Reunião na Casa da Indústria aproxima setor produtivo e sistema prisional em iniciativa de ressocialização
Representantes do Sindicato das Indústrias de Confecções de Roupas de Homem e Vestuário no Estado do Ceará (Sindroupas), do Núcleo ESG da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e da Secretaria Estadual da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP) reuniram-se na quinta-feira (9/7), na Casa da Indústria, para discutir o fortalecimento do Projeto Arte em Cadeia. O encontro teve como foco ampliar a aproximação entre o setor produtivo e o sistema prisional cearense, agregando design, qualidade e oportunidades de mercado aos produtos confeccionados por internos do sistema prisional como parte de sua capacitação e processo de ressocialização.
A iniciativa da SAP promove a qualificação profissional por meio da produção artesanal, utilizando resíduos reaproveitados da indústria para a confecção de bolsas, tapetes, chaveiros e peças em crochê, macramê e patchwork, entre outros produtos. A proposta debatida durante a reunião é fortalecer essa produção com o apoio da cadeia produtiva da confecção, ampliando seu potencial de inserção no mercado.
O encontro foi articulado pela diretoria do Sindroupas, representada pelo diretor financeiro, Paulo Aragão, e pela diretora de ESG, Danielle Tavares. Também participaram a gestora do Núcleo ESG da FIEC, Alcileia Farias, e integrantes da Coordenação de Inclusão Social do Preso e do Egresso da SAP.
Segundo Paulo Aragão, a iniciativa busca agregar valor aos produtos desenvolvidos nas unidades prisionais, tornando-os mais competitivos e ampliando as oportunidades de geração de renda e inclusão produtiva. "Queremos contribuir para que esse trabalho deixe de ser visto apenas como um artesanato produzido por internos e passe a ser reconhecido como um produto de valor, com qualidade e potencial de mercado. A profissionalização desse processo fortalece a ressocialização e cria oportunidades reais para quem participa do projeto", afirmou.
O diretor também destacou que a parceria entre a cadeia têxtil e o sistema prisional já apresenta resultados positivos em outras frentes de atuação. Segundo ele, iniciativas voltadas à produção industrial dentro das unidades prisionais têm registrado baixos índices de reincidência entre os participantes, evidenciando o impacto da qualificação profissional e do trabalho na reconstrução de trajetórias.
Para a gestora do Núcleo ESG da FIEC, Alcileia Farias, o encontro reforça a importância de iniciativas que unem desenvolvimento econômico e responsabilidade social. "Preparar internos do sistema prisional para o mercado de trabalho significa oferecer oportunidades concretas para que reconstruam suas vidas, contribuam para a economia e retomem o convívio social de forma digna. É um processo que beneficia não apenas quem participa, mas também suas famílias e toda a sociedade", destacou.
A coordenadora adjunta de Inclusão Social do Preso e do Egresso da SAP, Rose Feitosa, ressaltou que a aproximação com o setor produtivo é estratégica para ampliar o alcance do Projeto Arte em Cadeia. "Nosso objetivo é construir parcerias com os sindicatos da cadeia têxtil para expandir o Arte em Cadeia. Queremos unir esforços para capacitar pessoas, transformar vidas e devolvê-las à sociedade com novas perspectivas, reduzindo as chances de retorno ao sistema prisional", afirmou.





.jpg)
(85) 4009.6300