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Diretor da CHESF debate geração distribuída de energia, na FIEC

25/10/2019 - 14h10

A Câmara Setorial de Energias Renováveis da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece) realizou nesta sexta-feira (25/10), na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), a sua 82° reunião ordinária. Desta vez, o assunto debatido foi Geração Centralizada de Energia e os impactos na operação do SIN - Sistema Interligado Nacional, tendo em vista a inserção das energias renováveis na matriz energética elétrica. No Ceará, em recente leilão ocorrido em 18/10, quatro projetos de energia solar de 120 megawatts foram contratados na região do Cariri. Eles vão representar mais de 560 bilhões em investimentos para o estado do Ceará.

O diretor de operações da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF), João Henrique Franklin, apresentou as operações do sistema elétrico de energia e a "nova matriz energética", que contempla projetos eólicos, solares e térmicos. Franklin explicou as oportunidades que uma matriz como essa traz para o estado, mas salientou que alguns pontos precisam ser melhorados. Para ele, há ainda o impacto da geração distribuída, que vai gerar novas oportunidades para empresas e trabalhadores. “Acredito que vai ter um forte desenvolvimento da geração de energia distribuída. A mobilidade vai ser o maior desenvolvimento da geração distribuída. Vamos ter mais carros elétricos nas ruas", enfatizou.

O coordenador do Núcleo de Energia da FIEC, Joaquim Rolim, explicou sobre a revisão da Resolução Normativa 482, marco regulatório que autorizou os brasileiros a gerarem sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis.
Em resumo, no processo de revisão da resolução, a ANEEL propõe, nesta etapa final do processo de revisão, que a energia injetada na rede de distribuição da concessionária seja muito pouco compensada pelo consumidor, o que destoa das etapas anteriores, quando a Aneel defendia regras mais brandas e gradativas. A Aneel também mudou o discurso em relação aos consumidores que já instalaram o sistema. Antes teriam os direitos garantidos por 25 anos, e agora somente até 2030.

Para Rolim, "o setor todo de geração distribuída de energia está muito abalado. Reduzir o apoio a este segmento que ainda precisa muito neste momento pode provocar muitas consequências desagradáveis, com grande redução de empregos. O que o setor pede é que se continue a possibilitar o consumidor poder gerar sua própria energia, reduzir custos e criar emprego e renda. Quando a geração distribuída de energia atingir pelo menos 5% de participação na matriz energética elétrica, poderá ser o momento mais adequado para tais ajustes.”

O gerente do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Guilherme Muchale, falou sobre a importância das rotas estratégicas no setor de energia e dos avanços alcançados desde sua implementação em 2015. O economista anunciou que será estabelecida uma nova agenda prioritária, com um portfólio de projetos atualizado.

“Começaremos priorizando e repensando projetos para a energia solar e eólica. Já no ano que vem, faremos um segundo painel ligado a biomassa e eficiência energética, de modo que a gente possa oxigenar essa agenda e atualizar o roadmap do setor, continuando o trabalho de articulação com a Câmara Setorial de Energias Renováveis", concluiu.
 

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