telefone(85) 4009.6300

CEOs da ArcelorMittal, M. Dias Branco, Aeris Energy e Grupo Edson Queiroz debatem competitividade, inovação e o futuro da indústria na Feira da Indústria FIEC

11/03/2026 - 20h03

A programação do segundo dia da Feira da Indústria FIEC reuniu, na tarde desta terça-feira (10/03), alguns dos principais líderes empresariais do país para discutir os caminhos da indústria em um cenário global marcado por transformações tecnológicas, pressões geopolíticas e novas demandas sociais.

Realizado no espaço FIEC Connect, o Encontro Empresarial colocou na mesma mesa executivos à frente de grandes grupos industriais que atuam no Ceará e em diferentes regiões do Brasil: o CEO da ArcelorMittal no Ceará, Erick Torres; o Vice-presidente de Supply Chain da M. Dias Branco, Sidney Leite dos Santos; o CEO da Aeris Energy, Xandy Negrão; e o Presidente Executivo do Grupo Edson Queiroz, Carlos Rotella.

Mediado pela jornalista Juliane Morrone, o painel foi estruturado em cinco blocos temáticos e percorreu temas como competitividade, propósito empresarial, inovação, gestão de riscos e o papel das instituições no desenvolvimento industrial.

Logo na abertura, a mediadora destacou o peso das empresas representadas no debate. “Estamos aqui com lideranças de companhias que ajudam a mover a economia brasileira e que fazem o país avançar para um novo patamar”, afirmou.

Ao abordar as condições que favorecem a atividade industrial no estado, os executivos destacaram fatores estruturais e, sobretudo, o capital humano local.

Para Erick Torres, da ArcelorMittal, o diferencial cearense começa pelas pessoas. Segundo ele, a empresa identificou no estado um ambiente favorável para expansão no Nordeste, com profissionais qualificados e localização estratégica para exportações. “O Ceará tem um capital humano diferenciado. Encontramos engenheiros, técnicos e lideranças preparados para sustentar uma operação industrial competitiva. Somado à localização geográfica e à disponibilidade de energia renovável, isso criou as condições para nossa expansão”, afirmou.

Sidney Leite dos Santos, da M. Dias Branco, também destacou fatores estruturais que contribuem para o desenvolvimento da indústria no estado, especialmente a capacidade de formação de profissionais e a articulação institucional. “O Ceará construiu, ao longo dos anos, um ambiente favorável para quem quer investir e produzir. Existe uma combinação de infraestrutura, qualificação de pessoas e diálogo entre empresas e instituições que fortalece a competitividade da indústria”, afirmou.

Enquanto isso, Xandy Negrão, da Aeris Energy, ressaltou que a decisão de instalar a empresa no estado também esteve ligada à logística e ao potencial da energia eólica. “Escolhemos o Ceará pela proximidade com o porto e pela vocação para a energia eólica. Mas o que mais nos surpreendeu foi o cearense: trabalhador, dedicado e com enorme capacidade de aprendizado”, disse.

Já Carlos Rotella, presidente executivo do Grupo Edson Queiroz, destacou o espírito competitivo local como um dos fatores que explicam a trajetória do grupo, fundado no estado há mais de sete décadas.

“Quando cheguei ao Ceará, encontrei um dos maiores grupos empresariais do país e uma equipe extremamente aguerrida. Existe aqui um orgulho de realizar e de mostrar que é possível competir em alto nível”, observou.

Propósito empresarial e impacto social

No segundo bloco do painel, os executivos discutiram o papel das empresas para além dos resultados financeiros. Erick Torres afirmou que, no ambiente corporativo contemporâneo, o sucesso das empresas depende da capacidade de gerar valor também para a sociedade.

“Hoje não basta ter a licença legal para operar. Existe também a licença social. As empresas precisam contribuir para o desenvolvimento da região onde estão inseridas, fortalecendo educação, oportunidades e qualidade de vida”, afirmou.

