Sindialimentos promove palestra sobre conformidade regulatória na indústria de alimentos
Empresários e representantes da indústria de alimentos participaram, na terça-feira (28/07), na Casa da Indústria, da palestra "Regularizar para Crescer: O Mapa de Conformidade da Indústria de Alimentos", promovida pelo Sindicato das Indústrias da Alimentação e Rações Balanceadas no Estado do Ceará (Sindialimentos). O encontro reuniu empresas associadas para apresentar as principais mudanças na legislação do setor, esclarecer os requisitos de licenciamento, rotulagem e fiscalização e orientar as empresas sobre como manter a conformidade regulatória para crescer com segurança.
Ministrada por Dafné Didier, diretor de Assuntos Regulatórios e Pesquisa da Regoola, empresa cearense especializada em consultoria, cursos e treinamentos nas áreas de assuntos regulatórios, rotulagem e legislação de alimentos, a palestra apresentou uma visão prática sobre as mudanças nas leis que impactam o segmento e ofereceu orientações para que as empresas se adequem às exigências legais e reduzam riscos.
Para o presidente do Sindialimentos, Isaac Matos Bley, disseminar conhecimento sobre o ambiente regulatório contribui para fortalecer a competitividade da indústria cearense.
"Manter a indústria em conformidade é investir no futuro do negócio. Nossa intenção com essa palestra é aproximar os empresários das principais exigências regulatórias e mostrar que é possível transformar a legislação em uma aliada do crescimento. O Sindialimentos está aqui para apoiar as empresas com informação, orientação e iniciativas que fortaleçam cada vez mais a indústria de alimentos do Ceará", afirmou.
Mapa de conformidade orienta empresas sobre exigências regulatórias
A apresentação foi estruturada a partir de um mapa de conformidade regulatória, conceito apresentado por Didier e organizado em quatro pilares essenciais para as empresas do setor: licenciamento, fiscalização, rotulagem e gerenciamento de riscos.
Segundo ele, o licenciamento representa o primeiro passo para a atuação regular da indústria, enquanto a rotulagem é o principal instrumento de comunicação com o consumidor, especialmente diante das mudanças previstas na legislação que entrarão em vigor em 2027. O especialista também destacou que a fiscalização deve ser compreendida como um mecanismo de orientação e melhoria contínua, e não apenas como uma ação punitiva.
"A palestra tratou basicamente de criar um mapa de conformidade regulatória. Quando pensamos em produzir alimentos ou já estamos produzindo, é preciso entender qual é o caminho básico que deve ser seguido. Eu organizei esse processo em quatro pilares: licenciamento, fiscalização, rotulagem e gerenciamento de riscos. A conformidade precisa ser encarada como parte da estratégia da empresa", explicou.
O especialista ressaltou ainda que a gestão de riscos é indispensável para estabelecer prioridades e definir planos de ação capazes de corrigir eventuais não conformidades de forma planejada, reduzindo a exposição das empresas a penalidades e prejuízos financeiros.
"A fiscalização não deve ser vista com medo. Ela é uma aliada e ajuda a empresa a permanecer em conformidade. O gerenciamento de riscos permite definir o que precisa ser feito, quem fará, quando será feito e quanto isso vai custar. Estar em conformidade não é apenas uma obrigação legal, mas um compromisso ético com a segurança dos alimentos e com todos os consumidores", concluiu.
(85) 4009.6300