Ceará se destaca no Mundial do Queijo 2026 e consolida força no cenário nacional
A produção cearense de laticínios ganhou projeção nacional e internacional durante o 4º Mundial do Queijo do Brasil 2026, realizado entre os dias 16 e 19 de abril, em São Paulo. Com participação expressiva, o estado conquistou 7 medalhas, evidenciando a força e a identidade da produção tradicional cearense.
A participação no evento contou com o apoio de diversas instituições parceiras, como o Sebrae e FIEC, fundamentais para viabilizar a presença dos produtores. Nesse contexto, destaca-se também o do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Ceará (Sindlacticínios), que apoiou e possibilitou a participação de produtores associados no evento de importantes premiações em uma edição marcada pelo alto nível técnico.
O presidente do Sindlacticínios, José Antunes Mota, destacou o significado das conquistas para o setor. “Celebramos com muito orgulho a conquista dos nossos produtores cearenses, que levaram a qualidade de seus produtos ao pódio em um dos maiores eventos do setor lácteo do país. Essas conquistas reforçam a excelência, dedicação e tradição dos produtores cearenses, fortalecendo ainda mais o nosso setor no cenário nacional”, disse.
O evento reuniu mais de 2.700 produtos inscritos, provenientes de 20 países, consolidando-se como uma das maiores vitrines do setor lácteo. Os produtores cearenses conquistaram premiações em diferentes categorias, mostrando a diversidade e a qualidade dos produtos. Na categoria Super Ouro, destacaram-se a Tempo Rei Queijaria Artesanal, de Aquiraz, e o Laticínio Lopes, de Limoeiro do Norte. Na categoria Prata, a Fazenda Timbaúba, de Hidrolândia, obteve duas premiações. Já na categoria Bronze, foram reconhecidos o Capril Lagoa das Cabras, de Quixadá, o Laticínio Lopes, de Limoeiro do Norte, e o Laticínio Nossa Santa, de Quixeramobim.
Os produtores medalhistas integram a chamada caravana cearense, formada por queijarias artesanais, e parte deles também compõe a Associação Queijo Cearense. Essa representatividade reforça o protagonismo do segmento, que vem ganhando espaço e reconhecimento em concursos nacionais e internacionais.
A tecnóloga em alimentos e doutora em Ciência dos Alimentos, Clarissa Maia, ressaltou a importância da participação cearense no evento. “Estivemos presentes com uma representação significativa, com muitos produtos avaliados, o que demonstra o avanço do nosso estado nesse cenário. Deixo um agradecimento especial ao Sindlacticínios e à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) dando todo o suporte para as amostras chegarem da forma correta”, afirmou.
Clarissa projetou os próximos passos, reforçando o compromisso com a evolução contínua. “Fica a certeza de que o nosso trabalho foi cumprido da melhor forma possível e com excelência. Vamos de novo ao Mundial no ano que vem, desta vez com mais representatividade, porque agora conhecemos o caminho”, garantiu.
A participação em concursos como o Mundial do Queijo do Brasil vai além das premiações. Trata-se de uma importante vitrine para os produtores, ampliando a visibilidade dos produtos, fortalecendo a imagem das marcas e abrindo portas para novos mercados. Além disso, a repercussão na mídia e o reconhecimento técnico contribuem para valorizar o trabalho dos produtores e incentivar a melhoria contínua da qualidade.
O evento, que reúne produtores, especialistas, compradores e profissionais de toda a cadeia láctea, consolida-se como um espaço estratégico para troca de conhecimentos, geração de oportunidades e fortalecimento do setor. A presença cearense e os resultados obtidos reforçam o potencial do estado e evidenciam a importância do apoio institucional para o desenvolvimento da produção.
Evento estratégico para o setor
Desde 2019, o Mundial do Queijo do Brasil se consolidou como um dos principais encontros da cadeia produtiva de queijos e laticínios. O evento reúne curadores, produtores, distribuidores, fabricantes de equipamentos, fornecedores e chefs, além de promover a comercialização direta de produtos por mais de 100 produtores de diversas regiões do país.
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