Sob presidência da FIEC, Câmara Setorial de Segurança Hídrica debate cenário das bacias e das obras estruturantes no Ceará
A Câmara Setorial de Segurança Hídrica realizou, na última quinta-feira (05/02), reunião ordinária na sede da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. O encontro foi conduzido pelo presidente da Câmara Setorial e do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Heitor de Mendonça Studart, e teve como foco a análise do cenário hídrico estadual, o acompanhamento de obras estruturantes e a definição de diretrizes para 2026.
Neste ano, a presidência da Câmara Setorial de Segurança Hídrica é exercida pela FIEC. A diretoria do colegiado é composta ainda pelo vice-presidente Odílio Coimbra, representante da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), e pelo secretário-geral Hyperedes Macedo, da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE).
Um dos principais destaques da reunião foi a exposição do secretário executivo da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH), Ramon Rodrigues, que apresentou um diagnóstico atualizado da situação hídrica do Estado por bacia hidrográfica. Segundo os dados apresentados, as bacias do Banabuiú, Médio Jaguaribe e Sertões de Crateús encontram-se em níveis críticos, abaixo de 30% de capacidade.
Durante a apresentação, foi informado que, após sete anos sem repasses, foi autorizada a transferência de aproximadamente 6 m³ por segundo do Açude Castanhão para a Região Metropolitana de Fortaleza. Apesar do cenário de atenção em algumas regiões, o volume acumulado das reservas hídricas garante segurança para o abastecimento ao longo de 2026. Diante da previsão de baixo potencial de recarga no sistema hídrico em 2026, a gestão estadual já trabalha com planejamento prospectivo, priorizando ajustes preventivos para 2027.
Também foram apresentados e debatidos os avanços de obras estruturantes consideradas estratégicas para o Ceará, que passarão a ser acompanhadas mensalmente pela Câmara Setorial. Entre elas estão o Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), o Ramal do Salgado, o Açude Fronteiras, em Crateús, a Malha d’Água e o Cinturão das Águas do Ceará (CAC).
Outro ponto da pauta foi a apresentação, pela equipe técnica da Câmara de Comércio Brasil–Portugal, de uma proposta de missão técnica ao país europeu, com visitas às regiões do Alentejo e Algarve e aos portos de Sines e Lisboa. A iniciativa tem como objetivo promover intercâmbio com o setor produtivo local, especialmente nas áreas do agronegócio e da gestão hídrica, considerando a similaridade entre o semiárido nordestino e o território do Alentejo.
Ao final da reunião, os membros definiram como pauta fixa da Câmara a apresentação periódica da situação hídrica de cada bacia do Estado, com a participação e posicionamento dos respectivos comitês gestores. A medida busca fortalecer o acompanhamento técnico e a governança colaborativa das políticas de recursos hídricos no Ceará.
Instituídas em 2008 e vinculadas à Adece, as Câmaras Setoriais foram inspiradas no modelo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e passaram por sucessivos aprimoramentos, culminando no formato atual, consolidado em 2022. A estrutura tem como missão propor, acompanhar e apoiar projetos voltados ao desenvolvimento sustentável do Estado, promovendo a articulação entre setor produtivo e poder público.
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