Na M. Dias Branco, segundo Sidney Leite dos Santos, a valorização das pessoas é parte central da estratégia de crescimento. “Podemos ter marcas fortes, tecnologia e estrutura, mas o que realmente sustenta uma empresa são as pessoas. Investir nos colaboradores e nas comunidades onde atuamos é fundamental para construir negócios duradouros”, disse.

Ao passo que Xandy Negrão destacou que, na Aeris Energy, projetos sociais e educacionais caminham junto com a operação industrial. “Grande parte da nossa mão de obra vem das comunidades do entorno. Trabalhar com essas pessoas, apoiar escolas e investir em formação cria uma relação positiva que beneficia a empresa e a sociedade”, afirmou.

Rotella, por sua vez, acrescentou que o impacto social também pode estar presente nos próprios produtos e serviços das empresas. “Passamos a olhar nossas decisões estratégicas também sob a ótica do impacto social. Pequenas inovações em produtos, como soluções pensadas para pessoas com deficiência visual, podem transformar a experiência de milhões de consumidores”, destacou.

Riscos globais e oportunidades para os negócios

Em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e instabilidade econômica, os executivos destacaram a necessidade de adaptação constante.

Erick Torres lembrou que mudanças nas políticas comerciais internacionais afetam diretamente cadeias produtivas globais. “O mundo mudou muito rápido. Hoje, decisões tomadas em outros países impactam imediatamente nossas operações. Por isso, as empresas precisam ter flexibilidade para buscar novos mercados e novas soluções”, afirmou.

Sidney Leite dos Santos ressaltou que agendas como sustentabilidade e gestão de carbono, antes vistas apenas como custos, passaram a gerar oportunidades de eficiência e inovação dentro das empresas.

Já Xandy Negrão relatou um episódio recente do setor de energia eólica para ilustrar como mudanças regulatórias podem alterar rapidamente o cenário competitivo. “Em determinados momentos, parecia que perderíamos espaço no mercado americano. Mas investigações sobre a origem de matérias-primas mudaram o jogo e abriram oportunidades inesperadas”, explicou.

Para Carlos Rotella, enfrentar cenários de incerteza exige equilíbrio entre prudência e ousadia. “As empresas precisam ser disciplinadas, ter governança sólida e capacidade de adaptação. Esse é o fator que permite atravessar crises e continuar crescendo”, afirmou.

Inovação como parte da cultura empresarial

O debate também abordou os caminhos da inovação nas grandes companhias industriais. Erick Torres destacou que inovar envolve tanto tecnologia quanto melhorias simples nos processos produtivos. “Inovação não está apenas em inteligência artificial ou robótica. Muitas vezes surge de uma solução prática criada por um operador na fábrica. O importante é criar um ambiente onde as pessoas possam propor ideias e testar soluções”, disse.

Na M. Dias Branco, segundo Sidney Leite dos Santos, a transformação digital vem sendo estruturada com planejamento de longo prazo e capacitação de equipes. “Não adianta adotar tecnologia sem saber como ela se conecta ao negócio. Por isso, construímos um roadmap de inovação, sempre revisado à medida que surgem novas oportunidades”, explicou.

Xandy Negrão destacou que, em muitos casos, inovar significa simplificar processos e aplicar tecnologias de forma gradual. “Começamos com pequenas aplicações que tragam ganhos concretos. A inovação precisa melhorar o processo antes de se transformar em grandes investimentos”, afirmou.

Já Carlos Rotella citou iniciativas de digitalização voltadas ao consumidor final, como a criação de aplicativos para a compra de botijão de gás. “O desafio é atualizar a experiência do cliente sem perder a essência do produto”, disse.

Empresários destacam protagonismo da FIEC

No último bloco do encontro, os executivos destacaram o papel da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) na articulação do setor produtivo e no fortalecimento da indústria no estado.

