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Setor energético celebra resultados e ampla participação na Feira da Indústria FIEC

13/03/2026 - 15h03

A transição energética, a expansão das fontes renováveis e os desafios da competitividade industrial estiveram no centro das discussões da Ilha da Energia, um dos espaços de maior circulação e interesse da Feira da Indústria FIEC, realizada nos dias 9 e 10 de março, no Centro de Eventos do Ceará. Ao longo de dois dias de programação, especialistas, empresários, representantes institucionais, estudantes e autoridades participaram de plenárias, painéis e apresentações que consolidaram o setor energético como um dos protagonistas do evento.

No primeiro dia, o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, apresentou a palestra “Geopolítica da Transição Energética”, durante a plenária da Ilha da Energia promovida pelo Sindienergia Ceará. Em sua exposição, o dirigente abordou o cenário atual do setor, a geopolítica mundial, os movimentos e impactos relacionados à transição energética, as oportunidades de expansão das fontes renováveis e os caminhos para ampliar a competitividade da indústria a partir de uma matriz energética cada vez mais limpa.

Presidente do Sindienergia Ceará, Luis Carlos Queiroz avaliou de forma positiva a presença do segmento na feira, ressaltando a mobilização das empresas e o alcance das discussões promovidas. “Quero parabenizar o nosso presidente Ricardo Cavalcante. Ele foi um iluminado em fazer essa feira e mostrar para a sociedade o quanto é importante essa transição energética, ou seja, essa indústria participando e contribuindo para que a sociedade entenda o quanto somos importantes para esse momento”, afirmou.

Segundo ele, a participação das empresas reforçou a importância do segmento para o desenvolvimento industrial do estado. “O evento foi fantástico. Aqui no Sindienergia tivemos 44 empresas participantes, em uma programação que contou com uma palestra incrível sobre transição energética e uma grande plenária do nosso setor. Eu diria que foi um verdadeiro gol de placa”, ressaltou.

Na avaliação do dirigente, o sucesso da primeira edição estabelece um novo parâmetro para iniciativas voltadas à indústria no Ceará. “Com certeza, o grande desafio agora vai ser fazer um evento que seja tão bom quanto foi essa primeira edição da feira”, acrescentou.

A plenária “Expansão da Energia Renovável: Oportunidades de Mercado, Transmissão & Curtailment”, realizada no encerramento das atividades, reuniu representantes da indústria e de instituições ligadas ao segmento para discutir os avanços e desafios do setor, além de fazer um balanço das iniciativas e discussões promovidas durante a feira.

Participaram da plenária Benildo Aguiar, diretor da FIEC; Joaquim Rolim, gerente de Desenvolvimento Sustentável da FIEC; Itamar Lessa, diretor comercial da Casa dos Ventos; e Adão Linhares Muniz, CEO da Energo e diretor do Sindienergia Ceará. O encontro marcou o fechamento de dois dias dedicados ao debate sobre energias renováveis, mercado, infraestrutura de transmissão e os impactos do curtailment no sistema elétrico.

Para Joaquim Rolim, o movimento registrado na Ilha da Energia demonstrou o interesse crescente de diferentes públicos pelos temas ligados à transição energética e à sustentabilidade. “Na Ilha da Energia, nós pudemos perceber, na interação com empresários, autoridades, estudantes e a academia, uma grande satisfação com o resultado do evento. Foram muitas interações, muitas conexões e oportunidades de negócios. A arena esteve sempre repleta, com debates relevantes e participação ativa do público”, destacou.

Rolim também ressaltou o trabalho conjunto das instituições do Sistema FIEC na construção das atividades voltadas ao tema. “Aproveito para parabenizar o presidente Ricardo Cavalcante e toda a diretoria da FIEC, além do Sistema FIEC como um todo — SESI, SENAI e IEL — por esta Feira da Indústria classe mundial”, afirmou.

O gerente também destacou a contribuição do Sindienergia Ceará na articulação das discussões realizadas na plenária da energia. “Podemos ressaltar a coordenação feita pelo Sindienergia, que conseguiu elaborar temas muito relevantes e reunir debatedores e palestrantes altamente representativos. O sentimento geral aqui na área de energia é de grande satisfação com os resultados alcançados”, acrescentou.

A avaliação positiva também foi compartilhada por empresas que participaram das atividades na Ilha da Energia. Para Itamar Lessa, diretor comercial da Casa dos Ventos, o ambiente proporcionado pela feira favoreceu conexões entre fornecedores e consumidores e abriu espaço para novas parcerias.

“A nossa participação na Feira da Indústria é importante porque estamos expandindo a nossa atuação, levando soluções de descarbonização e de energia que antes eram voltadas principalmente para grandes empresas também para pequenos e médios negócios”, explicou.

De acordo com o executivo, o encontro contribuiu para aproximar diferentes elos da cadeia produtiva. “Todo esse ecossistema da feira é muito positivo. A FIEC foi protagonista ao reunir essa cadeia de fornecedores e consumidores, criando um ambiente propício para networking, conexões e discussões sobre oportunidades futuras”, afirmou.

Lessa destacou ainda a parceria institucional com o Sistema FIEC no fornecimento de energia renovável para a instituição. “Temos muita satisfação em ver que hoje 100% das unidades do Sistema FIEC consomem energia da Casa dos Ventos. Isso demonstra, na prática, o compromisso da instituição com a agenda de sustentabilidade e com a transição energética”, concluiu.

A FIEC e a Casa dos Ventos firmaram uma parceria específica para a realização da Feira da Indústria, com o compromisso de neutralizar o impacto energético do evento. A iniciativa garantiu que toda a energia consumida tivesse origem renovável, certificada por meio do I-REC (International Renewable Energy Certificate). Além disso, as emissões de carbono associadas à realização do encontro — incluindo o deslocamento do público ao local — foram compensadas com a aquisição de créditos de carbono, a partir do levantamento das emissões geradas.

