FIEC e Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) reforçam parceria estratégica em reunião com grandes empresas do Ceará
Nesta terça-feira (16/06), a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) promoveu, sob a liderança do presidente Ricardo Cavalcante, um encontro estratégico entre um grupo de empresários cearenses e o diretor para a América Latina do Programa de Ligação Industrial (ILP) do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Yuri Ramos. O encontro teve como objetivo apresentar aos líderes empresariais resultados e oportunidades gerados pela parceria mantida entre o Sistema FIEC e o MIT há mais de três anos, além de discutir temas como inovação, inteligência artificial e transformação digital.
Participaram do encontro os empresários Deusmar Queirós, da Pague Menos; Guilherme Lima Assis, da Usibras; André Luis Pinto, da Grendene; Luiz Eduardo Moraes, da J. Macêdo; Ivan Filho e Ivan Neto, da TBM; Beto Studart, do Grupo BSPAR; Aline Ferreira, do Grupo Aço Cearense; Aline Telles Chaves, do Grupo Telles; Carlos Prado, da Itaueira Agropecuária e Ceará Máquinas Agrícolas (Cemag); Paulo Gurgel, do Grupo Alyne Cosméticos; André Montenegro, da Olá Casas; o CEO da ArcelorMittal, Erick Torres; e o diretor técnico do Sebrae Ceará, Alci Porto. Também estiveram presentes o diretor financeiro da FIEC, Edgar Gadelha, o diretor administrativo da FIEC, Chico Esteves, a superintendente do IEL Ceará, Dana Nunes, e o diretor regional do SENAI Ceará e superintendente do SESI Ceará, Paulo André Holanda.
O presidente Ricardo Cavalcante destacou que a iniciativa teve como objetivo apresentar aos empresários os resultados da parceria construída pelo Sistema FIEC com o MIT ao longo dos últimos anos e ampliar o acesso da indústria cearense ao conhecimento produzido por uma das instituições acadêmicas mais inovadoras do planeta. Segundo ele, essa conexão tem contribuído diretamente para projetos estratégicos para o Estado, como a construção do planejamento do hidrogênio verde no Ceará, feito em parceria com as universidades cearenses, além de proporcionar missões internacionais que permitem aos empresários compreender tendências globais e transformá-las em oportunidades para os seus negócios.
“Este encontro é uma oportunidade de mostrar aos grandes industriais cearenses os caminhos que estão sendo construídos a partir da parceria entre o Sistema FIEC e o MIT. Há três anos, temos trabalhado de forma muito próxima com a instituição, desenvolvendo projetos e buscando compreender as transformações que estão acontecendo no mundo. Todos os anos promovemos missões internacionais para que lideranças empresariais possam conhecer ambientes de inovação e entender o que está acontecendo nos principais centros globais de desenvolvimento. Já estivemos na Inglaterra, em Hong Kong, em Barcelona, em Boston, no MIT e em Harvard. Precisamos olhar para o que está sendo feito lá fora para transformar a nossa realidade aqui. Fico muito satisfeito em reunir esse grupo de empresários para um bate-papo com Yuri Ramos, que veio compartilhar esse conhecimento e apresentar novas oportunidades de conexão entre o Ceará e o MIT”, afirmou Ricardo Cavalcante.
Para Yuri Ramos, o encontro marcou um momento especial na trajetória da parceria entre o Sietema FIEC e o MIT. O executivo ressaltou que, pela primeira vez, um grupo expressivo de grandes empresários cearenses foi reunido para conhecer mais profundamente o programa que conecta o MIT à indústria e para discutir os desafios da transformação digital. “Foi uma oportunidade muito rica para mostrar como o MIT pode apoiar empresas e instituições em seus processos de inovação e, ao mesmo tempo, debater a nova face da transformação digital. A tecnologia é fundamental, mas a parte mais crítica desse processo continua sendo as pessoas, a cultura e a capacidade das organizações de promoverem mudanças de forma estruturada”, destacou.
Durante a palestra, Yuri Ramos apresentou a visão do MIT sobre inovação e competitividade em um cenário cada vez mais impactado pela inteligência artificial. Segundo ele, a adoção de tecnologias digitais deixou de ser uma opção para se tornar um elemento essencial para a sobrevivência e o crescimento das organizações. O especialista ressaltou que a inteligência artificial, a transição energética e os avanços em biotecnologia estão entre os temas que mais mobilizam as grandes empresas globais na atualidade. Para ele, mais importante do que simplesmente incorporar novas tecnologias é compreender como elas podem gerar impacto real nos produtos, serviços e modelos de negócio.
Nesse contexto, Yuri apresentou o conceito de “maestria digital”, que é uma espécie de evolução da tradicional transformação digital. O modelo é sustentado por cinco pilares: visão digital, liderança tecnicamente competente, experiência do cliente, tecnologia e cultura organizacional. Segundo o especialista, empresas que alcançam a maestria digital utilizam as tecnologias não apenas para automatizar processos, mas para transformar a forma como entregam valor aos seus clientes. Ele ressaltou ainda que a cultura é o elemento mais complexo dessa jornada, uma vez que a inovação só acontece quando as pessoas compreendem, adotam e incorporam as mudanças ao cotidiano das organizações.
