FIEC apresenta ferramenta metodológica de fortalecimento das redes colaborativas

Uma ferramenta metodológica para formar rede colaborativa para construção de um futuro mais inovador, empreendedor, sustentável e competitivo. A Federação das Indústrias do Estado do Ceará(FIEC), através do Programa para Desenvolvimento da Indústria(PDI), apresentou pela primeira vez à sociedade o MAPP, instrumento mobilizador de ações por meio de planejamento e parcerias a fim de fortalecer o ambiente de negócios local.

O lançamento ocorreu na tarde de quarta-feira (6/7), com a presença de empresários, empreendedores, pesquisadores e representantes governamentais de fomento à Inovação no Estado. Eles acompanharam palestras sobre experiências em redes colaborativas e debateram modelos de arranjos entre organizações. O coordenador de cooperação do Núcleo de Economia e Estratégia, Mário Gurjão, explica que a FIEC tem fortalecido a criação de um ambiente de parcerias entre instituições com o objetivo de promover uma rede de inovação que traga ganhos de competitividade à indústria. local.

Ele cita a formação da Rede Empreender com 33 organizações, da rede de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia e, em breve, a criação de uma rede de sustentabilidade. "A cooperação entre organizações tem sido nossa bandeira. Escolhemos três temas que podem ser tocados e trabalhados não só pela indústria, mas pelos setores de serviços, comércio e startups. São eles: empreendedorismo, inovação e sustentabilidade. A solução dos desafios mais complexos relacionados a essas temáticas pode vir na atuação em conjunto. E agora com a apresentação do MAPP obtemos um ganho de metodologia para o nosso trabalho", enfatiza Gurjão.

Laércio Ferreira, sócio administrador da Catching Up  e doutor em Economia da Indústria e da Tecnologia pela UFRJ, foi um dos palestrantes da tarde. Ele afirmou que as empresas inovam porque colocam o conhecimento aplicado no mercado e são provocadas a inovar mais e mais a partir da reação social ao produto. "A empresa não inova sozinha. Precisa interagir e agora de forma dinâmica por conta das redes sociais. Precisa também de um melhor acesso ao financiamento de ideias para substituir tecnologias saturadas", aconselha.

O palestrante sugere que os fóruns e redes de inovação tecnológica afinem ações e debates em esforços coordenados e que as competências profissionais visualizem onde encontram-se os melhores nichos de mercado e negócios. "Um bom exemplo disso é a aproximação da Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica com o NIT do SENAI", ilustra. 

O consultor do projeto Redes Colaborativas da FIEC, Leonardo de Queiroz , explica que o MAAP deixa de lado uma abordagem isolada de criação de ideias, chamada de solução pré-determinada, e coloca em seu lugar uma solução emergente que estimula a visão, aprendizagem e ação coletivas. " O MAAP foi desenvolvido nos Estados Unidos para resolver questões de saúde. Os passos e processos dessa metodologia serão adotados nas redes colaborativas. Os benefícios são a identificação de oportunidades locais e os indivíduos trabalhando para uma agenda comum.", esclarece.

O Fórum de Redes Colaborativas e Ecossistemas de Empreendedorismo, Sustentabilidade e Inovação foi finalizado com a palestra da bolsista de produtividade em pesquisa 1D do CNPq – Profa. Dra. Associada II da Universidade Federal do Ceará – UFC, Mônica Abreu, sobre os elementos críticos de uma parque industrial como superá-los com reequipamento dessas empresas com características convencionais. 

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