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FIEC e Sebrae iniciam Programa de Qualificação de Fornecedores para fortalecer cadeia da moda no estado

29/05/2026 - 15h05

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e o Sebrae deram início, nesta quinta-feira (28/05), à fase de execução do Programa de Qualificação de Fornecedores (PQF) voltado para a cadeia produtiva da moda, com a realização de um Fórum de Negócios, na Casa da Indústria. O encontro contou com a participação do presidente do Sindroupas, Paulo Rabelo, e reuniu representantes de duas empresas âncora (TLF e Pena), além de seis empresas fornecedoras, totalizando 22 participantes. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a competitividade, a capacidade produtiva e o nível de maturidade em gestão das empresas fornecedoras, promovendo conexões estratégicas entre micro e pequenas oficinas de costura e indústrias de maior porte do setor da moda.

De acordo com o especialista em inovação do Sistema FIEC, Fábio Braga, o PQF da moda surgiu com o propósito de aproximar demanda e oferta, fortalecendo toda a cadeia produtiva da moda cearense. “Além de gerar negócios, a iniciativa busca inserir qualidade, inovação e competitividade na cadeia produtiva, capacitando empresários e sensibilizando grandes empresas para o desenvolvimento de fornecedores locais. O programa contribui diretamente para o crescimento sustentável do setor da moda no Ceará”, explicou.

Uma das participantes do encontro foi a empresária Emanuela Oliveira, da Visully Brand, localizada no município de Ocara. Segundo ela, a troca de experiências e a construção coletiva de soluções são fundamentais para o fortalecimento do setor. “Foi um momento muito importante para todos nós, principalmente para entendermos e dividirmos nossas dores com possíveis compradores, para que mais à frente possamos encontrar respostas para aquilo que precisamos. Espero que essa iniciativa realmente se firme, crie raízes e que, daqui a alguns meses, possamos enxergar resultados concretos de tudo o que está sendo construído agora”, afirmou.

O presidente do Sindroupas, Paulo Rabelo, afirmou que a iniciativa é extremamente estratégica ao promover maior integração entre fornecedores e clientes. De acordo com ele, o encontro permitiu que empresários compartilhassem, de forma aberta, as principais dificuldades enfrentadas no dia a dia das operações, criando um ambiente de diálogo e sensibilização entre as partes. A partir dessa troca, os fornecedores passaram a compreender melhor a realidade vivida pelos clientes, identificando pontos de convergência entre as necessidades da indústria e as soluções que podem ser ofertadas por meio dos serviços e da industrialização.

“A parceria FIEC Sebrae é um elemento fundamental para promover essa integração, trazendo capacitações e consultorias voltadas tanto para o fortalecimento das conexões entre as empresas quanto para o aumento da produtividade dos fornecedores. A competitividade do setor passa diretamente por isso. Hoje, aqui, falou-se muito sobre preço, mas, eu entendo que só existem duas janelas de preço: a negociação com o cliente e a melhoria da produtividade interna. Por isso, a parceria FIEC Sebrae é fundamental para impulsionar o avanço da cadeia produtiva e contribuir para que o Ceará volte a ocupar posições de destaque nacional no setor de moda”, afirmou.

O PQF da moda foi estruturado em seis fases: alinhamento estratégico e mobilização, mapeamento de desafios da cadeia, diagnóstico das empresas, elaboração de plano de ação individualizado, execução de capacitações e consultorias e, por fim, avaliação da evolução das participantes e encerramento do ciclo. A proposta busca estimular melhorias contínuas nos processos produtivos, elevar padrões técnicos e promover maior sustentabilidade e inovação dentro da cadeia da moda cearense.

Dados apresentados no Fórum de Negócios apontam que falhas relacionadas a fornecedores podem elevar custos operacionais em até 20%, reduzir a eficiência produtiva em até 30% e impactar significativamente os prazos de entrega e a reputação institucional das empresas. Em contrapartida, a qualificação da cadeia de suprimentos pode gerar ganhos de produtividade, redução de custos, melhoria da qualidade dos insumos e fortalecimento da capacidade de inovação das empresas participantes.

Por outro lado, o programa também pretende gerar impactos diretos no fortalecimento das micro e pequenas empresas participantes. Entre os principais benefícios para os pequenos negócios estão o aumento da competitividade, por meio do fortalecimento da estratégia, finanças, clientes, conhecimento, pessoas e resultados; o estímulo à inovação para diferenciar os negócios no mercado; o desenvolvimento sustentável nos aspectos econômico, social e ambiental; o aumento da lucratividade e da produtividade, com melhoria de desempenho, processos e qualidade; além da ampliação de mercado, permitindo o acesso a novas cadeias de valor e oportunidades comerciais.

Antes da realização do Fórum de Negócios, a parceria FIEC Sebrae promoveu a realização de visitas técnicas às empresas âncoras para identificar as demandas individuais e coletivas e elencar as prioridades. Além disso, foi feito um levantamento de informações relacionadas à gestão, produção e logística; um mapeamento das principais necessidades de qualificação das oficinas de costura; uma avaliação de oportunidades de atendimento às oficinas; e prospecção de novas oficinas com potencial de participação e qualificação pelo programa.

 

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