Durante os dois dias da feira, a Ilha da Energia promoveu debates sobre temas como mercado livre de energia, eficiência energética, armazenamento, mobilidade elétrica, geração distribuída e eólica offshore, considerada uma das novas fronteiras para a expansão do setor no país.

A agenda integrou a programação geral da Feira da Indústria FIEC, que reuniu palestras, oficinas, workshops, rodadas de negócios e exposições distribuídas em seis ilhas temáticas: Indústria Alimentícia; Moda Produtiva; Indústria Construtiva; Indústria Mecânica, Energia e Química; Indústria da Impressão e Insumos; e institucional. A iniciativa mobilizou os 39 sindicatos industriais ligados à Federação e evidenciou a diversidade e a capacidade de inovação da indústria cearense.

Especialistas e empresas debatem o futuro da energia

A programação dedicada ao setor energético na Feira da Indústria foi realizada na Ilha da Energia, reunindo especialistas, empresas, representantes institucionais e entidades do segmento em dois dias de debates sobre inovação, transição energética e oportunidades para a indústria.

A agenda de painéis contou com a abertura conduzida pelo presidente do Sindienergia Ceará, Luis Carlos Queiroz, e seguiu com a Plenária da Energia, que trouxe ao debate o tema “Mercado livre de energia: estratégia, economia e competitividade industrial”, apresentado por Paulo Siqueira, diretor de Mercado de Energia do Sindienergia CE.

Outro painel destacou a relação entre data centers e energia como vetor de desenvolvimento econômico, com a participação de Fábio Feijó, presidente da ZPE Ceará, e Wellysson Costa, da Omnia Data Center/TikTok. Também foram discutidos os novos rumos da geração distribuída, em painel com Victor Fernandes (Yellow Energy), Hanter Pessoa (H3 Solar) e Rafael de Bessa Sales (Ergos).

No segundo dia, os debates continuaram com a apresentação de casos de sucesso em eficiência e produtividade, conduzida por Marcelo Gomes, da Nexti, enquanto David da Silva, da Trifase Energia, apresentou soluções relacionadas ao conceito de energia inteligente, voltadas à redução estrutural de custos no longo prazo.

Também integrou a programação o painel “Redução de custos e absenteísmo das empresas: a saúde corporativa com prevenção real”, com Tiago Barguena (Diretor de Operações Odont), Rodrigo Peixoto (Médico do Trabalho da B&Q) e Gabriel Franco (Fundador da Rampup), que atuou como mediador.

Outro destaque da programação foi o painel sobre armazenamento de energia, que reuniu Jurandir Picanço e Joaquim Rolim, da FIEC, além de Sydney Ipiranga, da Energia Plus Brasil, e Denis Azevedo, da GoodWe.

Já no período da tarde, a eólica offshore foi apresentada como uma das novas fronteiras energéticas do estado, em debate com Luiz Eduardo Morais (Sindienergia CE/J. Macêdo), Dickson Araújo (SEINFRA), Ricardo do Couto Maia (Qair) e Raoni Stefano Ceci (BI Energia).

Paralelamente à programação de debates, o SENAI Ceará apresentou na feira um espaço dedicado às energias renováveis, demonstrando soluções tecnológicas voltadas à transição energética e à sustentabilidade na indústria. O estande foi apresentado pela assessora do SENAI Ceará para Transição Energética, Isabela Maciel, que também palestrou sobre os desafios e oportunidades da transição energética no Ceará.

A programação também trouxe discussões sobre competitividade energética para a indústria, com a palestra “Redução de custos através do mercado de energia”, ministrada por Itamar Lessa, da Casa dos Ventos, que apresentou alternativas para otimização de custos e maior previsibilidade no consumo energético das empresas.

A agenda abordou ainda iniciativas voltadas à descarbonização e à inovação, como o Hub NetZero Égalité, apresentado por Armando Leite Mendes de Abreu, da Qair. A programação seguiu com discussões sobre mobilidade elétrica, conduzidas por Felipe Frutuoso, do SENAI Ceará.

Cilana Braga, da Enel Distribuição Ceará, apresentou o Programa de Eficiência Energética da companhia, detalhando iniciativas voltadas à sustentabilidade, à redução de custos e à agenda ESG. Também foram apresentadas boas práticas de eficiência energética na indústria alimentícia, em exposição conduzida por Maria Victória, do SENAI Ceará.

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ESG: Environmental, Social and Corporate Governance (Ambiental, Social e Governança Corporativa)

Ambiental

6 Água potável e saneamento 7 Energia acessível e limpa 9 Indústria, inovação e infraestrutura 11 Cidades e comunidades sustentáveis 12 Consumo e produção responsáveis 13 Ação contra a mudança global do clima 14 Vida na água 15 Vida terrestre

Social

1 Erradicação da pobreza 2 Fome zero e agricultura sustentável 3 Saúde e bem-estar 4 Educação de qualidade 5 Igualdade de gênero 6 Água potável e saneamento 8 Trabalho decente e crescimento econômico 9 Indústria, inovação e infraestrutura 10 Redução das desigualdades 12 Consumo e produção responsáveis 16 Paz, justiça e instituições eficazes

Governança

5 Igualdade de gênero 8 Trabalho decente e crescimento econômico 9 Indústria, inovação e infraestrutura 11 Cidades e comunidades sustentáveis 12 Consumo e produção responsáveis 13 Ação contra a mudança global do clima 16 Paz, justiça e instituições eficazes 17 Parcerias e meios de implementação
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