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Sistema FIEC debate inovação, esporte e desenvolvimento econômico em evento sobre propriedade intelectual na Casa da Indústria

15/05/2026 - 14h05

A relação entre inovação, indústria, esporte e desenvolvimento econômico esteve no centro das discussões promovidas pelo Sistema FIEC na última quarta-feira (13/05), durante mais uma edição do evento sobre propriedade intelectual realizado na Casa da Indústria, sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). Com o tema “Propriedade Intelectual e o Esporte: inovação, indústria e impacto econômico”, o encontro reuniu empresários, especialistas, startups, pesquisadores, atletas e instituições parceiras para discutir como a proteção do conhecimento tem impulsionado novos modelos de negócio, desempenho esportivo e soluções tecnológicas no país.

A iniciativa foi promovida pela Unidade de Inovação e Tecnologia do SENAI Ceará (UNITEC), área estratégica do Sistema FIEC voltada ao fortalecimento da competitividade industrial por meio da inovação, da gestão da propriedade intelectual e do desenvolvimento tecnológico.

Realizado em alusão ao Dia Mundial da Propriedade Intelectual, celebrado anualmente em 26 de abril, o evento deste ano dialoga diretamente com o tema definido pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) para 2026: “Propriedade Intelectual e o Esporte”. Agência das Nações Unidas responsável por promover a proteção da inovação e da criatividade no mundo, a OMPI destaca, nesta edição, como os direitos de propriedade intelectual impulsionam avanços em diferentes áreas do universo esportivo, desde equipamentos de alta performance até tecnologias, marcas e designs que movimentam a economia global do esporte.

A proposta reforça ainda como a propriedade intelectual contribui para o fortalecimento de uma cultura esportiva dinâmica, conectada à criatividade, à inovação e à geração de oportunidades econômicas e sociais em escala global.

A programação contou com pronunciamentos institucionais do Gerente da UNITEC, Tarcisio Bastos, e do diretor de Inovação do Sistema FIEC, Paulo Rabelo, que ressaltaram a importância da inovação como vetor estratégico para o desenvolvimento da indústria cearense e para a consolidação de um ambiente cada vez mais conectado à economia do conhecimento.

Ao abrir o evento, Tarcisio Bastos destacou a importância da propriedade intelectual como instrumento de reconhecimento da capacidade inventiva e de estímulo ao desenvolvimento econômico e social. Segundo ele, o tema precisa ganhar mais valorização pela sociedade brasileira, especialmente no ambiente industrial. “A propriedade intelectual é fundamental para o desenvolvimento da tecnologia, das empresas e das organizações, mas, acima de tudo, representa o reconhecimento da capacidade humana de criar novos processos, produtos e soluções que melhoram a vida das pessoas”, afirmou.

O gerente da UNITEC também ressaltou o papel da Casa da Indústria como espaço voltado à inovação e ao desenvolvimento socialmente responsável. Ele reforçou que “a proteção não é apenas uma garantia individual sobre algo criado, mas um incentivo para que novos saltos de inventividade aconteçam na sociedade”.

Já Paulo Rabelo, que também preside o Sindroupas, frisou a importância da propriedade intelectual como ferramenta estratégica para proteger a inovação e ampliar a competitividade da indústria, utilizando exemplos do setor têxtil para mostrar como tecnologias desenvolvidas inicialmente para o esporte de alta performance vêm sendo incorporadas ao vestuário cotidiano. Segundo Rabelo, avanços como cortes a laser, tecidos antibactericidas e novas modelagens exigem das empresas maior atenção à proteção jurídica de suas criações. “O esporte está trazendo uma alta tecnologia que está migrando para o uso contínuo e, às vezes, as pessoas não percebem que é preciso ter uma segurança jurídica”, afirmou.

O Diretor de Inovação da FIEC ressaltou ainda que a propriedade intelectual deve ser encarada como um ativo estratégico, e não apenas como uma etapa burocrática. “Cada modelagem é um registro que precisa ser feito e protegido. Muitas empresas sequer percebem que isso representa uma grande inovação e acabam perdendo oportunidades por não garantir essa proteção”, pontuou. Ao final, Paulo Rabelo incentivou os empresários a se aproximarem dos mecanismos de registro e proteção intelectual, destacando que esse acesso é mais viável do que muitos imaginam.

