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Hackathon do Hub de Inovação do IEL Ceará aproxima academia do setor produtivo e premia soluções inovadoras durante a Feira da Indústria

13/03/2026 - 14h03

A Feira da Indústria também se revelou como um espaço de aproximação entre academia e setor produtivo por meio do hackathon promovido pelo Hub de Inovação do Instituto Euvaldo Lodi (IEL Ceará), realizado entre os dias 9 e 10 de março, no Centro de Eventos do Ceará. Durante 48 horas de intensa imersão, estudantes universitários de diferentes instituições desenvolveram projetos para transformar os desafios reais da indústria em soluções inovadoras, num ambiente marcado por colaboração, criatividade e pela emoção de ver ideias ganhando forma diante dos próprios empresários.

A iniciativa integrou a programação do IEL Ceará na Feira e mobilizou 52 estudantes das universidades UFC (campus Fortaleza e Russas), UECE, FB Uni, Unifor e IFCE. Organizados em equipes de três a cinco integrantes e acompanhados por mentores das próprias instituições, os participantes percorreram a Feira e mergulharam nos gargalos apresentados pelas indústrias presentes no evento, buscando entender suas dores e desafios diários. O contato direto com os expositores ajudou os jovens a compreender melhor as demandas do chão de fábrica e a ajustar suas propostas para torná-las mais aderentes à realidade do mercado.

Os desafios propostos para as equipes envolviam a mensuração da inovação na indústria, a eficiência operacional e a redução de desperdícios, aplicadas à gestão e operação. As equipes também tinham de incorporar aos projetos eixos estratégicos como automação, inteligência artificial, sustentabilidade e novos modelos de negócios em suas propostas.

A grande vencedora do hackathon foi a equipe Vortex, da Universidade de Fortaleza (Unifor), orientada pelo mentor Gilberto Egypto. Os universitários apresentaram o projeto de uma plataforma digital, que utiliza inteligência artificial para capturar, organizar e disponibilizar o conhecimento técnico da indústria, incluindo o saber dos profissionais mais experientes, em guias visuais, procedimentos padronizados e consultas inteligentes com o objetivo de apoiar a operação, reduzir erros e acelerar a qualificação da mão de obra. 

Para Calil Camerino, um dos integrantes da equipe, a experiência foi intensa e enriquecedora. “Já participamos de outros hackathons. Tivemos algumas derrotas e algumas vitórias que nos trouxeram muitos aprendizados. O hackathon é muito interessante porque faz você sair da sua zona de conforto. Uma solução que demoraria meses surge em poucos dias. Aqui na Feira, conseguimos conversar diretamente com empresários e profissionais da área para entender se a nossa ideia era realmente relevante e se a solução teria impacto. Porque ninguém sabe mais das dores das empresas que essas pessoas. Por isso, estar aqui na Feira, falando diretamente com quem realmente sabe dos gargalos reais das fábricas foi perfeito e isso mudou completamente o escopo do nosso projeto”, destacou. A equipe, formada por alunos de diversos cursos de graduação, recebeu um prêmio de R$ 15 mil pelo projeto.

Para o mentor da equipe, Gilberto Egypto, a vivência proporcionada pelo hackathon representa um passo importante na formação de novos profissionais de inovação no Estado. “Essa experiência real de mercado ajuda os alunos a se formarem como solucionadores de problemas. A inovação nasce da necessidade, e aqui conseguimos trabalhar com desafios reais, validar ideias com o próprio mercado e aproximar o conhecimento das universidades das demandas das empresas”, destacou.

As equipes Enerwise Solutions, da UFC, e LDS, do IFCE, conquistaram respectivamente, segundo e terceiro lugares. O estudante de Engenharia Elétrica, Tiago Rodrigues do Nascimento, da equipe Enerwise, enfatizou o aprendizado proporcionado pela interação direta com as empresas.

“Foi uma experiência muito desafiadora, porque tivemos que transformar completamente a nossa solução inicial a partir das conversas com as empresas. Visitamos vários estandes e entendemos melhor as necessidades do chão de fábrica. Isso nos ajudou a desenvolver uma solução mais inovadora e personalizada para a indústria, explica o estudante de Engenharia Elétrica.

