FIEC participa de assinatura de memorando do Governo do Estado para implantação de frigorífico da MasterBoi no Ceará
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), representada pelo 1º vice-presidente Carlos Prado, participou, nesta terça-feira (31/03), no Palácio da Abolição, da cerimônia de assinatura do memorando de entendimento entre o Governo do Estado e a empresa MasterBoi para a implantação de uma indústria frigorífica em Iguatu. O evento contou com a presença do governador Elmano de Freitas, além de autoridades públicas, lideranças empresariais e representantes do setor produtivo.
O projeto prevê investimento de R$ 250 milhões, com início das operações estimado para 2028. A unidade terá capacidade para abater até 1.000 cabeças de gado por dia, com operação inicial de 500 animais, e poderá gerar até 1.000 empregos diretos.
Na avaliação de Carlos Prado, a instalação de uma indústria frigorífica desse porte no Ceará representa um avanço para o fortalecimento da cadeia produtiva e para a dinamização de diversos setores industriais ligados à Federação. “Um empreendimento como esse, o primeiro desse porte no estado, influencia diretamente vários segmentos representados pelos sindicatos filiados à FIEC, ao atrair uma série de novas atividades e investimentos. A própria operação já inicia com o abate de 500 cabeças de gado por dia, o que demonstra a dimensão do impacto econômico gerado”, afirmou.
Segundo ele, o impacto se estende desde a produção de insumos, como a ração animal, até a estruturação de áreas de confinamento e o fortalecimento das agroindústrias. “Para a FIEC, é da maior importância a chegada de uma indústria como essa, porque ela gera empregos em volume expressivo e amplia a oferta de matéria-prima para abastecer nossas agroindústrias, impulsionando toda a cadeia produtiva”.
Durante a cerimônia, o governador Elmano de Freitas projetou o impacto do investimento para o Ceará e o potencial de inserção do empreendimento em mercados nacionais e internacionais.
“Quero, acima de tudo, agradecer e parabenizar a MasterBoi por fazer esse investimento no Ceará. Quando visitei a empresa confesso que fiquei impressionado. Fico satisfeito por saber a representatividade disso para a nossa cadeia produtiva. Estamos falando de uma empresa que vai vender para o mercado interno, mas também vai ter a Transnordestina como diferencial logístico para o mercado externo”, destacou.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC), Amílcar Silveira, falou sobre a importância da integração entre indústria e agronegócio, ressaltando a atuação da FIEC nesse processo.
“Tem um ponto muito importante: a parceria da FIEC. Precisamos entender que a agroindústria deve andar de mãos dadas para o nosso setor se desenvolver, permitindo o planejamento do crescimento do Ceará a partir da integração entre agronegócio e indústria, porque precisamos fazer o estado crescer e o agro tem que mostrar isso”, pontuou.
Com o terceiro maior rebanho do Nordeste, o Ceará possui mais de 2,8 milhões de cabeças de gado, cenário que reforça o potencial de expansão da atividade. Para o senador Cid Gomes, a instalação do frigorífico tende a acelerar esse crescimento. “Não tenho dúvida de que, muito rapidamente, teremos milhares de cabeças de gado e avançaremos significativamente na produção. Essa indústria, aliada às nossas riquezas naturais, fará do Ceará um grande produtor pecuário”.
A MasterBoi, empresa pernambucana com faturamento anual de R$ 3,5 bilhões e atuação em 117 países, já possui unidades industriais em estados como Tocantins, Pará e Pernambuco, além de operações comerciais no Nordeste. Durante a cerimônia, o presidente da companhia, Nelson Bezerra, explicou os critérios que levaram à escolha do Ceará e do município de Iguatu.
“Desde julho que estávamos conversando em abrir essa indústria no Ceará. Com todos os estudos, com muita conversa, decidimos por essa opção. Escolhemos Iguatu pela logística, por meio da Transnordestina, por ter uma população acima de 100 mil habitantes, por possuir água. O projeto no Ceará é para abater 500 cabeças de gado por dia, mas com capacidade de chegar até 1.000 bois. Sei que isso vai desenvolver Iguatu, toda região e o Ceará”, comentou.
O Sistema FIEC também marcou presença no evento com o vice-presidente André Montenegro, a vice-presidente Roseane Medeiros, o diretor financeiro adjunto Carlos Rubens, o diretor Lauro Martins, o diretor Agostinho Alcântara, o conselheiro fiscal Pedro Alfredo; além de dirigentes dos sindicatos industriais e empresários do setor.
Estiveram ainda no ato solene o desembargador Francisco José Gomes da Silva, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT-7); o secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará, Domingos Filho; o deputado federal Domingos Neto; o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, Romeu Aldigueri; a vice-prefeita de Fortaleza, Gabriela Aguiar; o prefeito de Iguatu, Roberto Filho; a superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária no Ceará, Manoela Pimenta; o ex-presidente da FIEC, Jorge Parente; entre outros convidados.








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