IV Seminário de Saúde e Segurança do Trabalho do SESI Ceará reúne indústria, poder público e especialistas em debates sobre desafios e oportunidades da gestão em SSMA
Com a proposta de discutir os desafios e as oportunidades da gestão de SSMA (Segurança, Saúde e Meio Ambiente) no contexto brasileiro, o SESI Ceará realizou, nesta terça-feira (29/07), a 4ª edição do Seminário de Saúde e Segurança do Trabalho. Reunindo representantes da indústria e do poder público, assim como profissionais da área, o evento abordou a prevenção, identificação e redução de riscos ocupacionais, de forma a garantir ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis nas organizações.
Neste ano, a programação incluiu mais de 20 palestras e mesas-redondas distribuídas em cinco painéis: Saúde e Segurança do Trabalho no Ecossistema Jurídico-Normativo; Promoção da Saúde e Qualidade de Vida nas Organizações; Governança e Estratégias em Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA); e Inteligência Artificial e Novas Tecnologias em Saúde e Segurança do Trabalho.
As boas-vindas do seminário foram concedidas pelo Diretor Administrativo da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Chico Esteves, representando o Presidente da instituição, Ricardo Cavalcante. Para Esteves, os debates promovidos ao longo do seminário fortalecem a cultura de saúde e segurança como “pilares indissociáveis” do desenvolvimento industrial e do bem-estar dos trabalhadores.
“O tema central deste ano nos convida a refletir sobre questões urgentes e atuais, como saúde mental, riscos psicossociais, inteligência artificial aplicada à saúde, segurança jurídica e estratégias para o futuro do trabalho, que certamente permitirão um impacto real na gestão da SST das organizações. Esse momento de debate e aprendizado é uma prova do nosso compromisso com ambientes industriais seguros, saudáveis e produtivos”, afirma o Diretor da FIEC.
Em mensagem por vídeo, Paulo André Holanda, Superintendente do SESI Ceará e Diretor Regional do SENAI Ceará, agradeceu aos gestores e colaboradores do Sistema FIEC envolvidos na organização do seminário, além de indústrias e instituições parceiras que contribuíram para a construção de uma agenda conjunta sobre saúde e segurança do trabalho.
“São temas muito relevantes para o nosso país, no que diz respeito a compliance, à saúde mental, ética, trabalho seguro nas organizações para ter qualidade de vida, e essa pauta muito importante que é a inteligência artificial e as novas tecnologias. Precisamos estar muito atentos a tudo isso para que possamos ser mais assertivos nas nossas ações. Muitos segmentos e muitos setores hoje se congregam neste evento e nessa jornada como um todo”, pontuou.
Veridiana Sales, gerente da Unidade de Saúde e Segurança para a Indústria do SESI Ceará, homenageou alguns dos profissionais da área que atuam na instituição, ressaltando o protagonismo e a liderança técnica do SESI na promoção da saúde e segurança dos trabalhadores.
“Ouvimos demandas, compartilhamos soluções e reforçamos o nosso compromisso com ambientes de trabalho que promovem saúde, segurança e inovação. E por trás de tudo isso estão as pessoas, que são a força motriz de toda a transformação. Em um mundo de mudanças tão rápidas, tecnologias e inovações, é com a participação ativa de cada um de vocês que construímos juntos esse futuro”.
Convidado para participar do seminário, Emmanuel Lacerda, Superintendente de Saúde e Segurança na Indústria do SESI Nacional, também conduziu a palestra de abertura do evento, com o tema “Indústria e Saúde: Estratégia e Criação de Valor”.
Segundo Lacerda, é preciso ampliar o olhar sobre a saúde e a segurança no trabalho, levando em consideração o acesso da população a serviços de saúde de qualidade no país e ao sistema de seguridade social, fator que também afeta o bem-estar dos funcionários.
O Superintendente apresentou dados que destacam a saúde pública como maior preocupação de grande parte dos brasileiros e desafio para os governantes. “Existem doenças comuns, aspectos que não estão relacionados ao trabalho, mas que embora não estejam relacionadas e não sejam necessariamente obrigação do empregador das empresas, elas compõem algo que a gente chama de ‘invisível’. O ‘invisível’ que afeta também os negócios”, afirmou.
Alguns dos impactos “invisíveis” das Doenças Não-Transmissíveis (DNTs) e de problemas de saúde mental apontados por Lacerda são o absenteísmo, o presenteísmo, a perda de produtividade e o desengajamento dos trabalhadores.
Diante desse cenário, ele destacou a visão estratégica do SESI na área de saúde, atuando com ações de proteção, promoção, prevenção e primeira atenção. “Nós acreditamos na prevenção. Acreditamos que vamos fazer o uso de promoção de saúde e da prevenção para não adoecer, para não custar caro ao país ou custar caro à empresa que paga um plano de saúde. Esse é um outro modelo mental de como temos que abordar a questão da saúde do trabalhador de uma forma integrada”, diz Lacerda.
A programação do IV Seminário de Saúde e Segurança do Trabalho teve sequência com palestras sobre o papel da Indústria no Programa Trabalho Seguro do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região; gestão corporativa para ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis; sistemas de gestão de SST e gestão ambiental; ecossistema Jurídico-Normativo em SST; higiene ocupacional; inteligência artificial em SST; atividades físicas e longevidade; ESG no contexto do saneamento; e editais de fomento em SST para indústrias.