FIEC sugere grupo de trabalho para atender demandas de empresas de alimentos por exames laboratoriais

Todo e qualquer teste laboratorial com amostras de alimentos produzidos por indústrias cearenses está sendo feito fora do estado do Ceará e até fora do país. Os testes que atestam a qualidade dos produtos para o consumidor precisam ser enviados pelo empresários, dentro da lei, para Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Muitas vezes essas instituições recomendam a realização desses testes em laboratórios acreditados por eles longe daqui. A questão é que além da demora, e do alto custo, as amostras avaliadas podem ficar prejudicadas pelo transporte e análise em um ambiente diferente do Ceará. Os industriais sugerem que os dois órgãos federais reconheçam por meio de normas de controle de qualidade os laboratórios da Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (NUTEC), UFC, UECE, IFCE e SENAI. Assim, o custo cairá e as amostram serão melhor aproveitadas.

Essa possibilidade foi o assunto da reunião da FIEC, realizada na tarde desta segunda-feira, 29/5, com a presença de representantes de nove sindicatos industriais ligados à área de alimentos e bebidas e de instituições acadêmicas e tecnológicas. A pedido do presidente da FIEC, Beto Studart, o encontro foi conduzido pelo diretor administrativo, Ricardo Cavalcante, a partir de uma articulação do Núcleo de Convênios e Parcerias (NUCOP), tendo à frente a gestora Dana Nunes. Um grupo de trabalho foi sugerido para atender as solicitações.

Os presidentes e integrantes dos sindicatos de alimentos, sorvetes, bebidas, frios e pescados, panificação, lacticínios, massas, trigo e café listaram suas demandas por exames e quais locais estão buscando esse atendimento fora do estado. As instituições acadêmicas e tecnológicas ouviram e anotaram as demandas. Foram unânimes em dizer que existe a possibilidade de atendimento. Uma delas é o NUTEC. O presidente do NUTEC, Francisco das Chagas Magalhães, fez uma apresentação institucional e quais as áreas de atuação do órgão para o uso de equipamentos para realização dos exames. O que falta é o reconhecimento e a finalização da estruturação do órgão pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (SECITECE). A UFC acredita que é mais fácil fechar o convênio em razão da aproximação do setor industrial da academia.

Para alinhar essa conversa, foi proposta a formação de um grupo de trabalho formado por integrantes da indústria e dos meios acadêmicos e tecnológicos com a finalidade de listar laboratórios, equipamentos, demandas das empresas e o preço único a ser cobrado pelas análises laboratoriais.  A primeira reunião do grupo será no dia 7 de junho, às 17h, na FIEC. O prazo final para apresentar um proposta concreta para atender as indústrias, a pedido de Ricardo Cavalcante, é no dia 29 de junho.

Fazem parte do grupo o diretor regional do SENAI Ceará, Paulo André Holanda, que será o coordenador; o presidente do Sindialimentos, André Siqueira, que vai representar os sindicatos; Iêda Montenegro pelo NUTEC; Juliana Gasparini e Lucicléia Barros pela UFC; e  o vice-presidente financeiro do Sindtacticinios, Frederico Hosanan.

O diretor administrativo da FIEC, Ricardo Cavalcante, afirma que a FIEC preferiu procurar as instituições acadêmicas e tecnológicas já parceiras, em vez de pensar em montar um laboratório próprio para o setor industrial. "A FIEC pode articular na parceria com o SEBRAE e seus projetos em conjunto o pagamento dessas análises laboratoriais por meio de convênios ou consórcios com as entidades. Para tanto, precisamos de uma ação rápida, eficaz e para ontem a fim de atender as demandas industriais por exames nos laboratórios. O setor industrial de alimentos gera 100 mil empregos no estado, possui uma generosa fatia do PIB e precisa crescer mais. Muitas empresas são de pequeno porte. Para isso, precisamos fazer esses exames a preço acessível para todos os portes de empresas, com qualidade e disponibilidade do resultado online", propõe.

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