SIMEC realiza reunião mensal com apresentação de produtos e serviços do Núcleo ESG-FIEC, IEL Ceará e Observatório da Indústria para associados
O Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico no Estado do Ceará (SIMEC) realizou, na última terça-feira (18/02), na Casa da Indústria, sua reunião mensal para tratar de pautas relevantes para o setor. O encontro deste mês também foi marcado por apresentações de serviços e produtos do Sistema FIEC para os empresários associados. Participaram do evento gestores e colaboradores do Núcleo ESG-FIEC, do IEL Ceará e do Observatório da Indústria.
Para o presidente do SIMEC, César Barros, a rodada de palestras reforçou que os associados podem contar com a estrutura e a expertise dos profissionais da Federação das Indústrias para fortalecer seus empreendimentos por meio da qualificação, inovação e acesso a informações estratégicas.
"É sempre importante salientar que todas as casas do Sistema FIEC – o IEL, o SENAI, o SESI – assim como os serviços prestados pela Federação, estão à disposição para nos apoiar. Nós, dos sindicatos associados, temos acesso a cursos, consultoria ESG, estudos do Observatório da Indústria, programas de inovação e outras ferramentas essenciais para que nossas empresas possam avançar no mercado. Hoje foi uma oportunidade de mostrar um pouco mais dessa estrutura ao nosso setor", destacou.
A primeira palestra foi ministrada pela gestora do Núcleo ESG-FIEC, Alciléia Farias, que apresentou a Plataforma de Certificação ESG da FIEC, disponível para as empresas.
"Para que seu produto e sua indústria sejam reconhecidos como sustentáveis, há uma série de critérios e indicadores a serem atendidos. O Núcleo ESG-FIEC pode certificar sua indústria por meio das boas práticas adotadas. Um exemplo é a Durametal, que recebeu o Selo ESG da FIEC em sua melhor classificação, o Triple A, emitido pela Bureau Veritas, um organismo certificador internacional", explicou Alciléia.
Em seguida, o especialista em inovação do IEL, Fábio Braga, apresentou as iniciativas do IEL Ceará voltadas para a inovação e a estratégia empresarial. Ele detalhou programas como o Hub de Inovação, o PDI On Demand e a realização de hackathons, além de destacar casos de sucesso de empresas associadas ao SIMEC, como a Polimatec e a Central das Correias, que inovaram e alcançaram resultados expressivos.
"Hoje vim compartilhar um produto do IEL que permitiu a algumas empresas contar com um time próprio de inovação. São pesquisadores que transitam entre a academia e o setor empresarial, permitindo o desenvolvimento de soluções inovadoras dentro do ambiente de negócios. Se você deseja inovar, independentemente da área de atuação da sua empresa, o IEL oferece esse acompanhamento completo", afirmou Fábio.
Por fim, o gerente do Observatório da Indústria, Guilherme Muchale, apresentou uma análise sobre a taxação do aço anunciada pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida, prevista para entrar em vigor no próximo mês, impõe uma sobretaxa de 25% sobre as importações de aço e alumínio do Brasil.
"Essa decisão é controversa porque ignora acordos comerciais previamente estabelecidos pelos Estados Unidos, tanto no âmbito do tratado de livre comércio com México e Canadá quanto no acordo vigente sobre a importação do aço brasileiro, negociado com o Itamaraty em 2018. No entanto, há expectativas de que negociações sejam conduzidas para reverter ou flexibilizar essa medida, como já foi sinalizado no caso da Austrália", explicou Muchale.
Ao analisar o cenário para o setor em 2025, o presidente do SIMEC, César Barros, demonstrou otimismo quanto às perspectivas para a indústria metalúrgica.
"Este é um ano de muitas expectativas. Esperamos que seja um período produtivo e de crescimento. Algumas incertezas, como a taxação do aço imposta recentemente pelos Estados Unidos, ainda precisam ser avaliadas, mas acredito que se trata de uma questão mais especulativa, e que conseguiremos nos adaptar ao mercado. Seguiremos trabalhando juntos pelo fortalecimento do setor", concluiu.