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Juliana Guimarães, superintendente da FIEC, publica artigo no O Povo

05/09/2019 - 11h09

Em artigo publicado hoje (5/9), no Jornal O Povo, a superintendente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Juliana Guimarães, fala sobre diversidade no mercado de trabalho. Confira: 

Diversidade. Isso dá resultado?

Começo minha suspeição. Sou mulher, mãe e líder ocupante dos chamados altos cargos. Assumi grande cadeira e senti na pele o pavor de parecer pequena para ela. Trouxe para o cargo a força, empatia e olhar superlativo que mulheres/mães/executivas possuem. O prefácio de confessionário representa uma das vantagens de ter mulheres em equipes: a coragem de se expor, de defender suas crenças e reconhecer com o mesmo destemor, quando não fazem mais sentido.

Levanto a bandeira da diversidade defendendo a inclusão feminina. Não a assistencialista, mas baseada em indicadores, resultados financeiros e despida do preconceito que nos coloca como perdedora das decisões de assunção a altos cargos. Mas essa talvez seja a bandeira mais confortável de se levantar.

Gênero foi o primeiro tema de diversidade a entrar em foco e o que mais evoluiu em termos de políticas de RH. Idade, cor, orientação sexual são grupos com lutas mais recentes e árduas. Embora respeito e humanidade devessem ser suficientes para justificar igualdade de oportunidades, o tema tem ido aos trend topics porque dá lucro! E empresas atentas a essa guinada preparam-se para não perder a onda do futuro.

Pesquisa da McKinsey, divulgada em 2018, apontou que empresas com diversidade de gênero lucram 21% em média a mais que as outras. E não apenas a tão desejada inovação é conseguida em ambientes diversos. Quanto maior a diferença de background, opiniões e referências, melhores são as decisões.

Respeitar ideias, culturas e histórias de vida, é combustível para criatividade. Portanto, ter um padrão entre os executivos, qualquer que seja, não parece ser bom negócio. Além disso, tais grupos ganharam poder de compra e seus mercados crescem rápido. Nessa toada, grandes marcas compreenderam que o consumidor deseja ser aceito, e isso tem força imensa, principalmente entre grupos escanteados que recomendam com mais vigor empresas com práticas diversas e inclusivas. É quando se conclui que preconceito não é apenas sentimento hostil concebido sem exame crítico, ele é financeiramente ruim.

 

Clique AQUI e confira o artigo no site do Jornal O Povo.

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