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Ricardo Cavalcante destaca pontencialidades da indústria e economia do Ceará em evento da EXAME

15/04/2026 - 20h04

Fortaleza recebeu, nesta terça-feira (14/04), no Hotel Grand Marquise, o Road Show Negócios em Expansão (NEEX), evento da EXAME voltado para empresas em crescimento. Ao longo da tarde, a programação reuniu debates sobre crédito, inovação e estratégias empresariais, conectando lideranças e investidores em um cenário de expansão econômica no estado. Entre os destaques, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, participou do painel “A força da economia cearense”, mediado por Léo Branco, editor de Negócios e Carreira da Exame.

Em sua participação, o presidente da FIEC destacou o crescimento consistente da base produtiva e a capacidade de diversificação industrial ao longo das últimas décadas. "Se a gente puxar nos últimos 35 anos, o estado do Ceará cresceu 38% em  população. Nossa indústria não é uma indústria onde a gente tem um setor muito forte e os outros não. Nós temos uma indústria tradicional, têxtil, de alimentos, além de exportações como castanha de caju, cera de carnaúba e pescado”, detalhou.

Esse avanço também se reflete no comércio exterior. Ao comparar diferentes períodos, Ricardo Cavalcante evidenciou a ampliação da pauta exportadora. “Em 1990, a gente tinha 147 produtos sendo exportados. Hoje, são mais de 1.700. Ou seja, a gente aprendeu a exportar e a buscar nossos negócios”.

Ao abordar os fatores que sustentam esse crescimento, Cavalcante destacou o papel da infraestrutura logística e digital, especialmente a posição estratégica de Fortaleza no cenário global de conectividade. “Fortaleza hoje está entre as cidades mais conectadas do mundo. Nós temos 17 cabos de fibra óptica em um raio de quatro quilômetros. Toda a internet que entra e sai do Brasil e da América Latina passa por aqui, e temos a menor latência da região”, apontou.

Além da conectividade, ele mencionou avanços estruturais como o Porto do Pecém, aeroportos e a Ferrovia Transnordestina, que ampliam a integração do Ceará com mercados nacionais e internacionais.

Energia no centro da disputa global

Ao ampliar o olhar para o cenário internacional, o presidente da FIEC destacou que a energia se tornou o principal eixo estratégico das economias globais, especialmente diante de tensões geopolíticas e mudanças na matriz energética.

Ele contextualizou o peso das grandes economias no consumo energético mundial. Segundo Cavalcante, “a Ásia consome 50% da eletricidade do planeta. A China sozinha consome 28%, enquanto os Estados Unidos ficam com cerca de 15,9%. Hoje, a base de produção mundial está concentrada na China, e isso pressiona mudanças estratégicas”.

Nesse cenário, a transição energética ganha centralidade, e o Ceará surge como protagonista. “A estratégia do mundo hoje é energia. E o Ceará está inserido nisso com iniciativas como o hidrogênio verde e a geração de outras energias renováveis”, destacou.

O presidente da FIEC apontou o hidrogênio verde como um dos vetores mais promissores para a economia local, especialmente pela capacidade do estado de gerar energia limpa em larga escala. "No Ceará, esse movimento já começa a se materializar. Devemos ter, ainda este ano, o lançamento de dois projetos de hidrogênio verde, incluindo um da empresa Casa dos Ventos”, antecipou.

Data centers e a nova economia digital

Outro ponto central da fala foi a atração de data centers, impulsionada pela combinação entre conectividade e energia renovável. “Os data centers dependem de cabos de fibra óptica e de energia barata, de preferência verde. E hoje há poucos lugares no mundo que conseguem oferecer essas duas condições ao mesmo tempo”, disse o dirigente.

Nesse contexto, o Ceará já começa a colher resultados. Segundo ele, “já temos cerca de R$ 1,5 bilhão em compras realizadas no estado para a construção de um data center em Caucaia, com capacidade inicial de 300 MW, podendo chegar a 1,2 GW”. O projeto, instalado na Zona de Processamento de Exportação (ZPE), deve impulsionar uma cadeia de investimentos paralelos, incluindo geração de energia dedicada.

