SESI Ceará discute inovação em saúde do trabalhador durante a Feira da Indústria
O SESI Ceará participou, nesta terça-feira (10/03), do último dia da Feira da Indústria FIEC, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, com um painel sobre estratégias de inovação em saúde do trabalhador e ampliação do acesso aos serviços de saúde.
O debate reuniu representantes do Serviço Social da Indústria (SESI) de diferentes estados para discutir o uso de tecnologias digitais, o desenvolvimento de soluções inovadoras e a ampliação do acesso à saúde para trabalhadores da indústria.
Participaram do painel Thaiane Coelho, head de inovação no Hub de Inovação em Saúde do SESI Maranhão; Leon Nascimento, coordenador do Centro de Inovação do SESI Rio de Janeiro; Juliana Albuquerque, coordenadora de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) do Centro de Inovação do SESI Ceará; Paulo Alvim, gerente de Inovação em Saúde do SESI Departamento Nacional; e Carla Gonçalves, gerente do Hub de Inovação em Saúde do SESI Minas Gerais.
Durante o encontro, os participantes destacaram o uso de ferramentas digitais e projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação como estratégias para ampliar o alcance dos serviços de saúde voltados ao setor industrial.
A coordenadora de PD&I do SESI Ceará, Juliana Albuquerque, explicou que os projetos desenvolvidos pelo Centro de Inovação partem das necessidades apresentadas pelas empresas. “Pensamos nas soluções a partir das demandas identificadas em cada empresa”, afirmou.
Outro ponto discutido foi a necessidade de ampliar o acesso aos serviços de saúde para trabalhadores da indústria, especialmente em regiões com menor oferta de atendimento médico. A proposta é tratar a saúde do trabalhador de forma integrada, considerando diferentes dimensões do cuidado.
Segundo Thaiane Coelho, uma das estratégias é ampliar a presença das iniciativas do SESI em municípios do interior, levando ações e serviços para além dos grandes centros urbanos e fortalecendo a conexão com empresas e trabalhadores dessas regiões.
Leon Nascimento destacou que as ações de saúde no ambiente de trabalho precisam considerar não apenas os aspectos físicos, mas também fatores emocionais e psicológicos. De acordo com ele, os riscos presentes no ambiente industrial exigem estratégias capazes de reduzir impactos sobre a saúde e contribuir para a continuidade das atividades produtivas.
“O cuidado com a saúde não se limita ao hospital ou ao uso de medicamentos. Quanto antes as empresas compreenderem essa dimensão mais ampla, maior será a capacidade de lidar com esses desafios”, afirmou.
Paulo Alvim ressaltou que o desenvolvimento das soluções ocorre de forma conjunta entre especialistas e empresas. Segundo ele, a participação direta das organizações contribui para que as iniciativas sejam mais eficientes e aplicáveis à realidade do setor produtivo.

“Quando se acompanha de perto o problema, a construção da solução ocorre de forma conjunta e se torna mais viável”, disse.
Carla Gonçalves destacou ainda que a inovação em saúde também depende da formação de profissionais preparados para atuar com novas tecnologias e metodologias. Segundo ela, o SESI mantém iniciativas internas voltadas à capacitação de equipes e ao estímulo à cultura de inovação na área da saúde.
O público presente também destacou a importância do debate. Para Ingrid Correia, fisioterapeuta e coordenadora adjunta do mestrado e doutorado em Inovação Tecnológica em Saúde e Simulação do Centro Universitário Christus (Unichristus), o encontro evidenciou a integração entre diferentes ambientes de inovação. Ela afirmou que a troca entre academia, profissionais de saúde e setor produtivo ajuda a identificar demandas observadas na prática clínica e transformá-las em soluções tecnológicas.
Ingrid também destacou o crescimento de startups voltadas à saúde no país e citou projetos desenvolvidos pela Unichristus em parceria com o SESI Tech, como o Retina Fácil, voltado ao apoio no diagnóstico oftalmológico e ao acompanhamento de crianças com autismo.
A pesquisadora ressaltou ainda a importância do debate sobre saúde mental no ambiente de trabalho. Segundo ela, "a falta de cuidado nessa área pode impactar indicadores como produtividade e qualidade de vida dos trabalhadores."



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