Balança comercial do setor químico registra queda em 2021

As exportações e as importações do setor químico no Ceará registram queda, no acumulado até maio deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. As vendas do setor para outros países registraram US$2.1 milhões, valor 6,7% menor que o de 2020. Já as compras do exterior, registraram US$99.8 milhões, o equivalente a queda de 9,1% em relação a 2020. As informações são do estudo Setorial em Comex, elaborado e divulgado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

Os principais produtos vendidos são herbicida à base de glifosato ou seus sais, de imazaquim ou de lactofen; outras preparações capilares; sombra, delineador, lápis para sobrancelhas e rímel; outros rodenticidas apresentados de outro modo; e cimento/argamassa, a base de magnesita calcinada, refratário. Entre as compras, os principais itens são glifosato e seu sal de monoisopropilamina; clorpirifós; ácido 2,4-diclorofenoxiacético (2,4-D), seus sais e seus ésteres; e picloram.

Chile, Guatemala, Cabo Verde, Argentina e Peru são os principais destinos das exportações do setor químico cearense. Em relação às importações, as compras acontecem de China, Índia, Estados Unidos, Taiwan e Alemanha. O município que mais exporta e o que mais importa é Maracanaú.

“O destaque nas exportações do setor químico vai para a área de cosméticos e perfumaria. O segmento é reconhecido internacionalmente por sua vasta diversidade e alta qualidade. O setor cresce e ganha espaço no mercado externo", analisa a gerente do CIN, Karina Frota.

De acordo com a assessora especial do Centro Internacional de Negócios, Lais Bertozo, pode-se destacar também, quanto às exportações, que houve aumento das vendas de produtos para cabelos e maquiagem; aumento das vendas para Guatemala e Cabo Verde; e necessidade de fortalecer vendas para países da América do Sul diante de diminuição neste ano. Em relação às importações, os destaques foram o crescimento na compra de glicosado e clorpirifos; e aumento de 78% nas compras da Índia, o que demonstra, segundo Lais Bertozo, que as empresas cearenses estão buscando outros mercados para fornecer produtos, além da China.

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