Marcas, tecnologia e transformação no esporte

Ao longo da tarde, especialistas compartilharam experiências e perspectivas sobre os impactos da propriedade intelectual no universo esportivo. Entre os destaques da programação esteve a palestra do chefe do escritório regional do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Fábio Barros, que abordou a inserção do Brasil no cenário global da propriedade intelectual aplicada ao esporte.

Em sua apresentação, Fábio destacou a relação entre esporte, inovação e propriedade intelectual no cenário global. Segundo ele, o setor esportivo movimenta um volume crescente de registros de marcas, patentes e desenhos industriais em todo o mundo. “As proteções de propriedade intelectual ligadas ao esporte crescem acima da média mundial, o que mostra a força econômica e estratégica desse segmento”, afirmou.

Fabio observou, por sua vez, que o Brasil possui espaço para avançar na proteção desses ativos, apesar da relevância do mercado esportivo nacional. “O Brasil é um mercado importante no licenciamento de marcas esportivas, especialmente no futebol, mas existe um potencial enorme de construção e valorização dessas marcas no país”, pontuou.

O evento também trouxe discussões voltadas à inovação nas indústrias esportivas e às transformações tecnológicas do setor. Nesse sentido, o fundador da startup Driblus, Flávio Seridó Filho, participou de painel sobre o papel da propriedade intelectual no estímulo à inovação e à competitividade, mediado Ronara Marques, Consultora de Serviços Técnicos e Tecnológicos da UNITEC.

Já a pesquisadora do time de Prospectiva e Cooperação Estratégica do Observatório da Indústria Ceará, Mariana Biermann, apresentou uma análise sobre tendências em inovação e esporte, com foco nos impactos futuros da tecnologia para o segmento. “O esporte hoje é muito mais amplo do que a gente imagina e se tornou um ambiente em que a inovação se destaca de diversas formas, desde tecnologias vestíveis até experiências imersivas e análise de dados em tempo real”, afirmou.

Durante sua apresentação, Mariana detalhou o potencial econômico e estratégico desse mercado no Brasil e no mundo. “Os clubes e arenas deixaram de ser apenas espaços esportivos e passaram a funcionar como ecossistemas de entretenimento, consumo e construção de comunidade. Isso abre um campo muito forte para inovação e desenvolvimento de novas soluções”, pontuou.

Inclusão e transformação social

Outro momento de destaque foi o painel “Do desempenho à inclusão: o papel da inovação e da propriedade intelectual no esporte brasileiro”, que reuniu o Gerente de Esporte do Centro de Formação Olímpica do Ceará, João Neto; o Analista de Promoção da Saúde do SESI Ceará, Eugênio Monteiro; e o Nadador paralímpico cearense Sheldon Costa. O debate, mediado por mediado por Camila Lavor, Analista de Convênio e Parceria da UNITEC, abordou temas ligados à inclusão, desempenho esportivo e ao uso da inovação como ferramenta de transformação social.

Durante o encerramento, a UNITEC,  que também unidade abriga o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT),  reforçou sua atuação no apoio às indústrias, startups, pesquisadores e demais atores do ecossistema de inovação do Ceará. Além da gestão da inovação e da propriedade intelectual no SESI Ceará e no SENAI Ceará e outros setores do sistema FIEC, atuando ativamente na proteção de ativos desenvolvidos para a Transformação digital, na estruturação de projetos e na captação de recursos para iniciativas inovadoras.

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1 Erradicação da pobreza 2 Fome zero e agricultura sustentável 3 Saúde e bem-estar 4 Educação de qualidade 5 Igualdade de gênero 6 Água potável e saneamento 8 Trabalho decente e crescimento econômico 9 Indústria, inovação e infraestrutura 10 Redução das desigualdades 12 Consumo e produção responsáveis 16 Paz, justiça e instituições eficazes

Governança

5 Igualdade de gênero 8 Trabalho decente e crescimento econômico 9 Indústria, inovação e infraestrutura 11 Cidades e comunidades sustentáveis 12 Consumo e produção responsáveis 13 Ação contra a mudança global do clima 16 Paz, justiça e instituições eficazes 17 Parcerias e meios de implementação
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