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Fórum Internacional de Hidrogênio Verde discute perspectivas do setor

24/11/2021 - 18h11

Teve início hoje (24/11) o Fórum Internacional do Hidrogênio Verde, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), com organização do Grupo FRG Mídias & Eventos. O evento acontece em formato híbrido, ou seja, ministrado presencialmente e transmitido on-line, com possibilidade de os participantes acompanharem as discussões de qualquer lugar do mundo. Cerca de 1300 pessoas, de 16 países e de todos os estados do Brasil, se inscreveram.

A produção de energia e biocombustível através do Hidrogênio Verde tem se tornado uma realidade no Brasil. O setor vem criando maturidade diante das necessidades energéticas mais sustentáveis. Dentro desse cenário, Fortaleza, no Ceará, o Fórum Hidrogênio é considerado um importante ponto de encontro para o desenvolvimento de oportunidades de negócios bilaterais.

Em mensagem de vídeo gravada para o evento, o Governador Camilo Santana afirmou que as discussões sobre os desafios e oportunidades do combustível do futuro ocorrem em um momento importante para a economia do Ceará e para as questões ambientais no Brasil e em todo o planeta. "O Governo do Estado vem trabalhando firme nesse sentido. Estamos implementando, em nossa ZPE, um Hub de Hidrogênio Verde, iniciativa que conta com a parceria da FIEC e da UFC. Para além da questão econômica, o hidrogênio verde é atualmente a principal alternativa para a descarbonização do planeta. Reduzir a emissão de poluentes se tornou um grande desafio para o mundo todo, e todos têm de estar unidos nesse sentido: poder público, iniciativa privada e academia", destacou.

Camilo Santana ressaltou ainda a assinatura de 12 memorandos de entendimento com grandes multinacionais do setor e a perspectiva de novos acordos ainda neste ano, o que coloca o Ceará na vanguarda do hidrogênio verde em todo o país. Na avaliação do Governador, a chegada dessas grandes empresas certamente mudará a realidade socioeconômica do estado, com novas oportunidades e geração de emprego e renda para os cearenses.

Lutar contra a crise climática não é mais uma opção, é um imperativo, afirmou o Presidente Ricardo Cavalcante. "O hidrogênio verde é um vetor energético que pode contribuir de maneira decisiva no processo de melhoria das condições climáticas do nosso planeta", disse. A FIEC esteve presente na COP26, a convite do Ministério do Meio Ambiente, representando a Associação Nordeste Forte e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). "Lá pudemos confirmar que o Ceará está no caminho certo quando parte na frente em busca de sua afirmação como estado referência na construção de caminhos para a produção de hidrogênio verde. Temos consciência do quanto podemos contribuir para o processo de descarbonização do planeta, e, simultaneamente, para o desenvolvimento sustentável do estado do Ceará e da Região Nordeste do Brasil", avaliou.

Recentemente, o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, durante evento no Catar, nos Emirados Árabes, externou o apoio do Governo Federal para a produção do hidrogênio verde na Região Nordeste, e afirmou, de acordo com Ricardo Cavalcante: "trata-se de um projeto para industrializar o Nordeste, gerar empregos verdes e criar condições para acelerar a transição energética".

Na COP26, a FIEC também mostrou o case Ceará, que a partir de uma parceria entre o Governo do Estado, a UFC e o Complexo do Pecém, criou um ambiente amplamente favorável ao hidrogênio verde. "Tudo isso pode ser perfeitamente comprovado pelos memorandos de entendimento já assinados com grandes empresas em âmbito mundial, e que estão investindo recursos para a produção do hidrogênio verde em nosso estado. E não foi por acaso que a FIEC se prontificou a apoiar esse fórum com o intuito de mais uma vez contribuir para disseminar conhecimento sobre este tema", destacou o Presidente da FIEC. O hidrogênio verde é uma solução energética que veio para ficar, concluiu Ricardo Cavalcante. "O nosso estado tem sido pioneiro em investimentos e produção dessa fonte limpa e renovável. E a FIEC está, desde o início, totalmente engajada e participando ativamente desse virtuoso projeto", concluiu.

