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FIEC entrega Selo ESG às empresas Grendene, Cimento Apodi, Nova Eólica Cajucoco e Harmony Empreendimentos, e recertifica Durametal, Naturágua e Alimempro

05/05/2026 - 12h05

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) realizou, nesta terça-feira (05/05), a 14ª edição da entrega do Selo ESG-FIEC, reconhecendo práticas ambientais, sociais e de governança na indústria cearense. A cerimônia marcou a certificação das empresas Grendene, Cimento Apodi, Nova Eólica Cajucoco e Harmony Empreendimentos, e a renovação dos selos das empresas Durametal, Naturágua e Alimempro. Com as novas agraciadas, chega a 40 o número de indústrias chanceladas pela instituição juntamente ao Bureau Veritas, um dos principais organismos certificadores do mundo.

Liderado pelo Presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, o evento contou com a presença do Gerente de Divisão de Desenvolvimento Sustentável da Grendene, Carlos André Carvalho; do Diretor Industrial da Cimento Apodi, José Hilberto Ramos Feitosa; do CEO da Nova Eólica Cajucoco, Guido Lemos; do Diretor da Harmony Empreendimentos, César Araripe; do Diretor Executivo da Durametal, Felipe Soares Gurgel; da Presidente do Grupo Telles, Aline Telles Chaves; e do CEO da Alimempro, Isaac Bley. A solenidade também teve a participação do Diretor Administrativo da FIEC, Chico Esteves; do Diretor Financeiro da FIEC, Líder do Núcleo ESG-FIEC e Presidente do Centro Industrial do Ceará, Edgar Gadelha; além de presidentes de sindicatos, autoridades e colaboradores das empresas homenageadas.

“Estamos aqui para reconhecer indústrias que compreenderam que resultado e responsabilidade não são forças opostas, mas, sim, dimensões que se fortalecem mutuamente”, afirmou Ricardo Cavalcante ao parabenizar as indústrias agraciadas com o selo. “Nada menos que 92 empresas já ingressaram nessa jornada. Hoje, alcançamos a marca de 40 empresas certificadas e sete já conquistaram a recertificação. Esses resultados nos mostram que, na indústria cearense, a sustentabilidade deixou de ser discurso e passou a ser uma prática cotidiana. Se tornou bem mais que um diferencial competitivo, passou a ser critério de competitividade”, acrescentou.

A cerimônia também celebrou os cinco anos de criação do Núcleo ESG-FIEC, iniciativa pioneira no país e, segundo o Presidente da FIEC, uma das principais contribuições da Federação para o futuro da indústria local e nacional.

“O Núcleo ESG-FIEC completa cinco anos não como uma promessa, mas como um legado em construção, que já impacta empresas, pessoas e cadeias produtivas inteiras, e que projeta o Ceará como referência nacional”, completou Cavalcante.

Representantes das empresas reconhecidas destacaram o caráter estratégico do Selo ESG-FIEC e o compromisso contínuo com práticas sustentáveis.

Jornada sustentável

Na Grendene, o gerente de Desenvolvimento Sustentável, Carlos André Carvalho, situa o reconhecimento como resultado de uma jornada construída ao longo de décadas e marcada por investimentos estruturais.

“A Grendene sempre teve o lema ‘primeiro faz, depois fala’. Em mais de 54 anos de existência, ela sempre teve a sua jornada de sustentabilidade. E nessa evolução, estruturalmente, a gente investiu em autogeração de energia limpa, energia renovável, redução de resíduos, redução de consumo de água, reuso de água. Todas essas grandes ações aconteceram para essa jornada de longa distância. Então, esse é um momento legal para aproveitar e também reconhecer o time e nossos parceiros nessa jornada. É muito importante para nós receber o Selo ESG, nesse nível de certificação, que foi uma auditoria muito robusta, muito complexa, muito exigente e que nos traz, de certa forma, uma satisfação de toda essa jornada de sustentabilidade”, destacou.

Agenda ESG como essência

O Diretor Industrial da Cimento Apodi, Hilberto Feitosa, afirma que a conquista é um marco na trajetória da companhia e reforça que a agenda ESG já integra a essência do negócio.

