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Ceará exportou para 117 países no primeiro bimestre de 2019

14/03/2019 - 11h03

O Ceará exportou, no primeiro bimestre de 2019, para 117 países. Os que mais compraram do Ceará foram Estados Unidos, Itália e Coreia do Sul. Os Estados Unidos são destino de 31,9% de tudo que é vendido pelo Ceará no comércio internacional. Os principais produtos comprados do Ceará pelos americanos são placas de aço e pás eólicas, totalizando US$ 126,1 milhões. A Itália, por sua vez, participa com 18,79% do total das exportações, com US$ 74,2 milhões comprados do Estado, principalmente em semimanufaturados de ferro e aço. A Coreia do Sul fica com 7,36% do total exportado pelo Ceará, o que corresponde a US$ 29,07 milhões. Os dados são do estudo Ceará em Comex, realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). 

A Coreia do Sul, no mesmo período do ano passado, detinha o segundo lugar, mas perdeu o posto para a Itália, que registrou um crescimento de 688% nas compras dos produtos cearenses. Outro destaque em crescimento é a República Tcheca que aumentou o volume de compras de US$ 66,1 mil para US$ 13,24 milhões e figura hoje como o oitavo país que mais compra do Ceará. Também tem as placas de aço como principal produto adquirido.

A queda de 11,1% nas importações cearenses no acumulado de 2019 alterou a posição do Estado no ranking nacional de Estados importadores, caindo de 12º em janeiro para 14º na soma dos dois primeiros meses. A redução das compras internacionais do Estado é justificada principalmente pelo decréscimo de 39,4% nas compras externas de São Gonçalo do Amarante, cidade líder nas importações cearenses, que registrou US$ 119,3 milhões no primeiro bimestre de 2019.

Outras cidades como Maranguape, Aquiraz e Eusébio também registraram quedas nas importações em comparação com o mesmo período de 2018. O município que exibiu maior aumento foi o de Acaraú, saindo de modestos US$ 5,7 mil para mais de US$ 9,1 milhões, no biênio analisado, na compra de equipamentos de energia eólica vindos da China.

Com as importações de Acaraú, a China ultrapassou os Estados Unidos e atualmente é a principal origem das importações cearenses com US$ 85,6 milhões. As duas nações juntas, representam quase a metade de tudo que o Ceará compra do exterior. O país norte-americano vem em seguida com um total de US$ 84,7 milhões e um aumento de 118,1% em relação à 2018.

A Argentina, principal fornecedora de trigo para a indústria de massas cearense ocupa a terceira posição, com um total de US$ 35,9 milhões. Moçambique e Colômbia são os maiores fornecedores internacionais de hulha betuminosa para o Ceará e ocupam, respectivamente, a 4ª e 5ª posições nessa lista. Destaque para Austrália, que fornece insumos para a produção de defensivos agrícolas e totalizou US$ 11,1 milhões exportados para o Estado.

Confira o estudo completo AQUI

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O Centro Internacional de Negócios da FIEC apoia a internacionalização das empresas cearenses e promove ações estratégicas, de capacitação e relações institucionais, com o objetivo de impulsionar as exportações e importações da indústria do Ceará. Faz parte da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), que junto com Serviço Social da Indústria (SESI Ceará), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Ceará), Instituto Euvaldo Lodi (IEL Ceará) e o Observatório da Indústria formam o Sistema FIEC.

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