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SESI Ceará aborda relação entre emoções, alimentação e autocuidado na Feira da Indústria FIEC

10/03/2026 - 19h03

A relação entre emoções e alimentação foi o centro do debate da palestra “Alimentação emocional: estratégias de autocuidado para transformar a relação com a comida”, realizada na manhã desta terça-feira (10/03), durante a programação da Feira da Indústria FIEC. Conduzido por profissionais da área de Promoção da Saúde do SESI Ceará, o encontro reuniu participantes na Mini Arena 360, na Ilha Metalmecânica, para discutir como fatores emocionais, comportamentais e sociais influenciam diretamente os hábitos alimentares e a qualidade de vida das pessoas.

Durante a palestra, a psicóloga Lidiane Falzone e a nutricionista Amanda Gaspar destacaram que a nutrição vai além da dieta e do consumo de alimentos, envolvendo também aspectos psicológicos e emocionais que impactam a forma como cada indivíduo se relaciona com a comida. A proposta foi incentivar uma visão mais integral da saúde, aliando nutrição e psicologia, além de apresentar estratégias de autocuidado capazes de promover bem-estar, melhorar a relação com a alimentação e contribuir para a prevenção de problemas físicos e emocionais no cotidiano e no ambiente de trabalho.

Segundo Amanda Gaspar, na área da Nutrição é fundamental não olhar o indivíduo de forma isolada ou apenas pelo que ele consome. Para ela, é necessário considerar também a história de cada pessoa. Não se trata apenas do alimento em si, mas de tudo o que está por trás dele: as lembranças, emoções e significados que esse alimento pode carregar, e de como esses fatores influenciam a relação do indivíduo com a comida e impactam sua vida.

Ainda de acordo com a nutricionista, o objetivo com a palestra foi justamente unir a Nutrição e a Psicologia, para ajudar as pessoas a entenderem que a alimentação também tem um componente emocional. “Quando não conseguimos lidar bem com nossas emoções, muitas vezes também não conseguimos alcançar bons resultados na nutrição”, afirmou.

Para a psicóloga Lidiane Falzone, quando nos alimentamos, nosso corpo libera neurotransmissores ligados ao bem-estar e à sensação de prazer,  algo que a própria neurociência já explica. Ou seja, comer não significa apenas sustentar o corpo.

“O autocuidado é um tema que muitas vezes acaba sendo banalizado, mas, segundo a Organização Mundial da Saúde, ele envolve todas as estratégias que adotamos para prevenir e lidar com doenças. Nesse sentido, aquilo que colocamos para dentro do nosso corpo, ou seja, a forma como gerenciamos nossa alimentação influencia diretamente nosso estado físico, emocional e nutricional”, abordou.

Para finalizar, Falzone deixou o desejo de que possamos avançar cada vez mais na construção de um cuidado integral com a saúde. “Que consigamos sair da lógica de tratar apenas a doença e passar a investir cada vez mais na prevenção, que é o caminho mais inteligente e benéfico para todos. Ganha o trabalhador, ganham as pessoas que pensam e organizam essas ações, e ganha também a empresa.

Painel “Conectando Saberes: a Integralidade do Cuidado na Saúde do Trabalhador”

Após a palestra, o público foi agraciado com uma roda de conversa de tema “Conectando Saberes: a Integralidade do Cuidado na Saúde do Trabalhador”, na qual foi discutido como esse cuidado integral pode ser aplicado no dia a dia dentro das organizações. Participaram da roda de conversa a psicóloga Ana Karine Andrade de Oliveira, o nutricionista Wesley Alves, e o profissional de Educação Física Aldi Rodrigues.

“Partimos da ideia de que é preciso sair um pouco do modelo biomédico tradicional, que muitas vezes olha apenas para a doença, e avançar para um modelo biopsicossocial. Nesse modelo, o trabalhador é visto como um ser integral, considerando não apenas a saúde física, mas também aspectos sociais, culturais, econômicos, pessoais e profissionais. Todos esses fatores interferem diretamente na saúde e no bem-estar do trabalhador,” pontuou Ana Karine.

A especialista finalizou complementando que qualidade de vida não se limita apenas ao ambiente de trabalho; ela se estende para todas as áreas da vida. “É fundamental que cada indivíduo também se sinta responsável e empoderado nesse processo de cuidado com a própria saúde. Juntos, buscamos mostrar como diferentes áreas do conhecimento podem se complementar para promover uma abordagem mais completa e integrada da saúde do trabalhador”.

Para quem assistiu toda a palestra e a roda de conversa, a experiência foi enriquecedora. Ana Cristina Escóssio, coordenadora de Recursos Humanos de uma empresa de construções, descobriu que cada pessoa traz consigo questões da vida pessoal, da família e de outros contextos, mas o trabalho também precisa desenvolver ações que apoiem esse público e promovam mais qualidade de vida.

“Esse cuidado com a saúde do trabalhador não é exatamente algo novo. As normas já traziam, de certa forma, orientações relacionadas à ergonomia e à saúde no ambiente de trabalho. Agora, temas como saúde mental estão ganhando ainda mais destaque, até porque vemos muitas pessoas adoecendo emocionalmente. A organização é um espaço onde passamos grande parte do nosso tempo, então é essencial que esse ambiente também seja cuidado”.

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