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Feira da Indústria é palco do anúncio do Hub NetZero Égalité, projeto de polo industrial de baixo carbono no Ceará

09/03/2026 - 19h03

A Feira da Indústria, realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), foi palco nesta segunda-feira (09/03) da apresentação oficial do Hub NetZero Égalité, iniciativa da Qair Brasil voltada à implantação de um polo industrial de baixo carbono no município de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza.

O projeto prevê a integração, em um mesmo território, de diferentes atividades industriais e tecnológicas associadas à transição energética, incluindo produção de hidrogênio verde, armazenamento de energia em larga escala, infraestrutura digital e indústrias eletrointensivas.

O presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, destacou que o anúncio ocorre em um momento simbólico para o setor produtivo cearense. “Discutimos transição energética há mais de seis anos, e este momento representa um passo muito importante. A feira reúne a indústria tradicional do Ceará, forte e consolidada, com essa nova indústria que surge no mundo, ligada à inovação, à inteligência artificial e às novas tecnologias. O anúncio desse hub reforça que o Estado está preparado para esse novo ciclo de desenvolvimento, no qual energia e tecnologia serão elementos centrais para a competitividade”, afirma.

O presidente da Qair Brasil, Armando Abreu, explicou que o Hub NetZero Égalité foi concebido para ampliar as oportunidades de desenvolvimento industrial no entorno do Complexo do Pecém, criando um ecossistema industrial capaz de conectar diferentes atividades produtivas. “Nosso objetivo é construir um ambiente de complementariedade com tudo aquilo que o Porto do Pecém já oferece. Queremos criar condições para que fornecedores e clientes instalem aqui as suas operações, desenvolvendo atividades industriais associadas à transição energética. O propósito do hub é justamente conectar essas oportunidades e permitir que novos investimentos se consolidem no Ceará”, disse.

Representando o Governo do Estado, o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Danilo Serpa, ressaltou que iniciativas como o Hub NetZero Égalité reforçam a estratégia de atração de investimentos voltados à economia de baixo carbono. “O Ceará tem trabalhado para construir um ambiente favorável ao investimento e à inovação. Projetos como esse mostram que o Estado continua sendo visto com confiança por empresas que acreditam no nosso potencial. A Adece tem atuado para apoiar essas iniciativas e contribuir para que novas oportunidades de desenvolvimento se concretizem.”

Também presente no evento, o presidente do Sindienergia, Luís Carlos Queiroz, destacou o papel do setor energético no processo de transformação industrial e ressaltou a importância da articulação entre empresas, entidades representativas e investidores. “Há cerca de 25 anos, quando começávamos a discutir energia eólica no Estado, muita gente ainda não tinha clareza sobre o potencial desse setor. Hoje vemos que aquela visão se transformou em uma realidade que impulsiona a economia e atrai investimentos. Projetos como o apresentado agora mostram que estamos avançando para uma nova etapa dessa história.”

A secretária de Desenvolvimento Econômico e Sustentável de São Gonçalo do Amarante, Magnólia Rocha;  o presidente da Aeris Energy, Alexandre Negrão; e o consultor de Energia da FIEC, Jurandir Picanço; também participaram do anúncio.

Transição energética e nova indústria

Com área estimada em 301,83 hectares, o empreendimento deve contar com 30 lotes industriais, além de infraestrutura energética estruturada a partir da conexão com subestações de 500 kV e 230 kV, criando condições para a instalação de operações industriais de grande porte.

Entre os projetos associados ao hub estão as plantas de hidrogênio verde H2 Fraternité e H2 Liberté, sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) e o data center Grand Réseau, concebido para operar com energia renovável gerada na própria região.

Segundo estimativas da Qair, os investimentos relacionados ao complexo podem alcançar R$ 45 bilhões até 2050, considerando iniciativas ligadas à geração renovável, produção de hidrogênio verde, baterias e infraestrutura tecnológica. A expectativa também inclui a criação de milhares de empregos diretos, indiretos e induzidos ao longo das diferentes etapas de implantação.

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