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Na Feira da Indústria FIEC, Observatório da Indústria Ceará apresenta plataformas de inteligência territorial e energia renovável para apoiar decisões empresariais

10/03/2026 - 12h03

O Observatório da Indústria Ceará lançou, na terça-feira (09/03), novas soluções de inteligência territorial e energia renovável voltadas a apoiar decisões estratégicas do setor produtivo. As iniciativas foram apresentadas durante o primeiro dia da Feira da Indústria FIEC, no painel “Inteligência e plataformas estratégicas para a competitividade industrial cearense”.

O encontro reforçou o papel da análise de dados, da prospectiva e das ferramentas digitais como instrumentos de apoio à tomada de decisões por empresas, investidores e formuladores de políticas públicas.

Entre os destaques está o “Atlas da Indústria do Ceará”, solução digital que reúne indicadores econômicos e análises territoriais em um ambiente interativo voltado à tomada de decisão empresarial e ao planejamento de políticas públicas.

A ferramenta integra diferentes bases de dados econômicos e territoriais e permite visualizar, de forma georreferenciada, informações sobre mercados, infraestrutura, dinâmica produtiva e perfil socioeconômico das regiões. A proposta é transformar dados dispersos em inteligência aplicada à estratégia de expansão de empresas e investimentos.

Durante o painel, o economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e gerente do Observatório da Indústria Ceará, Guilherme Muchale, explicou que a iniciativa surge em um contexto de maior dinamismo da economia cearense e de crescente demanda por análises orientadas por dados.

Segundo ele, a solução busca apoiar uma das decisões mais relevantes para as empresas: identificar onde investir e quais oportunidades priorizar em um ambiente de negócios cada vez mais competitivo.

“O Atlas da Indústria nasceu de uma provocação do presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, que já utilizava outras soluções desenvolvidas pelo Observatório e identificou a oportunidade de reunir, em uma única ferramenta de inteligência territorial, as principais informações sobre a indústria e as oportunidades de mercado. A ideia é ajudar empresas a responder perguntas estratégicas sobre onde estão os mercados com maior potencial, qual o nível de concorrência e quais territórios oferecem melhores condições para expansão”, afirmou.

A ferramenta permite cruzar variáveis econômicas, territoriais e demográficas para avaliar, por exemplo, a concentração de empresas, o potencial de consumo, a infraestrutura logística e as cadeias produtivas regionais. A partir dessas análises, empresas podem identificar oportunidades de mercado, mapear concorrentes e reduzir riscos em decisões de investimento.

Outro ponto destacado por Muchale é a ampliação do acesso a ferramentas avançadas de análise de mercado. “Decisões estratégicas exigem cada vez mais inteligência de mercado e uso de tecnologias digitais. Ao integrar diferentes bases de dados em uma única solução, conseguimos oferecer às empresas uma ferramenta que permite análises complexas de forma mais acessível”, explicou.

Inteligência para a transição energética

O painel também apresentou iniciativas voltadas à agenda de transição energética e inovação industrial. Entre elas está o “Atlas da Energia Renovável do Ceará”, que reúne informações sobre o potencial de geração de energia a partir de biomassa e biogás no estado.

A coordenadora de Prospectiva e Cooperação Estratégica do Observatório da Indústria Ceará, Mariana de Matos, explicou que o projeto busca organizar dados dispersos sobre biomassa e transformá-los em inteligência territorial para orientar investimentos e novos negócios.

“A motivação do projeto é reunir informações relevantes para apoiar a tomada de decisão e fortalecer a competitividade do Ceará na utilização da biomassa como ativo da transição energética”, afirmou.

Segundo ela, embora o estado já possua iniciativas consolidadas relacionadas às energias solar e eólica, ainda havia lacunas na organização de informações sobre o potencial energético da biomassa.

A solução reúne dados sobre disponibilidade de resíduos, infraestrutura logística e localização de ativos produtivos, permitindo identificar oportunidades para produção e consumo de biogás.

Um dos diferenciais é o uso de georreferenciamento, que possibilita visualizar territorialmente o potencial energético e as cadeias produtivas associadas.

“Com o georreferenciamento, é possível identificar onde estão os ativos, a infraestrutura e as oportunidades ligadas ao biogás. Isso permite analisar, por exemplo, o potencial de interiorização de projetos industriais e energéticos associados à biomassa”, explicou Mariana.

Desenvolvido em parceria com o Sebrae Ceará e outras instituições, o projeto tem como público prioritário micro e pequenas empresas, além de indústrias interessadas em integrar soluções de energia renovável às suas operações.

Apoio a estratégias de economia verde

Durante o painel também foi apresentada a “Plataforma de Economia Verde (PEV Brasil)”, iniciativa voltada à organização e disseminação de informações estratégicas sobre economia verde e seus impactos na competitividade industrial.

A especialista em foresight e coordenadora do projeto, Marília de Sousa, relatou que a iniciativa é desenvolvida pela rede nacional de Observatórios da Indústria e busca apoiar empresas e pesquisadores na compreensão das transformações associadas à transição ambiental.

“Estamos lançando a Plataforma de Economia Verde, uma iniciativa da rede de Observatórios da Indústria pilotada pelo Observatório da Indústria Ceará, com colaboração do Observatório do Paraná e de universidades federais. É um projeto de pesquisa financiado pelo CNPq que reúne informações estratégicas para apoiar empresas na adaptação às mudanças da economia global”, afirmou.

Segundo Marília, a iniciativa reúne um conjunto amplo de dados e conteúdos voltados à agenda da economia verde. “A plataforma vai compartilhar conhecimentos sobre economia verde por meio de um acervo com mais de 560 indicadores, além de um repositório de documentos e artigos científicos. A ideia é oferecer uma base de informação que ajude empresas a entender as mudanças em curso e identificar novas oportunidades de negócio”, explicou.

Outro recurso previsto é um simulador que permitirá testar cenários estratégicos a partir da evolução de indicadores ligados à economia verde. A ferramenta também contará com um espaço dedicado à divulgação de experiências empresariais.

“Teremos um ambiente para que empresas apresentem seus próprios cases de economia verde. Esse espaço funciona como um ponto de encontro onde organizações podem compartilhar experiências, conhecer soluções adotadas por outras empresas e encontrar tecnologias ou estratégias que ajudem a resolver desafios semelhantes”, destacou.

Na ocasião, Marília também anunciou o lançamento de um concurso de artigos científicos voltado à temática da economia verde. A iniciativa pretende estimular a produção acadêmica e ampliar o debate sobre inovação, sustentabilidade e competitividade industrial.

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