Moda ganha passarela na abertura da Feira da Indústria FIEC e destaca criatividade do setor no Ceará
Design, criatividade e indústria dividiram a mesma passarela na abertura da Feira da Indústria FIEC, nesta segunda-feira (09/03), no Centro de Eventos do Ceará. Concebido pelo estilista cearense Ivanildo Nunes — reconhecido internacionalmente por levar o artesanato do estado à Semana de Moda de Paris —, o desfile inaugural apresentou ao público uma leitura criativa do potencial produtivo da indústria cearense, reunindo referências do universo industrial em peças que dialogam com inovação, identidade e tecnologia.
Realizado logo após a solenidade oficial de abertura da Feira, conduzida pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, o desfile funcionou como um primeiro panorama do que o evento propõe: mostrar que a indústria também se expressa por meio da criatividade e da cultura material.
Ao todo, 35 modelos representando os 39 sindicatos industriais vinculados à FIEC desfilaram na passarela do FIEC Connect, arena dedicada aos desfiles e às principais palestras da programação. A curadoria artística do espaço é assinada pelo produtor artístico Cláudio de Santana.
A iniciativa foi liderada pelo Sindicato das Indústrias de Confecções e Vestuário do Estado do Ceará (SindRoupas), que assumiu o desafio de traduzir, na linguagem da moda, a diversidade dos setores produtivos representados na Federação.
O presidente do SindRoupas, Paulo Rabelo, destacou o significado do momento para o setor e para a própria indústria cearense. “Missão cumprida. A gente se emociona porque há muito trabalho por trás de tudo isso. A indústria foi muito bem representada e as pessoas conseguem se reconhecer nesse processo produtivo. A moda tem um grande poder de conectar pessoas e empresas, e esse desfile mostra justamente essa conexão entre moda e indústria”, afirmou.
Segundo Rabelo, iniciativas como essa ajudam a reforçar o papel da moda como parte estratégica do setor produtivo. “É um recado importante tanto para a população quanto para a própria indústria. A moda está inserida nesse contexto produtivo e tem capacidade de gerar conexão e valor”, acrescentou.
A fim de construir a narrativa visual da apresentação, Ivanildo Nunes partiu de um desafio proposto pelo SindRoupas: transformar a diversidade da indústria em peças que dialogassem entre si, sem perder a identidade de cada segmento produtivo.
Conforme o estilista, o processo começou com uma ampla pesquisa sobre os setores representados pelos sindicatos da Federação. “Primeiro fiz uma pesquisa para entender o que cada sindicato representava. A partir disso, conseguimos trazer para o desfile elementos como trigo, algodão, pneu, energia solar, energia eólica e alimentos, entre outros. Foi uma infinidade de referências que ajudaram a compor as peças”, explicou.
Para ele, o principal desafio foi equilibrar diferentes linguagens em uma mesma narrativa estética. “O maior desafio era reunir arte, moda e indústria no mesmo desfile. Acredito que conseguimos alcançar esse objetivo”, afirmou.
Experiência imersiva inédita
A abertura também marcou, por meio do FIEC Connect, a estreia, no Brasil, de uma sala imersiva exclusiva para apresentações de moda. Com capacidade para cerca de mil pessoas, o espaço foi projetado para ampliar a experiência do público e aproximar espectadores e criadores.
O ambiente conta com paredes revestidas por painéis de LED, criando cenários digitais que dialogam com as coleções apresentadas e transformam a apresentação em uma experiência audiovisual.
A programação inclui mais de 20 desfiles ao longo dos dois dias da Feira da Indústria FIEC. As apresentações reúnem criações autorais, marcas consolidadas e projetos especiais ligados à cadeia produtiva da moda no estado.
Além do SindRoupas, participam da construção dessa agenda da confecção e da moda os sindicatos Sinditêxtil, Sindicouros, Sindialgodão, Sindconfecções, Sindiredes, Sindindústria e Sindcalf, reforçando a articulação entre diferentes elos da indústria cearense.
Feira projeta indústria cearense para o país
Com o tema “A indústria conectada ao seu dia a dia”, a Feira da Indústria FIEC deve receber cerca de 80 mil visitantes em dois dias, ocupando integralmente o Centro de Eventos do Ceará com experiências, exposições e oportunidades de negócios.
A programação está organizada em seis ilhas temáticas: Indústria Alimentícia; Moda Produtiva; Indústria Construtiva; Indústria Mecânica, Energia e Química; Indústria da Impressão e Insumos; e a Ilha Institucional.
Nesta última, estarão reunidas as casas do Sistema FIEC — SESI Ceará, SENAI Ceará, IEL Ceará, Observatório da Indústria Ceará e Centro Internacional de Negócios (CIN) —, além de um espaço dedicado ao HUB ODS Ceará, assim como estandes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e de parceiros como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Caixa Econômica Federal e o Governo do Estado.
A Feira da Indústria FIEC conta com o patrocínio da CNI, do Sebrae, do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), da Caixa Econômica Federal e da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), além do apoio da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), do Complexo do Pecém e do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), instituições que contribuem para fortalecer iniciativas voltadas ao desenvolvimento industrial, à inovação e à competitividade no Ceará.
Combinando tecnologia, conhecimento e criatividade, a Feira busca mostrar ao público como a indústria está presente no cotidiano e como diferentes setores produtivos contribuem para o desenvolvimento econômico e para a competitividade do Ceará.
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