Erick Torres afirmou que, entre as federações industriais brasileiras, a FIEC se destaca pela capacidade de articulação entre empresas, governo e instituições. “A FIEC tem grande habilidade de conectar os diferentes atores do desenvolvimento industrial. Esse protagonismo está muito associado à liderança do presidente Ricardo Cavalcante”, afirmou.

Sidney Leite dos Santos também ressaltou a atuação da entidade como referência nacional. “Uma federação forte, que escuta as empresas e atua rapidamente para resolver demandas, faz diferença para o ambiente de negócios. A FIEC cumpre esse papel de forma exemplar”, disse.

Para Xandy Negrão, a atuação da entidade é decisiva para impulsionar o processo de reindustrialização do país. “A indústria é responsável por grande parte da balança comercial brasileira. Ter uma federação ativa e conectada às necessidades das empresas é fundamental para fortalecer esse setor”, destacou.

Por fim, Carlos Rotella acrescentou que a FIEC desempenha um papel estratégico ao promover conexões e compartilhar conhecimento entre empresas e instituições. “A Federação funciona como um grande ponto de encontro da indústria. É um espaço onde sempre encontramos informação, conexões e apoio para avançar”, afirmou.

Debate integra agenda estratégica da Feira da Indústria

O Encontro Empresarial integrou a programação da Feira da Indústria FIEC, evento que reuniu empresários, especialistas e representantes de instituições públicas e privadas para discutir o futuro do setor produtivo e apresentar soluções voltadas à competitividade da indústria.

A plateia contou com a presença do Presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, além de dirigentes da Federação, como o Diretor Financeiro, Edgar Gadelha, e o Diretor administrativo, Chico Esteves, bem como lideranças empresariais do estado. Também acompanharam o debate o Superintendente do Sistema Verdes Mares, Ruy Ceará, e o Presidente do Conselho do Grupo Edson Queiroz, Igor Queiroz.

Ao comentar o encontro, Igor Queiroz destacou a relevância do diálogo entre lideranças industriais e o ambiente de inovação apresentado pela feira. “Fico muito feliz em acompanhar um debate com lideranças empresariais de setores tão estratégicos. É um momento importante de troca de experiências e de reflexão sobre o futuro da indústria. A feira também impressiona pela dimensão e pela diversidade de soluções apresentadas”, afirmou.

A Feira da Indústria FIEC contou com o patrocínio da CNI, do Sebrae, do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), da Caixa Econômica Federal e da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), além do apoio da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), do Complexo do Pecém e do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), instituições que contribuem para fortalecer iniciativas voltadas ao desenvolvimento industrial, à inovação e à competitividade no Ceará.

Acompanhe o Sistema FIEC nas redes sociais:

ESG: Environmental, Social and Corporate Governance (Ambiental, Social e Governança Corporativa)

Ambiental

6 Água potável e saneamento 7 Energia acessível e limpa 9 Indústria, inovação e infraestrutura 11 Cidades e comunidades sustentáveis 12 Consumo e produção responsáveis 13 Ação contra a mudança global do clima 14 Vida na água 15 Vida terrestre

Social

1 Erradicação da pobreza 2 Fome zero e agricultura sustentável 3 Saúde e bem-estar 4 Educação de qualidade 5 Igualdade de gênero 6 Água potável e saneamento 8 Trabalho decente e crescimento econômico 9 Indústria, inovação e infraestrutura 10 Redução das desigualdades 12 Consumo e produção responsáveis 16 Paz, justiça e instituições eficazes

Governança

5 Igualdade de gênero 8 Trabalho decente e crescimento econômico 9 Indústria, inovação e infraestrutura 11 Cidades e comunidades sustentáveis 12 Consumo e produção responsáveis 13 Ação contra a mudança global do clima 16 Paz, justiça e instituições eficazes 17 Parcerias e meios de implementação
FIEC - Federação das Indústrias do Estado do Ceará
Av. Barão de Studart, 1980 - Aldeota - Fortaleza/CE - CEP: 60.120-024 - CNPJ: 07.264.385/0001-43
Política de Privacidade & Copyright