“Esse é o primeiro Selo ESG da nossa empresa. É um marco muito significativo para nós. O ESG é sobre responsabilidade ambiental, sobre transparência e responsabilidade na gestão, e sobre o impacto positivo na sociedade. A nossa empresa já nasce com o DNA de sustentabilidade. Então, para nós, não se trata de uma iniciativa isolada. Ela é um pilar estratégico que norteia todas as nossas decisões. O selo, do ponto de vista de mercado, nos posiciona com mais competitividade, pois ele reforça credibilidade e reputação. Os nossos clientes passam a ter entendimento claro que nós temos práticas sustentáveis e somos uma empresa buscando crescimento de forma sólida e responsável”, pontuou.

Cultura organizacional

No segmento de energia, o CEO da Nova Eólica Cajucoco, Guido Lemos, enfatiza a centralidade das pessoas no avanço da agenda ESG, ao descrever uma cultura organizacional baseada em aprendizado contínuo e protagonismo.

“A Eólica Cajucoco faz parte de uma holding que se chama Energimp SA. A Energimp está numa jornada de aprendizado e desenvolvimento. A gente aprende com o nosso colaborador e se desenvolve junto com o nosso colaborador. Somos uma empresa de 150 funcionários, mas eu gosto de dizer que somos uma empresa de 150 líderes, todo mundo trabalhando junto, com protagonismo e autonomia”, diz.

A Coordenadora Ambiental da empresa, Rachel Costa, complementa ao destacar a evolução recente da estrutura ESG e a expansão das certificações entre os empreendimentos. “No passado, a gente certificou a Nova Eólica Buriti, o nosso primeiro parque em operação a receber o Selo ESG-FIEC, que nos traz muito orgulho, e a Cajucoco é o nosso segundo projeto a ser certificado. No mês que vem, vamos auditar mais um, então nosso desejo é conseguir que nossos projetos operacionais do Ceará tenham essa marca, essas boas práticas implementadas. Desde 2023 iniciamos a estrutura da nossa jornada ESG, reforçando nosso compromisso com o ambiente, com as pessoas e com uma governança cada vez mais transparente e responsável. Esse selo é um motivo de orgulho e reforça que estamos no caminho seguro. Seguiremos gerando valor de forma sustentável, valorizando as pessoas e contribuindo para um futuro melhor”, acrescentou.

Soluções com impacto positivo

Já para o Diretor da Harmony Empreendimentos, César Araripe, o reconhecimento carrega um valor simbólico por partir de uma instituição que acompanha de perto os desafios do setor produtivo.

“Receber esse reconhecimento por parte da FIEC tem um significado muito especial. A FIEC é uma entidade que luta pelo desenvolvimento do estado, representa o setor industrial e sabe das dificuldades que nós enfrentamos para empreender. Nós da Harmony sempre acreditamos que construir é bem mais do que apenas erguer prédios. Construir é descobrir soluções que impactem positivamente no nosso futuro. Buscamos isso com inovação, por meio de projetos que antecipam tendências e melhoram a vida das pessoas. Esse selo, para nós, não é um ponto de chegada, mas sim o compromisso de estarmos sempre fazendo o melhor”, salientou.

Desafios

Ao comentar a recertificação, o diretor executivo da Durametal, Felipe Soares Gurgel, chama atenção para o desafio de sustentar a cultura ESG no cotidiano da operação, especialmente em setores altamente exigentes.

“Estamos aqui para receber pela segunda vez o Selo ESG, que para nós é muito significativo. Mais difícil do que chegar nesta conquista, principalmente na categoria que conseguimos atingir, que foi o triplo A, é manter essa cultura no nosso dia a dia, dentro da nossa empresa. No nosso caso, fornecemos para a indústria automobilística no mundo inteiro, e ter essa certificação já é uma exigência para entrar em novos clientes. Para nós, tem sido também um diferencial estarmos contribuindo com esses três pilares nesse mercado automobilístico brasileiro”.

A recertificação da Naturágua também foi destacada como parte de um movimento mais amplo dentro do Grupo Telles, conforme observa a Presidente Aline Telles Chaves, enfatizando o efeito multiplicador das práticas ESG.