A ideia de transformar o estado do Ceará em uma referência na produção de hidrogênio verde é algo que está a entusiasmar todos os cearenses e os brasileiros. A afirmação é do Reitor da UFC, Cândido Albuquerque. "O Ceará tem todas as condições naturais para ser uma grande referência na produção de hidrogênio verde. As universidades estão preparadas para desvendar essa nova fronteira, para que possamos conquistar as novas tecnologias necessárias para que possamos transformar o nosso estado nessa referência internacional", avaliou.

O evento vem para colaborar com um setor em fase de expansão. Um estudo contratado pelo World Energy Council revela que, ao final de 2020, cerca de 20 nações já possuíam estratégias de hidrogênio publicadas e outros 14 apoiavam projetos pilotos do setor. Ainda segundo o estudo, países que hoje representam 80% do PIB global devem desenvolver estratégias de hidrogênio verde até 2025, incluindo o Brasil, o qual tem a missão de reduzir 43% das emissões de gases de efeito estufa até 2030.

O mercado brasileiro segue aquecido e dados do Governo Federal já revelam esforços para o desenvolvimento do setor no país, como as diretrizes para o Programa Nacional do Hidrogênio. Além disso, o Ministério de Minas e Energia também mostra que o país conta hoje com 83% de energias renováveis em sua matriz energética, e que a mesma tem um grande potencial para gerar hidrogênio verde de forma altamente competitiva. Durante o Fórum Hidrogênio, assuntos pertinentes ao assunto estão sendo debatidos, unindo não só a experiência empresarial, mas também estudos e pesquisas da área acadêmica sobre o assunto.

Programação

Dezesseis painéis sobre o assunto estão previstos durante os dois dias. Estão previstas discussões sobre barreiras, oportunidades, impedimentos jurídicos, tecnologias, financiamentos, capacitação e perspectivas do setor de hidrogênio. O evento é um dos mais esperados pelo setor, uma vez que a movimentação interna brasileira de hidrogênio é estimada em 20 bilhões de dólares anuais até 2040 e falar sobre o assunto tem sido cada vez mais importante para debater regulamentações, novas tecnologias e políticas públicas para fortalecer seu crescimento.

Ao longo da manhã, ocorreram dois painéis, além da abertura oficial. O painel “Hub de Hidrogênio Verde” contou com participação da Secretária do Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará, Roseane Medeiros; do Presidente da Câmara de Energias Renováveis, Jurandir Picanço; da Diretoria Comercial do Complexo do Pecém, Duna Uribe; do Diretor do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Ceará (UFC), Fernando Nunes. A moderação foi do Coordenador da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Constantino Frate.

“Infraestrutura e Licenciamentos para Hub de Hidrogênio Verde” foi o tema do outro painel. Participaram das discussões o Presidente da Companhia de Gás do Ceará (Cegás), Hugo de Figueiredo; o Secretário da Infraestrutura do Estado do Ceará, Adão Linhares; o Superintendente da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Carlos Alberto Mendes; o Presidente da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), Eduardo Neves; e o Pesquisador Sênior do INMETRO e Vice-Presidente da Associação Brasileira do Hidrogênio (ABH2), Sérgio Pinheiro de Oliveira. A moderação ficou por conta do Secretário do Meio Ambiente do Estado do Ceará, Artur Bruno.
Durante a tarde, a Vice-Presidente da FIEC e Secretária Executiva da Indústria do Estado Do Ceará (SEXEC/SEDET), Roseane Medeiros, foi a moderadora do painel “Investimentos em hubs de hidrogênio verde no Brasil”, que contou com a participação de Gustavo Silva, Diretor de Operações da Gair Brasil; Guilherme Ricci, Diretor de gás natural e hidrogênio da White Martins; Mark Mchugh, Diretor da Trans Hydrogen Slliance e Cayo Moraes, Gestor Executivo EDP Energia Pecém.

O último painel do dia, foi moderado por Joaquim Rolim, Coordenador de Energia da FIEC, sobre “Programa Nacional do Hidrogênio” e teve a participação de Agnes Maria de Aragão da Costa, Chefe da ASS Especial em assuntos regulatórios do MME; Christian Vargas, Chefe da ASS Especial de relações internacionais do MME; Thiago Vasc. Barral Ferreira, Pres. Da empresa de planejamento energético (EPE) e Fábio Vinhado, Coord. Geral do Renovabio.

O evento pode ser acompanhado AQUI.
 

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