma proposição do atual Presidente do Sindienergia, Luis Carlos Queiroz, aclamada por unanimidade pela diretoria do sindicato.

Dessa forma, essa será a primeira edição em que o nome do Engenheiro, Consultor de Energia da FIEC e Presidente da CSRenováveis/CE dará nome à honraria, engrandecendo ainda mais o Troféu. E, abrindo a nova nomenclatura, na sexta-feira (8), o momento solene prestará homenagem ao Secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Governo do Ceará, Maia Júnior, que também conta com relevante trabalho prestado ao setor de energia no estado ao longo de sua trajetória.

Os interessados em participar do Proenergia 2021, podem inscrever-se e obter mais informações sobre o evento no hotsite https://app.virtualieventos.com.br/proenergia2021 . Mais detalhes também no perfil do Sindienergia-CE no Intragram (@sindienergiaceara).

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