Sindpan promove encontro sobre NR-1 e riscos psicossociais na Casa da Indústria
O Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado do Ceará (Sindpan) realizou, na tarde desta terça-feira (14/04), na Casa da Indústria, um bate-papo sobre a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). O encontro abordou, de forma acessível, a importância da segurança e da saúde no trabalho, com foco nos riscos psicossociais.
A atividade foi conduzida pelo presidente do Sindpan, Alex Martins, e reuniu associados do setor de panificação em um momento de aprendizado e troca de experiências, reforçando o cuidado com a vida no ambiente profissional. O evento contou com palestras do auditor fiscal do trabalho e chefe da fiscalização no Ceará, Luís Freitas, e da consultora empresarial e especialista em implantação de Recursos Humanos, Fran Américo.
De acordo com Alex Martins, o encontro buscou aproximar o conteúdo da norma à realidade das padarias. “Hoje, foi abordada a NR-1, com foco nos riscos psicossociais dos trabalhadores, de forma geral. Também direcionamos bastante a discussão para o nosso setor, especificamente para dentro das padarias. Falamos sobre como podemos promover essas mudanças e adotar essas práticas em todas as áreas e setores, para que essa adaptação seja a mais suave possível para o empresário da panificação”, destacou.
Ele também ressaltou que outras normas regulamentadoras foram discutidas durante o evento, como a NR-12, relacionada aos maquinários, e a NR-10, sobre energia, com o objetivo de preparar os empresários para uma adequação mais tranquila às exigências legais.
Durante sua apresentação, Luís Freitas explicou as atualizações da NR-1, que entrarão em vigor no próximo dia 26 de maio, e destacou que o foco da norma está na organização do trabalho e na prevenção de adoecimentos. “A empresa precisa avaliar os riscos e elaborar um plano de ação para mitigar a possibilidade de adoecimento no ambiente laboral. Isso envolve medidas como evitar sobrecarga de trabalho, preservar a saúde moral e ajustar o ritmo de trabalho, quando necessário”, afirmou.
O auditor também detalhou como será feita a fiscalização e reforçou a obrigatoriedade do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Segundo ele, as empresas devem não apenas elaborar o programa, mas também executá-lo e comprovar a adoção das medidas previstas. No caso do setor de panificação, enquadrado no grau de risco 3, todas as empresas são obrigadas a elaborar o PGR.
Já a consultora Fran Américo abordou o papel da liderança na implementação da norma e na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis. “Tratamos da perspectiva de liderança e de como os comportamentos dos gestores impactam diretamente o ambiente organizacional. Também esclarecemos dúvidas e combatemos informações equivocadas sobre a NR-1, trazendo orientações práticas para preparar os empresários para a fiscalização”, explicou.
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