Geração de empregos e desafios de qualificação

O avanço dos investimentos também traz desafios, especialmente na formação de mão de obra. Ainda assim, o presidente ressaltou a relevância da indústria como motor de emprego no estado.

“O Ceará tem hoje 18.900 indústrias, com 391 mil trabalhadores. A indústria responde por 26% das carteiras assinadas e chega a 31% quando se exclui o setor público”, destacou.

Pequenas e médias empresas no centro das oportunidades

Durante o painel, Ricardo Cavalcante também enfatizou o papel das pequenas e médias empresas na nova onda de investimentos. “As pequenas e médias empresas vão participar diretamente desse processo, especialmente nas fases de construção e fornecimento”.

Esse movimento é apoiado por iniciativas como o Observatório da Indústria Ceará, que conecta fornecedores locais por meio de tecnologia de ponta e pesquisas de mercado.

Ceará como ambiente de negócios em expansão

O NEEX ocorre em um momento de crescimento expressivo do ambiente empresarial cearense. Em 2025, o estado registrou 142.163 novas empresas, com destaque para microempresas, que cresceram 46% em relação ao ano anterior. O setor de serviços lidera, concentrando 68,99% das aberturas, enquanto o ecossistema de startups soma 901 empresas ativas.

Fortaleza se destaca nesse cenário ao liderar indicadores de empreendedorismo, ocupando a primeira posição no ranking Connected Smart Cities 2024 nesse critério, além da quarta colocação em tecnologia e inovação entre capitais. A cidade também concentra o maior PIB do Nordeste, enquanto regiões como Cariri, Sobral e Vale do Jaguaribe ampliam o alcance da inovação no interior.

Programação diversificada

A programação do NEEX em Fortaleza refletiu a diversidade e a força do ambiente empresarial cearense, reunindo lideranças de diferentes setores em uma agenda voltada à troca de experiências e à geração de negócios. O evento contou com participações de executivos como André Salles, da Solar Coca-Cola; Aline Telles Chaves, do Grupo Telles; Luciane Sallas, Diretora Executiva de Investimentos e Planejamento Financeiro na M. Dias Branco; Jonas Marques, da Pague Menos; e Rodrigo Bachi, do BTG Pactual Empresas. Na área de inovação e serviços, nomes como Alfredo Júnior, do Hub Plural; Gabriel Carneiro Lima Alencar, da Central Geradores; e Pedro Albano, da Take a Break contribuíram para o debate. A programação incluiu ainda um talk de Daniel Coimbra sobre marca pessoal e presença digital, encerrando com um momento de networking entre empresários e investidores.

O Road Show integra o prêmio Negócios em Expansão, da EXAME, que reconhece empresas de alto crescimento e leva conteúdo estratégico a diferentes regiões do país.

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6 Água potável e saneamento 7 Energia acessível e limpa 9 Indústria, inovação e infraestrutura 11 Cidades e comunidades sustentáveis 12 Consumo e produção responsáveis 13 Ação contra a mudança global do clima 14 Vida na água 15 Vida terrestre

Social

1 Erradicação da pobreza 2 Fome zero e agricultura sustentável 3 Saúde e bem-estar 4 Educação de qualidade 5 Igualdade de gênero 6 Água potável e saneamento 8 Trabalho decente e crescimento econômico 9 Indústria, inovação e infraestrutura 10 Redução das desigualdades 12 Consumo e produção responsáveis 16 Paz, justiça e instituições eficazes

Governança

5 Igualdade de gênero 8 Trabalho decente e crescimento econômico 9 Indústria, inovação e infraestrutura 11 Cidades e comunidades sustentáveis 12 Consumo e produção responsáveis 13 Ação contra a mudança global do clima 16 Paz, justiça e instituições eficazes 17 Parcerias e meios de implementação
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