Em coluna no jornal O Povo, Karina Frota analisa o comércio exterior do Ceará que superou expectativas em 2021

Confira o texto na íntegra da coluna, desta semana, da Gerente do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Karina Frota, no jornal O Povo.

Em 2021, previsões mundiais apontaram para a redução no comércio global entre as nações. No Ceará, a previsão foi otimista, e o resultado acumulado do comércio exterior do Estado superou a expectativa. A internacionalização confirmou que é um dos principais indutores do crescimento econômico e pode ser uma saída estratégica para a recuperação das empresas.

As exportações cearenses registraram recorde no valor exportado. As vendas internacionais do Estado registraram o valor de US$ 2,7 bilhões, um aumento de 47,7% se comparado com o ano anterior. As importações cearenses também apresentaram o valor recorde de US$ 3,8 bilhões, resultando um crescimento de 60,4% no ano de 2021.

Dentre os destaques, o Ceará ocupa a 14ª posição entre os estados exportadores e o 12º lugar no ranking dos estados importadores. No total, 61 municípios cearenses realizaram operações de exportação entre janeiro e dezembro de 2021. O Estado aumentou a variedade de produtos exportados para o exterior e registrou o total de 1576 tipos, o que corresponde a um crescimento de 25,9% em relação ao ano anterior.

O Ceará dobrou as exportações destinadas para os Estados Unidos, somando US$ 1,45 bilhão em 2021. O país possui a maior representatividade no que se refere aos destinos das exportações cearenses sendo responsável por comprar cerca de 53,2% do total vendido para o exterior.

Os principais produtos de interesse do país foram chapas de aço, “Partes de outros motores/geradores/grupos eletrogeradores”, lagosta, castanha de caju e couro.

Em 2021, o Ceará exportou para 138 países diferentes e o modal marítimo foi a principal escolha dos exportadores cearenses para enviar seus produtos para o exterior. Em 2022 é necessário identificar novas oportunidades de negócios no exterior e apoiar empresas visando a manutenção de seus negócios internacionais.

Reduzir custos e otimizar processos resultará em uma corrente de comércio mais expressiva. É importante seguir com a realização de uma agenda voltada para a facilitação do comércio.

Foto: JÚLIO CAESAR

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