FIEC e IEL Ceará concluem jornada que conectou lideranças cearenses às transformações globais
Quatro dias e um mergulho nas transformações que estão redesenhando a indústria, a economia e a sociedade contemporânea. Assim foi o Programa de Educação Executiva Internacional Toronto Minds Beyond, realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL Ceará), de 21 a 24 de setembro, no Canadá. O programa levou 39 líderes cearenses para dentro de uma das principais escolas de negócios do mundo, a Rotman School of Management, da University of Toronto, e do ecossistema de inovação canadense, incluindo empresas que são referência global. Com o tema “Liderança para a Nova Indústria: estratégia, inovação e IA”, a jornada ampliou a visão estratégica dos participantes e apresentou novas perspectivas para liderar organizações diante das transformações tecnológicas e dos desafios de um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico.
O programa percorreu temas como manufatura avançada, estratégia, inovação, automação, economia quântica, analytics, gêmeos digitais, inteligência artificial e novas formas de liderar. As sessões acadêmicas criaram um ambiente para compreender o que está mudando no mundo, como essas mudanças se conectam e quais escolhas precisam ser feitas pelas organizações para traduzir tecnologia em competitividade e em valor para os negócios.
Todo o conteúdo da programação foi ministrado por professores com atuação que combina pesquisa e experiência profissional em áreas estratégicas para a indústria, proporcionando uma abordagem multidisciplinar sobre os impactos da transformação tecnológica nos negócios. Entre os destaques estiveram Matt Ratto, Opher Baron, John Trougakos, Walid Hejazi e Jesse Thé. A experiência desses especialistas, aliada à excelência acadêmica da Rotman School of Management, proporcionou aos participantes contato com diferentes perspectivas e conhecimentos aplicados aos desafios da liderança, da inovação e da transformação dos negócios.
A sala de aula foi apenas uma parte da experiência. O grupo pôde observar como algumas dessas transformações aparecem no cotidiano de empresas que operam em mercados de alta complexidade. Na Bombardier, a agenda aproximou os participantes dos processos e das capacidades envolvidos na indústria da aviação. Na ATS Automation, eles conheceram sistemas que combinam engenharia, robótica, software e automação. Na Rockwell Automation, viram de perto soluções voltadas à automação industrial e à transformação digital. E, na Cohere, entraram em contato com aplicações empresariais de inteligência artificial. A sequência ajudou a fazer a ponte entre o que se discutia com os professores e aquilo que já acontece nas empresas.
Toronto é o capítulo mais recente de uma trajetória que, desde 2017, vem consolidando o Programa de Educação Executiva Internacional do IEL Ceará. O programa visa o aprimoramento da alta gestão das organizações, de forma a contribuir efetivamente para o melhor posicionamento das lideranças cearenses. Ele prepara os líderes para os desafios da nova ordem mundial, ampliando a sua capacidade de expandir negócios, firmar parcerias e elevar a eficiência das instituições. A iniciativa integra um amplo portfólio de educação executiva do IEL Ceará focado no desenvolvimento de lideranças e reforça o protagonismo do Instituto na conexão entre o setor produtivo, governo, universidades e os principais centros de conhecimento do planeta.
O programa já passou pela universidade FIU, na Flórida (EUA), em 2017; pela Universidade Cornell, em Nova York (EUA), em 2019; pela Universidade La Salle, em Barcelona (ESP), em 2022; pelo MIT e por Harvard, em Boston (EUA), em 2023; pela Imperial College, em Londres (Reino Unido), em 2024; pela University of Hong Kong, na China, e na Nova School of Business & Economics, em Portugal, em 2025.
O destino muda, assim como as questões que entram na agenda, mas permanece a proposta de aproximar lideranças cearenses de universidades, especialistas e ambientes empresariais capazes de ampliar seu repertório. Depois de quatro dias, o desafio deixa de ser acompanhar as transformações e passa a ser traduzir o que foi visto em Toronto para a realidade do Ceará. É nesse movimento, entre o que se aprende fora e o que se pode fazer de volta para casa, que a experiência encontra sua continuidade.
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