Programa Ceará de Vocações avança mais uma etapa para acelerar fortalecimento das ADRs
O Instituto Euvaldo Lodi (IEL Ceará) e a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (ADECE) realizaram, nesta terça-feira (3/11), na Casa da Indústria, o workshop ADRs 4.0 – Gestão Inteligente, Inovação e Geração de Valor. A iniciativa integra o Programa Ceará de Vocações e reuniu representantes das Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs) em uma agenda estratégica voltada à transformação da atuação dessas instituições e ao fortalecimento da sua capacidade de atuação nos territórios cearenses.
A abertura institucional contou com a participação da gerente de inovação e pesquisa do IEL Ceará, Margaret Lins, que deu as boas-vindas ao público presente. Em sua fala, Margaret ressaltou a importância da parceria com a Adece. “Essa parceria tem sido uma grande experiência para o IEL. Temos encontrado na equipe da Adece uma excelente receptividade, assim como nos profissionais que atuam nos territórios e que, mesmo diante de rotinas desafiadoras, estão sempre disponíveis para construir essa agenda conosco”, afirmou.
O diretor de Suporte a Negócios da Adece, Rafael Branco, destacou os resultados da parceria no âmbito do programa Ceará de Vocações e a contribuição das ADRs para ampliar o protagonismo dos municípios cearenses. Para o diretor, o objetivo do programa é consolidar o Ceará como referência nacional em desenvolvimento regional. “Quando iniciamos essa parceria, nossa proposta era transformar as ADRs em referência para o país. Já estamos colhendo os resultados desse trabalho e precisamos aproveitar esse movimento para ampliar os horizontes do Estado”, declarou.
Em sua avaliação, o atual cenário econômico e os investimentos em infraestrutura e novos empreendimentos abrem oportunidades para impulsionar as diferentes regiões. Rafael citou o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, a conclusão da Transnordestina, o polo automotivo e a implantação de data centers como iniciativas estratégicas que podem gerar efeitos positivos nos municípios. Também ressaltou a articulação entre Governo do Estado, setor produtivo e lideranças políticas como um diferencial para atrair investimentos e viabilizar projetos. “A Adece precisa das ADRs, e estamos apostando nessa parceria. Temos um Estado com grandes oportunidades e precisamos transformar esse momento favorável em desenvolvimento para os municípios e todas as regiões”, concluiu.
O especialista em inovação do IEL Ceará, Fábio Braga, contextualizou a trajetória do Programa Ceará de Vocações e as próximas etapas de execução. Com vigência de junho de 2026 a junho de 2027, a iniciativa está estruturada em cinco etapas, que articulam diagnóstico territorial, capacitação, conexão internacional, planejamento estratégico e monitoramento de resultados.
As três primeiras etapas já foram realizadas. Em agosto, a fase Conectando Vocações contemplou o diagnóstico territorial, o mapeamento das potencialidades regionais, a mobilização das ADRs e a definição de prioridades. Em setembro, a etapa Economia de Impacto promoveu a seleção e a capacitação de agentes com foco em negócios de base territorial. Já em outubro, a missão internacional Expandindo Horizontes levou representantes à Canton Fair, na China, para prospecção de negócios, tecnologias e parcerias.
O workshop marca o início da quarta etapa, Pactuação e Projetos, prevista para o período de novembro de 2026 a fevereiro de 2027. Essa fase concentra os esforços na definição da agenda de aceleração, na pactuação de metas e na estruturação dos projetos prioritários junto às agências. A última etapa, Monitoramento, será realizada entre março e junho de 2027, com acompanhamento da implementação dos projetos, avaliação dos resultados e mensuração da geração de valor nos territórios.
Mão na massa
O workshop prosseguiu com um trabalho prático conduzido pelos consultores do IEL Ceará focado nas três prioridades estratégicas do Programa. A ideia era transformar as informações levantadas nos diagnósticos em uma agenda prática de ações, visando à aceleração da evolução das agências, estimulando modelos de gestão mais eficientes, o uso estratégico de pessoas, processos e tecnologia, a articulação de projetos em rede e o desenvolvimento de iniciativas capazes de gerar valor para as regiões onde atuam.
Um dos eixos do trabalho foi a “Gestão Inteligente”, que prevê a estruturação de um Sistema de Gestão da Informação (SGI), integrando pessoas, processos e tecnologia. A iniciativa busca profissionalizar a administração das agências, qualificar os fluxos de trabalho e oferecer melhores condições para a tomada de decisões estratégicas.
O segundo eixo, “Projetos em Rede”, propõe a implantação de um Escritório de Projetos Compartilhado. A estrutura deverá apoiar as ADRs na elaboração de propostas, captação de recursos, execução e monitoramento de iniciativas estratégicas, favorecendo a cooperação entre as entidades e a construção de projetos integrados.
Já o terceiro, “Posicionamento e Mercado”, concentra-se no fortalecimento da identidade institucional das agências, por meio de estratégias de branding, comunicação e marketing. A frente pretende ampliar a visibilidade das ADRs, qualificar o relacionamento com os associados e estabelecer conexões mais diretas com os mercados.
A programação contou ainda com uma exposição do presidente da ADR do Sertão Central, André Ricardo, compartilhando a experiência da participação na Canton Fair. Ele mostrou possibilidades de conexão entre as agências e oportunidades de inserção em mercados internacionais. A programação também contemplou a participação de Silvana Parente, diretora de Economia Popular e Solidária da Adece, que abordou o tema “Economia de Impacto”, e do consultor Sílvio Moreira, com uma apresentação sobre modelo de negócio associativo, discutindo caminhos para converter a atuação institucional em benefícios e geração de valor para os associados.
O encerramento do workshop foi dedicado à pactuação de compromissos e à definição dos próximos passos. A expectativa é que o trabalho conjunto resulte em ADRs mais estruturadas, conectadas e competitivas, com capacidade ampliada para transformar vocações territoriais em projetos, negócios e oportunidades de desenvolvimento regional.












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