“A Naturágua, quando foi premiada pela primeira vez, abriu portas para outras empresas do grupo. No ano seguinte, a Santelisa, que é uma empresa de embalagens, também foi recertificada, e agora, pelo terceiro ano, a gente recebe a recertificação triplo A. Para a gente, é sempre um orgulho, é uma forma de valorizar ainda mais e tornar realidade a nossa missão e a nossa visão. Várias ações do Grupo Telles têm como propósito a sustentabilidade, a longevidade, e a gente acredita nessas práticas para transformar o mundo em um lugar melhor. Selos como esse valorizam essa iniciativa, inspiram outras empresas, e a gente fortalece essa missão para que os colaboradores e os consumidores percebam que é realidade, que é muito mais do que apenas uma frase”.

Na Alimempro, o CEO Isaac Bley associa a renovação do selo a uma trajetória de crescimento alinhada à sustentabilidade e ao apoio institucional da FIEC.

“Para nós, é uma alegria estar aqui hoje renovando essa importante certificação internacional ESG, junto à FIEC e ao Bureau Veritas. Isso mostra que a Alimempro segue no caminho do crescimento sustentável, da prosperidade. Em 2019, nós vencemos o Prêmio Ambiental FIEC na categoria de micro e pequenas empresas, então hoje estamos aqui, sete anos após essa conquista, renovando essa certificação. Acredito que seja mais uma grande entrega da Federação, sobre a gestão do Presidente Ricardo Cavalcante, que atua não só nessa frente da sustentabilidade, valorizando as nossas empresas com a certificação desse porte, mas também em outras frentes, com o apoio do Centro Internacional de Negócios, do IEL Ceará, do SESI e do SENAI Ceará, que são referências nacionais”.

Gestora do Núcleo ESG-FIEC, Alcileia Farias destaca que a sustentabilidade é, mais do que nunca, um critério diferencial competitivo para as indústrias, em especial no contexto econômico atual. “Com o acordo Mercosul-União Europeia, a taxonomia do mercado europeu vem ditar a regra como exigência, e o mercado cearense, que tem relação muito forte com a Europa, em especial com os portos de Roterdã e do Pecém, precisa pensar de forma estratégica”, frisa.

Presenças

A 14ª edição do Selo ESG-FIEC também foi prestigiada por Eliane Brasil, Superintendente do BNB no Ceará; Pedro Alfredo, Conselheiro Fiscal da FIEC; Roberto Ramos, Conselheiro Fiscal da FIEC; André Luis Pinto, Presidente do Sindcal e do Sindcalf; Osterno Júnior, Presidente do Sindmóveis; Milene Pereira, Presidente do Sindcafé; Agostinho Alcântara, Presidente do Sindsal; Paulo Rabelo, Presidente do Sindroupas; Edgard Júnior, Presidente do Sindsorvetes; Sérvulo Moreira, Presidente do Sindcerâmica; Paulo André Holanda, Superintendente do SESI Ceará e Diretor Regional do SENAI Ceará; Sérgio Lopes, Superintendente de Relações Institucionais da FIEC; Luciano Mantovani, Diretor de Suprimentos da Grendene; Pedro Mendonça Júnior, Diretor Financeiro do Simec; Raimundo Viana, Ex-secretário da Indústria, Comércio e Turismo do Ceará.

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ESG: Environmental, Social and Corporate Governance (Ambiental, Social e Governança Corporativa)

Ambiental

6 Água potável e saneamento 7 Energia acessível e limpa 9 Indústria, inovação e infraestrutura 11 Cidades e comunidades sustentáveis 12 Consumo e produção responsáveis 13 Ação contra a mudança global do clima 14 Vida na água 15 Vida terrestre

Social

1 Erradicação da pobreza 2 Fome zero e agricultura sustentável 3 Saúde e bem-estar 4 Educação de qualidade 5 Igualdade de gênero 6 Água potável e saneamento 8 Trabalho decente e crescimento econômico 9 Indústria, inovação e infraestrutura 10 Redução das desigualdades 12 Consumo e produção responsáveis 16 Paz, justiça e instituições eficazes

Governança

5 Igualdade de gênero 8 Trabalho decente e crescimento econômico 9 Indústria, inovação e infraestrutura 11 Cidades e comunidades sustentáveis 12 Consumo e produção responsáveis 13 Ação contra a mudança global do clima 16 Paz, justiça e instituições eficazes 17 Parcerias e meios de implementação
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