COSIN reúne lideranças industriais para discutir redução da jornada de trabalho e possíveis impactos na competitividade do setor
O Conselho Temático de Relações Trabalhistas e Sindicais (COSIN), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), reuniu lideranças industriais para analisar os desdobramentos da proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil.
Realizado no Auditório Luiz Esteves Neto, na Casa da Indústria, o encontro contou com a participação de membros do colegiado e presidentes de sindicatos patronais vinculados à Federação. A presença ampliada reforçou o caráter estratégico da discussão, que ganha espaço no cenário nacional e mobiliza diferentes setores produtivos.
Durante a reunião, o presidente do COSIN, André Pinto, apresentou um panorama atualizado sobre o acompanhamento do tema junto à Confederação Nacional da Indústria (CNI). A exposição abordou o posicionamento da indústria brasileira e destacou os possíveis reflexos das mudanças propostas para a dinâmica produtiva e econômica.
Segundo ele, a discussão em curso no Congresso Nacional envolve não apenas a redução da jornada semanal — atualmente em 44 horas — para patamares entre 40 e 36 horas, mas também alterações no modelo de escala de trabalho, como a transição do formato 6 por 1 para 5 por 2. Para o setor industrial, trata-se de um debate que exige cautela e aprofundamento técnico.
“A gente está tratando de um tema que impacta diretamente a produtividade, os custos das empresas e pode ter reflexos inclusive na inflação. É uma discussão que precisa ser conduzida com responsabilidade, considerando todos os efeitos para a economia”, destacou.
André Pinto ressaltou ainda que a iniciativa da reunião foi alinhar o entendimento entre os sindicatos industriais do Ceará e fortalecer a atuação conjunta da FIEC com a CNI diante do avanço da pauta no país. “Nosso objetivo é garantir que o posicionamento da indústria esteja bem fundamentado e articulado nacionalmente”, afirmou.

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