FIEC prestigia na Alece lançamento de livro sobre energias renováveis
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) participou, na tarde desta quinta-feira (09/04), do lançamento do livro “Relatório Consolidado da Frente Parlamentar de Energias Renováveis 2024–2026”, iniciativa liderada pelo presidente da Frente Parlamentar de Energias Renováveis da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), deputado estadual Bruno Pedrosa. O evento foi realizado nos Auditórios 1 e 3 das Comissões Técnicas do Poder Legislativo. Além de Pedrosa, a obra é assinada pelo presidente da Alece, Romeu Aldigueri, e pelo secretário e assessor especializado da Frente Parlamentar de Energias Renováveis, João Gaspar Bezerra Filho, reunindo reflexões, dados e propostas voltadas ao fortalecimento das energias renováveis no Ceará.
Representando o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, o gerente de Desenvolvimento Sustentável, Joaquim Rolim, integrou a mesa de autoridades ao lado do consultor de energia da Federação, Jurandir Picanço. Também compuseram a mesa, presidida por Pedrosa; João Gaspar Bezerra Filho; João Milton Cunha de Miranda, diretor-executivo do Inesp; e José Dickson Araújo de Oliveira, secretário executivo de Energia e Telecomunicações da Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra), representando a pasta.
“A Frente Parlamentar de Energias Renováveis está de parabéns pelo lançamento deste livro e é muito importante porque mantém um olhar atento às necessidades do setor. O lançamento deste livro mostra o que já foi feito e os avanços conduzidos no âmbito da Assembleia Legislativa. O Ceará tem muito a avançar em energias renováveis pelo potencial que possui e, sem dúvida, o apoio do Legislativo é fundamental”, destacou Joaquim Rolim.
Ele também chamou atenção para desafios que ainda limitam o avanço do setor, como as restrições na geração de energia e a necessidade de soluções em armazenamento. “O Ceará foi pioneiro em energias renováveis, e está em um processo de retomada, principalmente com o desenvolvimento dos data centers e hidrogênio verde. Há barreiras importantes, como o corte de geração renovável, que tem impactado diretamente a receita das empresas produtoras de energia. Além disso, o armazenamento de energia com uso de baterias ainda é incipiente no Brasil. Por outro lado, iniciativas como a da Frente Parlamentar ajudam a acelerar esse processo. A FIEC, sob a liderança do presidente Ricardo Cavalcante, tem atuado de forma proativa nesse tema”, completou.
Para Jurandir Picanço, a atuação da Frente Parlamentar representa um avanço relevante na articulação institucional em torno do tema. “A Frente Parlamentar de Energias Renováveis conseguiu mobilizar a sociedade e teve uma atuação efetiva. Agora, apresenta um livro com resultados concretos dessa atuação”, afirmou.
Com décadas de experiência no setor, o consultor ressaltou o potencial do estado e a importância da convergência entre diferentes atores. “O Ceará se destaca pelo pioneirismo e pelas oportunidades em energia eólica e solar. Existe um ambiente favorável, com integração entre setor produtivo, governo e academia. O engajamento do poder legislativo é muito importante. Ainda há muitos desafios, especialmente diante da necessidade de acelerar a transição energética, mas iniciativas como essa ampliam a visibilidade dos temas e contribuem para a construção de soluções”, pontuou.
A publicação consolida reflexões, análises e propostas voltadas ao fortalecimento das energias renováveis no estado, evidenciando o protagonismo do Ceará na atração de investimentos em fontes limpas. O relatório relaciona iniciativas estruturantes, como o desenvolvimento do hidrogênio verde, a expansão da energia eólica offshore e o avanço da geração solar.
Entre os casos de destaque, está a usina de Gás Natural Renovável (GNR) de Caucaia, voltada à produção de biometano e com potencial de integração à cadeia do hidrogênio verde. O relatório também aborda temas estratégicos para o ambiente energético, como o mercado livre de energia, a melhoria da infraestrutura elétrica e discussões regulatórias, incluindo a CPI da Enel.
No eixo social, a publicação evidencia ações voltadas à inclusão energética, como a ampliação do uso de energia solar em escolas públicas e a implementação de políticas de tarifa social.
Articulação institucional e visão de futuro
“Este relatório consolida um esforço coletivo para posicionar o Ceará como referência em energias renováveis, reunindo dados, propostas e caminhos concretos para avançarmos em áreas estratégicas como hidrogênio verde, energia eólica e solar. Esse avanço só é possível com a articulação entre o poder público, a iniciativa privada e a academia. Nesse contexto, a FIEC tem um papel fundamental, contribuindo com conhecimento técnico, visão estratégica e apoio ao desenvolvimento de soluções que fortalecem a transição energética e a competitividade do estado”, afirmou o deputado Bruno Pedrosa.
O parlamentar também ressaltou a atuação da Federação como parceira estratégica nesse processo, destacando a liderança do presidente Ricardo Cavalcante e a contribuição técnica de Joaquim Rolim e Jurandir Picanço. Segundo ele, a presença da FIEC qualifica o debate e fortalece a construção de políticas públicas mais conectadas com as demandas do setor produtivo, ampliando a capacidade do Ceará de transformar potencial energético em desenvolvimento econômico sustentável.
Na sequência, o secretário da Frente Parlamentar, João Gaspar Bezerra Filho, destacou o modelo institucional que sustentou a construção do documento. “Esse trabalho só foi possível graças a uma atuação integrada entre os setores da Assembleia, dentro de uma lógica de gestão por resultados. O relatório é fruto direto desse modelo”, afirmou.
Ao abordar o conteúdo da publicação, ele reforçou o foco em entregas concretas e na consolidação de avanços. “Nosso objetivo foi ir além do debate conceitual e mostrar o que, de fato, já foi realizado no Ceará. A transição energética é o nosso direcionamento, mas é preciso apresentar resultados, dar visibilidade ao que está sendo construído e ajudar a acelerar esse processo. O Ceará tem protagonismo nesse campo e precisa continuar transformando potencial em ação”, completou.
Encerrando as participações institucionais, o secretário executivo de Energia e Telecomunicações da Seinfra, José Dickson Araújo de Oliveira, destacou o caráter abrangente do relatório e sua relevância para o setor energético cearense. “Ao analisar a obra, fica claro que ela percorre todo o setor elétrico do Ceará, consolidando, de forma estruturada, os principais avanços e discussões conduzidos pela Frente Parlamentar. É um material que sintetiza um trabalho consistente e que certamente servirá como referência”, afirmou.


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