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Instituto Myra Eliane apresenta resultados e promove debate sobre a pauta ESG na FIEC

13/10/2026 - 14h10

O Instituto Myra Eliane (IME) apresentou, nesta terça-feira (13/10), o Relatório de Impacto Social 2023–2025, durante o evento “Diálogos de Impacto - Conexões entre ESG, Indústria e Terceiro Setor”, realizado em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), no Salão Aberto da Casa da Indústria, em Fortaleza.

A programação contou com a participação do Presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, do Presidente do Instituto Myra Eliane (IME), Igor Queiroz Barroso; da vice-Presidente do Instituto, Aline Félix Barroso; da gestora do Núcleo ESG-FIEC, Alciléia Farias; do  diretor de Operações da Qair Brasil, Gustavo Silva; do head de Relações Externas da Solar Coca-Cola  Arthur Ferraz; e Viviane Rufino, coordenadora-geral do IME. O encontro reuniu representantes do setor produtivo, do terceiro setor e de instituições públicas e privadas para discutir parcerias voltadas ao desenvolvimento social e ao fortalecimento da agenda ESG.

Na abertura, o Presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, destacou a importância da aproximação entre a indústria e as organizações sociais para ampliar os resultados das iniciativas de impacto social. Ele também ressaltou a atuação do Instituto Myra Eliane, que completou dez anos em 2026, e a relevância da prestação de contas para dar transparência aos resultados alcançados. “Na Federação das Indústrias, defendemos que o desenvolvimento econômico precisa caminhar lado a lado com o desenvolvimento social. Uma indústria forte é fundamental para gerar empregos, renda, inovação e oportunidades. Mas sabemos que a contribuição do setor produtivo para a sociedade não se esgota nos resultados econômicos de suas atividades”, afirmou.

“Ele tem números, indicadores e metas. Mas, acima de tudo, tem vidas.” A frase do Presidente do IME, Igor Queiroz Barroso, sintetizou o propósito do Relatório de Impacto Social 2023–2025, apresentado durante o evento. Ao falar sobre a trajetória da instituição, ele destacou que o trabalho vai além dos resultados mensuráveis e busca ampliar oportunidades por meio da educação, da cultura e da formação profissional.

“É esse o nosso DNA. Nascemos com um propósito que continua claro e segue sendo o nosso norte: transformar vidas através dos valores humanos. Nossa missão é formar cidadãos de valor por meio da educação e da cultura”, afirmou Igor. Ele também ressaltou o significado pessoal da instituição, uma homenagem à sua mãe, Myra Eliane, que valorizava a educação, as artes, a cultura e as pessoas. Segundo ele, essa história se traduz no trabalho desenvolvido pelos quatro equipamentos do Instituto, que atendem públicos de diferentes idades e promovem o acesso ao conhecimento, à qualificação profissional, à arte e à preservação da memória.

“Todo esse trabalho, realizado em nossos equipamentos, já impactou mais de 37 mil pessoas, direta e indiretamente. Isso é motivo de orgulho. Mas também de muita responsabilidade. Porque é preciso reconhecer que boa intenção, sozinha, não é suficiente. Precisamos de propósito. Precisamos de gestão. Precisamos de coragem para fazer diferente. E precisamos de parcerias que nos levem adiante”, destacou Igor Queiroz.

Durante o evento, Ricardo Cavalcante chamou a atenção para a necessidade de avaliar os efeitos das ações sociais na vida das pessoas, para além dos indicadores financeiros e do número de beneficiados. “Precisamos compreender o que efetivamente mudou na vida das pessoas. Uma oportunidade de formação profissional pode representar o primeiro emprego de um jovem. O acesso à educação de qualidade pode transformar as perspectivas de uma criança”, destacou.

O Presidente da FIEC ressaltou, ainda, que a cooperação entre empresas e organizações sociais permite reunir conhecimentos e experiências para enfrentar desafios comuns. “Nenhuma instituição, por maior ou mais bem estruturada que seja, consegue responder sozinha a todos os desafios da sociedade. Mas podemos fazer muito mais quando compreendemos que esses desafios também são nossos.”

Como parte das iniciativas da Federação para estimular práticas empresariais responsáveis, Ricardo Cavalcante destacou que 46 indústrias cearenses receberam o Selo ESG-FIEC. O programa busca incentivar a incorporação da sustentabilidade, da responsabilidade social e da boa governança às decisões empresariais.

Relatório apresenta resultados e impacto social

A vice-presidente do IME, Aline Félix Barroso, apresentou os dados do documento e destacou a importância de tornar públicos os resultados do trabalho realizado. Segundo ela, a divulgação do relatório reforça o compromisso da instituição com a transparência e a prestação de contas à sociedade. Aline também ressaltou que a construção de parcerias pode ampliar o impacto social, mesmo quando não envolve necessariamente grandes investimentos financeiros.

