Segunda edição do Caatinga Viva mobiliza parceiros e sociedade em defesa da Caatinga
A segunda edição do evento Caatinga Viva reuniu, neste domingo (26), no Parque Estadual do Cocó, em Fortaleza, instituições públicas, setor produtivo, organizações da sociedade civil e centenas de famílias em uma programação voltada à valorização e à preservação da Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro. Com atividades educativas, culturais e interativas, a iniciativa transformou o espaço em um grande ambiente de conscientização ambiental, aproximando crianças, jovens e adultos da riqueza ecológica, social e econômica presente no semiárido.
Ao longo do dia, o público participou de ações como teatro de fantoches, distribuição de mudas, oficinas de pintura, brincadeiras educativas, exposição temática sobre a biodiversidade da Caatinga e experiências lúdicas, como a versão ampliada do jogo “Somos a Floresta”, que convida os participantes a aprender, de forma interativa, sobre conservação ambiental.
Durante a abertura do evento, o diretor financeiro da FIEC e presidente do Sindcarnaúba, Edgar Gadelha, destacou que a preservação ambiental também é uma agenda de desenvolvimento. “A Caatinga revela, ao mesmo tempo, um enorme valor ambiental, social e econômico. A cadeia produtiva da carnaúba, por exemplo, gera emprego, renda, exportação e leva um produto genuinamente nordestino para o mundo inteiro. Isso mostra o potencial da nossa bioeconomia e reforça a responsabilidade que temos de preservar esse patrimônio natural, entendendo que desenvolvimento e conservação precisam caminhar juntos”, afirmou.
Realizado pela Associação Caatinga, por meio do projeto No Clima da Caatinga, em parceria com a Petrobras, o evento contou com patrocínio do SESI Ceará e apoio da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), do IEL Ceará, do SENAI Ceará e da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (SEMA).
Segundo Edgar Gadelha, iniciativas como o Caatinga Viva ajudam a construir consciência coletiva sobre sustentabilidade e sobre o futuro das decisões ambientais no país. “Quando vemos tantas crianças aprendendo sobre a Caatinga de forma leve e participativa, enxergamos a formação de uma nova geração mais preparada para tomar decisões responsáveis. Preservar o meio ambiente é uma missão do presente, mas também um compromisso com o amanhã”, completou.
Educação e sustentabilidade
O superintendente do SESI Ceará e diretor regional do SENAI Ceará, Paulo André Holanda, ressaltou o simbolismo da Caatinga como expressão de resiliência e força, características profundamente ligadas à identidade do povo cearense. “A Caatinga simboliza valores que precisamos cultivar diariamente, como resiliência e coragem. Quando unimos educação ambiental, conhecimento e mobilização social, fortalecemos a consciência coletiva sobre a importância de proteger nossos recursos naturais. Preservar o meio ambiente é preservar a nossa própria vida e garantir melhores condições para as próximas gerações”, pontuou.
Paulo André também reafirmou o compromisso do SESI e do SENAI com iniciativas que promovam sustentabilidade e formação cidadã no Ceará. “O Sistema FIEC seguirá apoiando ações que conectem educação e sustentabilidade, porque esse é um caminho essencial para o desenvolvimento equilibrado do nosso estado”, declarou.
União de esforços pela conservação
Representando o Governo do Estado, a secretária do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará, Vilma Freire, destacou a importância da união entre poder público, setor produtivo e sociedade civil para ampliar a proteção da Caatinga, lembrando que o bioma ocupa cerca de 90% do território cearense e exige ações permanentes de conservação. “A Caatinga é parte fundamental da identidade do Ceará. Cuidar desse bioma é cuidar das nossas riquezas naturais, da biodiversidade, da água, da nossa economia e do nosso futuro. O que vemos aqui hoje é a prova de que, quando instituições e sociedade se unem por uma causa, conseguimos construir transformações reais”, afirmou.
Vilma também destacou o valor simbólico do evento como espaço de formação e pertencimento, especialmente para as novas gerações. “Cada atividade pensada para este evento tem propósito. Não é apenas entretenimento. É uma forma de ensinar, despertar consciência e fortalecer o vínculo das pessoas com um bioma que é unicamente nosso e que precisa ser conhecido para ser protegido”, completou.
Mudança de percepção sobre a Caatinga
Para a coordenadora de Comunicação da Associação Caatinga, Kelly Cristina, a iniciativa busca revelar a diversidade, a vitalidade e o potencial existente nesse ecossistema singular. “Muita gente ainda associa a Caatinga apenas à seca e à escassez. Mas, quando criamos espaços como o Caatinga Viva, mostramos um bioma diverso, vivo e cheio de possibilidades. O evento surge justamente com esse propósito, de mudar percepções, aproximar as pessoas e fortalecer o sentimento de pertencimento à Caatinga”, destacou.




















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