Para Gabriel Barbosa Pinheiro, da equipe LDS, foi uma experiência única.  “Conseguimos desenvolver a idealização de um protótipo durante o próprio evento, com sensores capazes de identificar vibrações em motores e gerar alertas sobre desgaste e vida útil. Saímos do hackathon com um produto que realmente tem valor de mercado e potencial de aplicação na indústria”, afirmou.

A avaliação dos projetos ficou a cargo de uma banca formada por empresários com forte atuação no setor produtivo: André Siqueira, da Agromix e diretor do Sindialimentos; Felipe Henrique, da Revid e diretor de inovação do Sindroupas; Fernando Furlani, da Itaueiraa Itaueira Agropecuária e engenheiro mecânico; e Pedro Mendonça Júnior, da Central das Correias e diretor financeiro do Simec.

Para André Siqueira, o hackathon demonstrou o potencial inovador do Ceará que pode ser gerado com a aproximação entre universidades e setor produtivo. Segundo ele, a iniciativa foi enriquecedora por estimular estudantes a desenvolverem soluções para desafios relevantes da indústria. “As ideias apresentadas foram muito interessantes. Algumas soluções já existem no mercado, mas muitas trouxeram diferenciais importantes. Isso mostra o potencial desses jovens e também ajuda a estimular que mais profissionais se vocacionem para a indústria”, afirmou. Para Siqueira, iniciativas como essa fortalecem a conexão entre academia e empresas, alinhando-se ao propósito da Feira da Indústria de valorizar e impulsionar o desenvolvimento do setor. “O IEL Ceará está de parabéns por essa iniciativa e a FIEC, o presidente Ricardo, pela realização da Feira”, frisou.

Além das equipes premiadas, o hackathon também contou com a participação de outros grupos que apresentaram soluções inovadoras ao longo da competição. São elas: LARCES, da Universidade Estadual do Ceará (UECE); Time FB Uni, do Centro Universitário FB Uni; SVI – Sempre Vale Inovar, da UFC - Campus Russas; e UniforTech, da Unifor.

O head do Hub de Inovação do IEL Ceará, Moésio Bastos, ressaltou, ao final da maratona, que mais do que prêmios, os estudantes levam consigo a experiência de trabalhar com problemas reais da indústria, reforçando o papel do hackathon como um espaço de aprendizado, conexão e construção de soluções para os desafios do setor produtivo. Na opinião dele, o hackathon também evidenciou o fortalecimento da parceria entre a academia e a indústria. Segundo Moésio, o alto nível das soluções apresentadas pelas equipes reflete diretamente o envolvimento das instituições de ensino e, especialmente, dos professores que aceitaram o desafio de orientar os estudantes durante a competição.

“Essa conexão cada vez mais forte com a academia é fundamental para aproximar os jovens talentos da indústria e ao mesmo tempo levar inovação para empresas, aumentando sua performance, sua produtividade e sua lucratividade. O nível das equipes foi muito alto e isso se deve, em grande parte, à dedicação dos professores que toparam participar do nosso hackathon. Por isso, deixo aqui meu agradecimento especial a todos eles, que contribuíram para tornar essa experiência tão rica”, declarou.

Para a gerente de inovação do IEL Ceará, Margaret Lins, o entusiasmo dos estudantes e o engajamento das instituições de ensino reforçam a importância da iniciativa. “Ver o interesse desses jovens em participar desse processo nos dá ainda mais motivação para continuar promovendo ações como essa. A aproximação entre academia e indústria faz parte da missão do IEL e vamos continuar cada vez mais intensificando essas conexões.  Muitas soluções apresentadas na Feira têm aderência real às necessidades das empresas, e queremos trabalhar para que elas possam, quem sabe, se transformar em projetos aplicados dentro da indústria cearense”, afirmou.

Segundo Margaret, o sucesso do hackathon é resultado de meses de planejamento e mobilização. “O momento que vimos na Feira é apenas a ponta do iceberg. Houve um grande trabalho de preparação da equipe do IEL Ceará para estruturar essa jornada e mobilizar todos esses jovens e professores. Meus parabéns e meus agradecimentos a todo o time de inovação que se envolveu nesse trabalho. O resultado foi fantástico. Independentemente da colocação final, todas as equipes são vencedoras por terem participado e apresentado soluções relevantes para a indústria”, concluiu.

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