FIEC fortalece agenda de inovação em reunião sobre rastreabilidade na FIESP
Uma comitiva da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) participou, na última terça-feira (21/07), de uma reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) para conhecer iniciativas voltadas à adoção de sistemas de rastreabilidade, capazes de ampliar a transparência das cadeias produtivas e atender às crescentes exigências do mercado.
O encontro reuniu o diretor do Departamento de Defesa e Segurança (DESEG) da FIESP, Antônio Rebouças; o diretor de Inovação da FIEC, presidente do Conselho Temático de Inovação e Tecnologia (COINTEC) e presidente do Sindroupas, Paulo Rabelo; o presidente do Sindquímica, Beto Chaves; e o conselheiro financeiro da FIEC, Pedro Alfredo.
Segundo Paulo Rabelo, a agenda reforça um movimento que vem ganhando força entre empresas exportadoras, que precisam comprovar a origem das matérias-primas e a conformidade de seus processos produtivos. "O mercado está cada vez mais atento à origem dos produtos, à procedência das matérias-primas e às certificações que comprovam práticas responsáveis. Principalmente nas exportações, a rastreabilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência. Nossa visita teve justamente o objetivo de conhecer soluções que possam ser levadas às empresas cearenses e contribuir para aumentar a competitividade", afirmou.
Durante a reunião, a comitiva conheceu a solução apresentada pela Globaltech, empresa que desenvolveu uma tecnologia criada na Universidade Federal do Ceará (UFC) e que vem ampliando sua presença no mercado. A ferramenta possui aplicações em diferentes segmentos industriais, como os setores de plástico, têxtil, siderúrgico e de cabos de energia e dados.
Também foi apresentado o Guia Orientativo de Rastreabilidade da FIESP, material que reúne conceitos, orientações e exemplos práticos para apoiar a implementação de sistemas de rastreabilidade nas indústrias.
Soluções com potencial para diferentes setores
A visita permitiu conhecer aplicações práticas da tecnologia em diferentes cadeias produtivas. Para Paulo Rabelo, o contato direto com essas iniciativas amplia as possibilidades de inovação para a indústria cearense. "Nosso objetivo foi buscar conhecimento e identificar soluções que possam ser compartilhadas com as indústrias do Ceará. São tecnologias que atendem diferentes segmentos e que podem gerar ganhos em rastreabilidade, segurança, saúde e valor agregado aos produtos", concluiu.
No setor químico, uma das soluções possibilita a identificação de materiais plásticos por meio da incorporação de marcadores específicos durante o processo de fabricação, facilitando o rastreamento ao longo de toda a cadeia.
Já para o segmento de cabos elétricos e de dados, a tecnologia demonstrou potencial para reforçar a segurança patrimonial ao permitir a identificação da origem dos materiais, contribuindo para o combate ao furto e à comercialização irregular desses produtos.
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