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Sindbebidas promove workshop sobre Reforma Tributária e prepara empresas do setor para transição ao novo regime de impostos

23/01/2026 - 14h01

O ano de 2026 deve marcar o início da implementação da Reforma Tributária e, para auxiliar os empresários no processo de transição, o Sindicato das Indústrias de Águas Minerais, Cerveja e Bebidas em Geral no Estado do Ceará (Sindbebidas) promoveu, nesta quinta-feira (22/01), um workshop sobre o novo regime de impostos. Destacando impactos, desafios e estratégias para a mudança de modelo, a ação contou com a presença de representantes do setor, consultores e especialistas em tributação.

Segundo a Presidente do Sindbebidas, Camila Fragoso, o debate sobre a reforma é de extrema relevância para o desenvolvimento econômico, a competitividade das empresas e a segurança jurídica do nosso país, mas ainda gera dúvidas e questionamentos entre os industriais, especialmente diante da criação do Imposto Seletivo (IS), que incidirá sobre itens como bebidas alcoólicas e refrigerantes.

“Em reuniões de associados, vimos que ainda existiam muitas dúvidas no nosso setor. Vários pontos ainda estavam em desenvolvimento e as empresas não estavam preparadas. Por isso, tivemos a iniciativa de criar esse momento, um workshop para tirar dúvidas, orientativo e que realmente trouxesse luz às empresas, desse um direcionamento”, afirma Camila. “Nosso setor é bem abrangente e vai desde a água mineral à cachaça, então a reforma vai ter um impacto bem significativo, principalmente nas bebidas alcoólicas. Quem não tiver informação, vai ficar prejudicado”, acrescenta.

O workshop abordou o panorama geral da tributação, pontos críticos na transição para o novo modelo, impactos práticos para as empresas e contenciosos. Participaram dos painéis de discussão o auditor da Secretaria da Fazenda (SEFAZ), Fernando Damasceno, o contador e consultor tributário Eliezer Pinheiro, o advogado Rafael Cruz e o Presidente do Conselho de Economia, Finanças e Tributação (COFIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Emílio Moraes.

“São muitas mudanças e o fato é que, hoje, a gente vive o mundo da transformação, o ritmo de inteligência artificial. Todo dia aparece uma notícia e a gente não sabe se é fato, se é fake e como é que nós vamos reagir. Temos que cuidar para que daqui a quatro, cinco anos, não começarem a aparecer problemas que inviabilizam o negócio. Vamos nos organizar para que o setor produtivo cearense possa se sair bem diante da reforma, que vai começar esse ano ainda em fase experimental”, pontua Roseane Medeiros, Vice-presidente da FIEC.

No último dia 14 de janeiro, foi publicada a Lei Complementar 227, que institui o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) e estabelece as regras de administração do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), duas novidades da Reforma Tributária. No entanto, Emílio Moraes destaca que ainda são necessários outros decretos e instruções legais para que as empresas possam ter real conhecimento das mudanças. 

“Para se ter uma ideia, ainda não conhecemos o percentual dos impostos. Mas as empresas estão se adaptando. O ano de 2026 será de transição, em 2027 começa a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e em 2029 começa o IBS. Existe muita dúvida entre contadores, advogados, presidentes de sindicato e empresários em geral, por isso o workshop é importante”, diz Moraes.

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5 Igualdade de gênero 8 Trabalho decente e crescimento econômico 9 Indústria, inovação e infraestrutura 11 Cidades e comunidades sustentáveis 12 Consumo e produção responsáveis 13 Ação contra a mudança global do clima 16 Paz, justiça e instituições eficazes 17 Parcerias e meios de implementação
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