“Inovação só existe quando gera impacto. Não é a tecnologia por si só que transforma uma organização, mas a capacidade de utilizar esse conhecimento para criar valor, melhorar processos, desenvolver novos produtos e produzir resultados concretos para clientes, empresas e para a sociedade”, destacou Yuri Ramos.
Para a empresária Aline Teles, o principal resultado do encontro foi ampliar a visão estratégica dos executivos sobre as oportunidades proporcionadas pela parceria entre a FIEC e o MIT. Segundo ela, a iniciativa permitiu que empresários que ainda não tiveram contato direto com o instituto conhecessem de perto as possibilidades oferecidas pela colaboração. “A manhã de hoje abriu portas e ampliou horizontes. Além de abordar inteligência artificial e transformação digital, Yuri trouxe uma visão abrangente sobre energia, biotecnologia e sustentabilidade. Mais uma vez, a FIEC cumpre seu papel de estar na vanguarda e aproximar as empresas do conhecimento que está moldando o futuro”, avaliou.
Representando o Grupo Aço Cearense, Aline Ferreira destacou a relevância da inteligência artificial para a indústria e elogiou a iniciativa da FIEC em trazer ao Ceará uma instituição de referência mundial. Para ela, a aproximação com o MIT fortalece a capacidade de transformação das empresas locais e amplia a visão dos empresários sobre as mudanças em curso no cenário global. “É uma oportunidade de expandir nossa mentalidade e preparar nossas empresas para um novo ciclo de crescimento e inovação”, afirmou.
O diretor da J. Macêdo, Luiz Eduardo Moraes, ressaltou que Ricardo Cavalcante tem mantido uma agenda consistente voltada à atualização das lideranças empresariais cearenses. Segundo ele, a conexão com instituições de excelência mundial é fundamental para que as empresas permaneçam competitivas em um ambiente de negócios cada vez mais integrado. “O mundo hoje não tem mais divisórias. Precisamos estar atentos ao que acontece globalmente para continuarmos evoluindo e fortalecendo nossos negócios”, observou.
Já André Luís Pinto, da Grendene, destacou a importância de aproximar os industriais cearenses dos debates sobre inteligência artificial e transformação digital. Para ele, além das questões tecnológicas, o encontro trouxe reflexões relevantes sobre a necessidade de atualização das lideranças e sobre o papel estratégico da inovação na construção da competitividade empresarial. “Foi uma iniciativa extremamente importante do presidente Ricardo para ampliar a visão dos empresários sobre os desafios e oportunidades que estão surgindo”, disse.
Na avaliação de Erick Torres, da ArcelorMittal, a atuação da FIEC tem sido decisiva para criar oportunidades diferenciadas para o setor produtivo cearense. O executivo destacou que a aproximação com instituições como o MIT permite que as empresas tenham acesso a debates e tendências que estão moldando o cenário global. “Essas conexões criam oportunidades para as empresas, impulsionam a evolução dos negócios e contribuem para o desenvolvimento do Ceará e do Brasil”, afirmou.
O diretor técnico do Sebrae Ceará, Alci Porto, reforçou que as iniciativas promovidas pelo Sistema FIEC têm contribuído para acelerar o desenvolvimento do ecossistema de inovação cearense. Segundo ele, o acesso ao conhecimento gerado por centros de excelência como o MIT fortalece a integração entre empresas, startups e instituições de apoio ao desenvolvimento. “Estamos construindo uma rede de inovação cada vez mais dinâmica e conectada ao que há de mais avançado no mundo, e isso é fundamental para o futuro da indústria cearense”, destacou.
A parceria entre o Sistema FIEC e o MIT, iniciada há três anos e operacionalizada com o apoio do IEL Ceará, que atua como ponte entre as equipes técnicas do MIT e as casas SESI, SENAI, IEL e Observatório da Indústria, tem como objetivo preparar o Ceará e as empresas para o futuro, utilizando o suporte técnico do MIT para aplicar as melhores soluções tecnológicas globais dentro da realidade das indústrias do Estado. A colaboração contempla projetos aplicados nas áreas de inteligência artificial, energia, sustentabilidade, saúde, segurança do trabalho e educação, além da realização de mentorias, webinars, intercâmbio de startups e programas internacionais de capacitação.
A superintendente do IEL Ceará e líder da Transformação Digital do Sistema FIEC, Dana Nunes, destacou que a parceria já vem gerando resultados concretos para o Estado e que as iniciativas de internacionalização continuarão sendo ampliadas em 2026. Dana Nunes ressaltou que o IEL Ceará tem desempenhado um papel estratégico como articulador da parceria entre o Sistema FIEC e o MIT, atuando como ponte entre uma das mais importantes instituições de ensino e pesquisa do mundo e as demandas concretas da indústria cearense.
“O IEL tem a missão de aproximar o conhecimento das necessidades reais das empresas, e essa parceria com o MIT materializa esse propósito. Estamos conectando especialistas, tecnologias e experiências globais aos desafios do nosso setor produtivo, criando oportunidades para que a indústria cearense avance em competitividade, inovação e transformação digital. Esse intercâmbio de conhecimento reforça o pioneirismo do Ceará ao aproximar a academia de excelência das demandas práticas da indústria e da sociedade, gerando impactos concretos para o desenvolvimento do nosso Estado”, declarou..

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