FIEC sedia encontro da Câmara Setorial de Segurança Hídrica para discutir bacias hidrográficas e abastecimento no Ceará
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) sediou mais um encontro da Câmara Setorial de Segurança Hídrica para debater a situação das bacias hidrográficas cearenses e a demanda por abastecimento de água para o consumo humano, a indústria, a agropecuária e outras atividades econômicas. O grupo é presidido atualmente pela FIEC, tendo à frente o Presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da Federação (COINFRA), Heitor Studart.
A reunião contou com a presença de representantes da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), da Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (Cagece), do Comitê das Bacias Hidrográficas da Região Metropolitana de Fortaleza, da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (FEC), da Federação de Apoio às Organizações de Produtores dos Perímetros Públicos de Irrigação (FAPID), da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará, da Associação Cearense de Aquicultores (Aceaq), da Câmara Brasil Portugal no Ceará e da União dos Agronegócios do Vale do Jaguaribe (Univale).
Heitor Studart destaca a necessidade de trazer a segurança hídrica para o centro do debate entre setor produtivo, poder público e universidade, em especial diante da perspectiva de uma quadra chuvosa abaixo da média em 2026 e da disponibilidade de água nos reservatórios cearenses, que estão com cerca de 42% da capacidade hídrica, de acordo com dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
“É um marco muito importante a FIEC participar ativamente das decisões tomadas, não só cobrando, mas propondo ideias e soluções. Estamos com assento efetivo no Conselho Estadual dos Recursos Hídricos e na presidência da Câmara de Segurança Hídrica, onde podemos levar os interesses mais dignos da indústria e da sua demanda, para efeito de compatibilização com outros setores do Estado”, afirmou o Studar. “Estamos acompanhando as disponibilidades do setor hídrico e ajudando a pensar nas soluções que precisamos projetar para suprir a demanda vinda dos datacenters, dos hubs, do hidrogênio verde e do Complexo Industrial do Pecém, como dessalinização, integração de bacias e a transferência do rio São Francisco”, acrescentou.
Durante a reunião, a Professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) Ticiana Studart apresentou um panorama sobre a Região Hidrográfica das Bacias Metropolitanas, que engloba 18 bacias independentes, formando um complexo sistema hídrico vital para o Ceará.
Segundo a especialista, apesar da abrangência, a demanda populacional e de setores como indústria e agropecuária supera a capacidade de entrega dos reservatórios locais. Diante do cenário, Ticiana reforçou a importância de diversificar a matriz hídrica.
“Falta água, e a nossa solução realmente ou é transferência do (açude) Castanhão, ou é a questão do reúso, que é pouco, mas em um déficit já é algo a ser considerado, ou a dessalinização”, pontuou.
Sobre a Câmara Setorial de Segurança Hídrica
Instituídas em 2008 e vinculadas à Adece, as Câmaras Setoriais foram inspiradas no modelo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e passaram por sucessivos aprimoramentos, culminando no formato atual, consolidado em 2022. A estrutura tem como missão propor, acompanhar e apoiar projetos voltados ao desenvolvimento sustentável do Estado, promovendo a articulação entre setor produtivo e poder público.
Neste ano, a presidência da Câmara Setorial de Segurança Hídrica é exercida pela FIEC. A diretoria do colegiado é composta ainda pelo vice-presidente Odílio Coimbra, representante da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC), e pelo secretário-geral Hyperedes Macedo, da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE).





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