Entre 2023 e 2025, o Centro de Educação Infantil (CEI) Olga e Parsifal Barroso registrou 1.832 matrículas em tempo integral. No Centro de Formação Profissional Yolanda e Edson Queiroz, foram contabilizadas 2.984 participações em ações de qualificação. Já o Espaço Cultural Arandu recebeu 4.694 visitas a exposições, enquanto o Memorial Edson Queiroz registrou 27.161 visitantes. Ao incentivar outras instituições a desenvolverem iniciativas conjuntas, Aline destacou a importância da colaboração. “Se você quer chegar rápido, vá sozinho. Se quer chegar longe, vá junto.”

Debate destaca colaboração entre indústria e terceiro setor

Além da apresentação do relatório, a programação contou com a roda de conversa “Investimento Social Privado e Terceiro Setor: Alianças Necessárias para o Fortalecimento da Pauta ESG”. Mediado por Alciléia Farias, gestora do Núcleo ESG-FIEC, o painel reuniu Gustavo Silva, diretor de Operações da Qair Brasil; Arthur Ferraz, head de Relações Externas da Solar Coca-Cola; e Viviane Rufino, coordenadora-geral do Instituto Myra Eliane. O debate abordou oportunidades de colaboração entre empresas e organizações da sociedade civil, com foco no compartilhamento de experiências, na responsabilidade social corporativa e na construção de iniciativas conjuntas.

Para Gustavo Silva, a aproximação entre diferentes setores é essencial para enfrentar desafios sociais e ambientais. “A grande mensagem que foi dada aqui é a da colaboração. Assim como o aquecimento global, a desigualdade também é um problema que só vai ser resolvido com essa ideia de colaboração”, afirmou.

Arthur Ferraz destacou que o intercâmbio de experiências permite que as empresas conheçam práticas desenvolvidas por outras organizações e encontrem novas formas de contribuir para a agenda ESG. “Um painel como esse permite um intercâmbio de práticas, e cada um aprende um pouco com o que o outro está fazendo”, disse.

Viviane Rufino ressaltou que a aproximação entre a indústria e o terceiro setor pode ampliar o alcance das iniciativas sociais. Para ela, as organizações sociais mantêm contato direto com as comunidades, enquanto as empresas podem contribuir com suas experiências e com o compromisso de transformar as realidades em que estão inseridas.

Alciléia Farias também destacou a importância da responsabilidade social corporativa para o desenvolvimento sustentável. Segundo ela, iniciativas que aproximam empresas, organizações sociais e poder público contribuem para melhorar a qualidade de vida da população e fortalecer a economia.

Participantes
Também estiveram presentes no evento Beto Studart, diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ex-presidente da FIEC; Ana Maria Studart, presidente da Fundação Beto Studart; Reginaldo Vasconcelos, presidente da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo; Randal Pompeu, reitor da Universidade de Fortaleza (Unifor); o professor Marcelo Ferreira, representante da Universidade Federal do Ceará (UFC); Silvio Frota, fundador e diretor do Museu da Fotografia Fortaleza; Emília Buarque, presidente do LIDE Ceará; a jornalista Lêda Maria; Ananias Gomes, gerente comercial do Sistema Verdes Mares de Comunicação; Chico Esteves, diretor administrativo da FIEC; Edgar Gadelha, diretor financeiro da FIEC; Carlos Rubens Alencar, diretor financeiro adjunto da FIEC; Edgard Segantini Júnior, presidente do Sindsorvetes-CE; Pedro Alfredo, diretor da FIEC; Agostinho Alcântara, presidente do Sindsal; Daniel Gomes, vice-presidente do SindConfecções; Carlos Oliveira, presidente do Sindpneus; Paulo André Holanda, diretor regional do SENAI Ceará e superintendente do SESI Ceará; Karina Frota, gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEC; e Naumi Amorim, prefeito de Caucaia, acompanhado da primeira-dama e deputada federal Erika Amorim.

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ESG: Environmental, Social and Corporate Governance (Ambiental, Social e Governança Corporativa)

Ambiental

6 Água potável e saneamento 7 Energia acessível e limpa 9 Indústria, inovação e infraestrutura 11 Cidades e comunidades sustentáveis 12 Consumo e produção responsáveis 13 Ação contra a mudança global do clima 14 Vida na água 15 Vida terrestre

Social

1 Erradicação da pobreza 2 Fome zero e agricultura sustentável 3 Saúde e bem-estar 4 Educação de qualidade 5 Igualdade de gênero 6 Água potável e saneamento 8 Trabalho decente e crescimento econômico 9 Indústria, inovação e infraestrutura 10 Redução das desigualdades 12 Consumo e produção responsáveis 16 Paz, justiça e instituições eficazes

Governança

5 Igualdade de gênero 8 Trabalho decente e crescimento econômico 9 Indústria, inovação e infraestrutura 11 Cidades e comunidades sustentáveis 12 Consumo e produção responsáveis 13 Ação contra a mudança global do clima 16 Paz, justiça e instituições eficazes 17 Parcerias e meios de implementação
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